Portugal é grande quando abre horizontes

03
Ago 10

As confissões do Procurador-Geral da República, que hoje apareceram sob a forma de uma entrevista ao DN, confirmam o estado confuso e inaceitável em que se encontra o nosso sistema de administração de justiça. Ora, a boa governação passa por uma justiça clara, que funcione com celeridade e isenção.

 

Falo na governação, porque, na realidade, a responsabilidade recai sobre quem nos governou e governa. Não haja equívocos. Se a justiça portuguesa tem as dificuldades que tem, e se perdeu a credibilidade que deveria ter, que lhe é indispensável, o dedo da culpa deve apontar na direcção dos políticos.

 

Em muitos países onde trabalhei, uma parte importante da reconstrução do Estado e da autoridade legítima passava por dar prioridade à reforma do sector de justiça. Mas, claro, isso era em países que haviam atravessado uma crise nacional profunda, terras longínquas, de gentes de outras cores. Que ideia pensar que tal pode acontecer num país europeu...

 

A não ser que Portugal também esteja a atravessar uma crise nacional profunda sem que os portugueses que mandam se dêem conta.

publicado por victorangelo às 20:53

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