Portugal é grande quando abre horizontes

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Mai 10

Ao percorrer, ontem à tarde, a campina entre Tervuren e Lovaina, em terras da Flandres, a duas dezenas de quilómetros da capital, notei a variedade colorida dos campos, todos explorados com rigor e de modo racional, a tranquilidade das aldeias, com as casas renovadas nas últimas décadas, que o dinheiro fresco é primeiro para investir na habitação, as flores a espreitar o viajante que passa, tudo muito arranjado e limpo, que a beleza e o ordenamento da paisagem fazem parte do enriquecimento da vida.

 

Não sei bem porquê, mas acabei a pensar no meu amigo L. Jantara com ele, uns dias atrás, no bulício jovem das docas de Lisboa. Entre umas garfadas no polvo à lagareiro e uns olhares mais atentos ao mundo que passava ao lado da mesa, o L. queixou-se dos povos do Norte da Europa. Que, agora que estamos em crise, mostraram mais uma vez o desprezo que têm pelas gentes do Sul, a arrogância de quem pensa que no Sul não se trabalha, não há disciplina, não existe sentido cívico nem respeito pelos outros. Acrescentou, ainda, que o novo filme sobre o Robin dos Bosques, que não vi, revela bem todos esses preconceitos, bem como o anticatolicismo do Norte, o antipapismo. O L., que é uma das pessoas mais argutas que conheço, vê assim as relações entre o Norte e o Sul.

 

Da próxima vez, iremos continuar a nossa conversa nestas campinas, que tanto dizem.

publicado por victorangelo às 17:17

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