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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Partir os móveis

 

Sopra um vento estranho nas esferas bancárias portuguesas. Estamos numa situação que parece indicar um divórcio de fazer partir os móveis e a loiça, nesta relação tão complexa que é a dos bancos com o poder.

 

Quando isto acontece, as crianças entram em pânico e os vizinhos escondem-se por detrás das cortinas.

 

Para aumentar a confusão, mais dois factos. As obrigações do tesouro, 500 milhões de euros, que o governo colocou no mercado hoje, venderam-se bem. Um sinal positivo, diriam os especialistas das finanças internacionais. Por outro lado, a conversa no meu banco era, esta manhã, sobre a moção de censura que o PCP quer ver votada na Sexta-feira. Percebi um certo entusiasmo pela censura, entre os banqueiros. Estranho.

Falar aos ceguinhos

O homem continua a insisitir que o nosso pacote de austeridade não tem nada de excepcional, foi apenas mais um, ao lado do espanhol, das medidas noutros países da União, tudo para salvar o euro, não por causa da nossa governação interna nem da nossa fraca economia. É um erro seguir essa linha de justificação, não passa nem convence, só dá a impressão, uma vez mais, que nos toma a todos por ceguinhos da cabeça.

A Comunidade Ismaelita

Quantos portugueses terão pensado no que faz o Centro Ismaelita, ali mesmo ao lado da Loja do Cidadão, nas Laranjeiras, em S. Domingos de Benfica? Quantos terão imaginado a beleza do recinto, o bom gosto das instalações, a funcionalidade das salas de reuniões, o tipo de cursos de formação, as iniciativas, as actividades humanitárias que aí decorrem?

 

A Comunidade Aga Khan de Portugal é composta por gente muito comprometida com projectos sociais, com obras que visam o desenvolvimento humano. São portugueses, diferentes de nós, na cor da pele, na origem étnica, mas que muito contribuem, sem grande ruído, para uma sociedade mais harmoniosa e uma visão humanista das relações entre gentes de culturas diferentes.

 

Há muitos anos tive um primeiro encontro com representantes da Fundação Aga Khan, foi na África Oriental, vi o que faziam ao nível da educação e dos cuidados primários de saúde num contexto africano. Um dos meus grandes amigos data dessa época. Hoje, ao visitar o Centro de Lisboa, lembrei-me do Karim, da elegância que punha em tudo em que se empenhava, da vida ascética que vivia, para que o contraste entre o seu nível de vida e o das populações locais fosse o mais esbatido possível.

 

Faz pensar.

 

Um Domingo bem cheio

Tive a oportunidade de gravar uma boa conversa com a Rádio Renascença. Achei que a equipa era dinâmica. Gente jovem e bem motivada. A entrevista vai ser difundida na Terça-feira. Falámos de direitos humanos, conflitos, desenvolvimento, relações internacionais, do papel das Nações Unidas e da situação actual, no seio da União Europeia.

 

Mais tarde, teve lugar a primeira sessão informal do Grupo de Reflexão que vai ajudar o centro Norte-Sul do Conselho da Europa. Um grupo de gente que se sente à vontade no mundo global. Que vê a globalização como uma oportunidade para todos, não como uma ameaça. Que sabe qual é o papel que a educação desempenha, quando se trata de preparar os cidadãos de amanhã.

 

O grupo tornou-se possível porque um homem multimilionário da Arábia Saudita, Mohamed Bin Issa al-Jaber decidiu financiar todos os custos ligados ao seu funcionamento. Al-Jaber gasta, cada ano, milhões de dólares em projectos que promovem um melhor entendimento entre o mundo árabe e o resto do globo.  

Ser positivo

O primeiro impulso, face a uma situação que é certamente muito grave, seria negativo. A tentação é para o pessimismo. Escrever qualquer coisa, como, que tristeza, o nosso campo de milho está entregue aos pardais. Mas, não. Há que ser positivo e dizer, com convicção, como quem batalha, nós vamos dar a volta a tudo isto. 

 

Assim se fala do futuro.

Dia de agradecimentos

 

Agradeço a todos os que, de um modo ou de outro, tiveram em conta a questão que ontem trouxe à consideração de quem me segue, neste blog. Respostas certamente interessantes, muito no sentido de apoiar o primeiro tema. Assim será. Terei em conta.  Mas gostaria de lembrar a importância do tópico número três, sobre a igualdade entre os homens e as mulheres. Mesmo na Europa mais avançada, é assunto ainda não resolvido. Veja-se, por exemplo, o caso do novo governo britânico. São poucas as mulheres na fotografia, em número quase sem significado, com excepção do ministério do interior, um departamento muito importante na estrutura governamental da Grã-Bretanha. David Cameron podia ter feito melhor.

 

Já que estou em maré de agradecimentos, queria aqui reconhecer o esforço das diferentes secções da PSP que contribuiram, com muito profissionalismo, para a segurança do Papa, durante a sua visita a Portugal. Quem está por dentro dos sistemas de segurança sabe que a PSP fez um trabalho excelente. Os riscos existiam, mas tudo correu bem. A PSP que se vê na rua é apenas uma pequena parte de uma estrutura complexa, que vive da dedicação dos seus elementos, mulheres e homens. Uma dedicação que vai muito além das parcas compensações que usufruem.

Uma questão social

Se o leitor tivesse que escolher um tema, entre os três que se seguem, qual seria a escolha? Qual é, neste momento, o mais actual e de maior urgência?

 

É verdade que os temas não têm muito que ver com a crise económica e financeira, que domina todas as atenções. Mas estão muito relacionadas com grandes problemáticas sociais, os direitos humanos, a justiça social, a aceitação do Outro, o respeito pela diferença, quer na Europa, quer nas relações entre o nosso espaço e o resto do mundo. São, além disso, muito prementes, em vários cantos da Terra.

 

Os temas são:

 

1. Liberdades, responsabilidades, direitos e ética.

 

2. Liberdade de expressão, de consciência e de religião.

 

3. O princípio da igualdade entre os homens e as mulheres.

 

 

Ninguém telefona para Lisboa

Nos últimos dias, o Presidente americano passou algum tempo ao telefone. Teve uma longa conversa com Angela Merkel, para a convencer a aceitar o pacote de medidas de apoio à Grécia. Falou com o Presidente francês, este fim-de-semana, para que acelerasse o processo de aprovação do fundo de monetário de estabilização do euro. Esteve, ontem, em linha com Zapatero, para que não continuasse a haver dúvidas sobre a preocupação com que Washington vê a situação espanhola e o potencial destabilizador que representa. Felicitou David Cameron. Aproveitou para mencionar a importância que os americanos dão a uma contenção fiscal na Grã-Bretanha.

 

Depois de cada chamada, houve resultados concretos. A Alemanha decidiu alinhar-se com os outros, na ajuda urgente à Grécia, apesar dos custos eleitorais elevados para a coligação no poder, em Berlim. Sarkozy anulou a viagem a Moscovo, ficou a liderar a criação do fundo de emergência. Em Espanha, as medidas anunciadas, hoje, pelo governo respondem ao apelo de Barack Obama. A coligação em Londres está a enviar sinais positivos aos mercados, apesar de uma situação económica preocupante.

 

Duas lições a tirar de toda esta movimentação: os Estados Unidos compreendem a dimensão internacional da crise europeia; o impacto que pode ter sobre outras grandes economias; segunda conclusão, a voz de Obama pesa muito nas capitais da Europa.

 

E, Lisboa, no meio de tudo isto? Esta poderia ser a terceira lição.

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