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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Pontes e passagens

 

Copyright V. Ângelo

 

Foram três dias de discussões, com gente vinda de diversas partes do mundo, sobre como abrir pontes onde apenas existe conflito, insegurança e destruição. Um debate esclarecido, esclarecedor e inteligente.

 

Foi particularmente notória a preocupação com a situação na Guine'-Bissau. Uma situação política que e' má e perigosa. E que causa muitas dúvidas sobre a estabilidade daquele país e o que podera' acontecer nos tempos mais próximos.

 

Também discutimos o anacronismo que da' pelo nome de Conselho de Segurança das Nações Unidas. O embaixador da Índia em Nova Iorque, um homem culto e muito arguto, disse, sem papas na língua, que mundo e' este, que deixa o direito de veto nas mãos de países como a Grã-Bretanha e que ignora o peso de Estados como o seu?

 

Portugal, que organizou este encontro de representantes de Estados, ganhou alguns pontos, na cena internacional. A imagem externa de um país e' algo de importante e que precisa de ser cultivado. Assim aconteceu.

 

 

Um voltar de página, com optimismo

Voltemos aos espiões. A expulsão dos Estados Unidos dos agentes russos, por troca com espiões detidos na Rússia, foi um gesto positivo. Ambos os lados ganharam, prevaleceu a diplomacia e o bom senso. Mostrou que nas duas capitais ha' gente que entende que a cooperação e' mais importante do que a rivalidade.

 

O que teria sido um caso extremamente embaraçoso para o Kremlin acabou por ser um indicador de maturidade. Foi um voltar de página. Hoje, ha' mais esperança no mundo.

Como no cinema

Hoje escrevo na revista Visão sobre espiões, velhos fantasmas, mulheres fatais e as relações entre o Ocidente e a Rússia.

 

Nada mais leve, no começo das férias, que uma boa historieta sobre espionagem. So' que a actual não faz muito sentido.

 

Mas haverá mais enredo. Diz-se que se esta' a preparar uma troca de espias, entre Moscovo e Washington. Tu devolves-me os meus, eu liberto os teus. E' a chamada troca directa. Muito útil, quando as moedas estão fracas. Tal como a espionagem, que já não vale o que valia.

 

O texto pode ser lido neste local:     http://aeiou.visao.pt/espioes-e-fantasmas=f565397

O futebol e a política europeia

Um comentário político sobre o jogo desta noite não é descabido. Cada vez é mais claro que um torneio como o Mundial tem muitas facetas para além do desporto.

 

A vitória da Espanha sobre a Alemanha contribuiu para o equilíbrio entre a Europa do Norte e a do Sul. Foi politicamente correcto e de impacto positivo. Um resultado a favor da Alemanha teria agravado a crise identitária e os preconceitos entre as regiões do Continente. Numa altura de clivagens, teria alargado as incompreensões e o fosso que certos crêem ver entre os povos de diferentes áreas geográficas.

A brevidade e' uma virtude

A Rainha Isabel II discursou hoje perante a Assembleia Geral da ONU.

 

A última vez que o fizera fora há 53 anos. Nessa altura, falou durante cerca de 60 segundos ou pouco mais.

 

O discurso de agora, com toda a experiência política acumulada em tão longas décadas, durou  mais de dois minutos, quase três. A verdade e' que foi um discurso equilibrado, que reconheceu o papel de liderança das Nações Unidas em matéria de segurança, paz e de luta contra a pobreza. E foi um exemplo de como é possível ser-se breve e, ao mesmo tempo, incisivo.

 

Não e' preciso falar pelos cotovelos e com ódios e raivas, para marcar pontos. Antes pelo contrário.

O parque do desordenamento

O Parque Natural Sintra-Cascais e' um desalento, um caos, um conjunto de povoados feios e pobres, sujos e mal enjorcados, uma graçola ridícula cheia de construções, fábricas, pedreiras, ferro-velho e dunas destruídas pelas motos de quatro rodas. E' mais um triste exemplo do faz-de-conta em que o país se transformou.

 

Afinal, andamos a enganar quem?

Fenómenos sísmicos

O meu texto na Visão on-line sobre a participação de Portugal em missões de paz ( http://aeiou.visao.pt/portugal-a-paz-e-o-mundo=f564719 ) -- trabalho que mencionei neste blog há dois ou três dias -- tem estado a atrair uma série de comentários, incluindo comparações entre o que as nossas Forças Armadas e de Segurança tiveram como funções antes do 25 de Abril de 1974 e as responsabilidades internacionais a que têm sido chamadas nos últimos vinte anos.

 

Da discussão é possível, uma vez mais, deduzir que a questão da descolonização continua atravessada na alma e nas emoções de muitos cidadãos. Embora tenham decorrido 36 anos, a verdade é que para muitos, os traumas vividos na altura continuam a marcar a sua visão da política externa portuguesa e, em particular, a sua relação com algumas das antigas colónias.

 

Creio que é normal que assim seja, pois o que aconteceu no seguimento do 25 de Abril foi uma mudança radical da história portuguesa. As transformações políticas e sociais de fundo têm grande peso na vida dos povos. E nem todos viram essas alterações sob o ângulo positivo e renovador que representaram.

 

Numa altura de crise política como a que Portugal vive hoje -- um fenómeno indiscutível, profundo, que pode ter consequências sísmicas comparáveis a Abril de 1974, e que só pode ser negado por quem sinta que a crise é, acima de tudo, um indicador da sua incapacidade de liderança e do fracasso das suas políticas -- é ainda mais tentador comparar o agora com o anterior. Só que os tempos e as circunstâncias são outros.

Sem fôlego

Voltar a Évora, voltar 'as raízes. Mesmo sendo a correr. Só que a cidade está com um movimento reduzido. Poucas visitas, menos turistas. Apenas uns espanhóis, não dá para o petróleo. A crise. O desalento de uma economia sem fôlego. Apesar de algumas iniciativas, de gente que não quer ver-se sem ânimo.

Com a corrente, a toda a demagogia

Passei muitos anos a ver e acompanhar a política dos outros, em vários cantos dos buracos do mundo. Tenho, agora, um pouco mais de disponibilidade para seguir a política da nossa terra. Há dias em que fico alarmado, como será possível que o país esteja a ser dirigido, no governo e na oposição, por gente assim. Mais. Que grande confusão vai nessas cabeças. E que demagogia, meus senhores e minhas senhoras. Estão todos a chutar para baixo, uma loucura de populismo sem princípios nem elevação.

 

Um deputado ilustre, homem bem preparado tecnicamente, embora não tenha muito jeito para a política de massas e de jogos de corredor, dizia-me ontem, com a sinceridade que vem de anos de amizade, que nem ele entende o que os dirigentes do seu grande partido querem.

Portugal e a Paz

Esta semana, na Visão, foi altura de escrever sobre militares, polícias e guardas republicanos e a partcipação de Portugal em missões internacionais de paz.

 

O link para o artigo é:

 

http://aeiou.visao.pt/portugal-a-paz-e-o-mundo=f564719

 

Boa leitura e comentários, por favor.

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