Portugal é grande quando abre horizontes

03
Mai 10

 

Foi um dia de exageros. A empresa a que estou ligado, de consultoria e relações internacionais, comunicou à Lusa que eu iria fazer parte de um Think Tank, um grupo de reflexão agora criado pelo Conselho da Europa para aconselhar o Centro Norte-Sul. Da comunicação em inglês, feita a partir de Londres, à tradução em português, o que era uma coisa simples, passou a ser outra. E o despacho foi enviado para os jornais, a dizer que eu iria ser o director executivo do Centro. E a imprensa pegou no assunto e a "notícia" saiu aos pulos, por toda a parte. Tudo com base num despacho equivocado, pobre jornalista que o escreveu.

 

Entretanto, eu estive toda a tarde fechado num aeroporto e num avião. Ao chegar ao destino, tinha uma série de mensagens de gente amiga a dizer coisas bonitas. Gosto, claro, de coisas bonitas. Mas neste caso, estávamos muito longe dos factos.

 

Um exagero. Um equívoco. Um erro.

 

Devo, no entanto, acrescentar que me sinto muito honrado por ter sido convidado para integrar este novo Think Tank. Que é uma excelente iniciativa, pois é fundamental reflectir sobre as relações entre a Europa e os países do Sul, em particular os da outra margem do Mediterrâneo.

 

Tudo isto aconteceu no dia em que me preparava para a reunião de planificação da formação que irá decorrer no quadro da NATO. Ou seja, numa altura em que estou muito ocupado com a manutenção da paz, o que me deixa pouco tempo para outras guerras.

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 23:42

Esta semana passo uns dias num país imaginário. É um país que foi inventado, a cavalo entre África e o Médio Oriente, em crise profunda, com grupos armados, fundamentalismo, refugiados, deslocados, numa vizinhança que não se entende, com ditadores à mistura, tribalismo, interesses petrolíferos e outros. Enfim, uma confusão como existe em muitos países de verdade. Trata-se de preparar um cenário para treinar futuros comandantes militares  de operações no terreno, provenientes de Estados membros da Aliança Atlântica. Para mim, esta formação é uma actividade nova. Para os generais, será uma oportunidade de se relacionarem com um civil experiente nestas coisas.

 

Tudo isto, por muito real que seja, mesmo num contexto imaginário, não é nada comparado com o trabalho que vai ser necessário fazer para que o povo grego aceite as condições impostas pelo pacote ontem aprovado pela UE e o FMI. Essa é a verdadeira dificuldade. Vai exigir muita comunicação, muita clareza da parte do Primeiro-ministro Papandreou. Exigirá, igualmente, uma postura responsável e de vistas largas, por parte dos dirigentes sindicais. Em particular, dos da função pública e das empresas com participação do Estado. Não vai ser nada fácil. Se falharem, teremos uma bola de neve à nossa frente.

publicado por victorangelo às 10:31

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