Portugal é grande quando abre horizontes

02
Set 10

Os meus leitores fizeram ontem, como de costume, comentários muito interessantes ao meu blog sobre a situação de agitação que se vive em Moçambique. Queria destacar uma frase, de um leitor que assina como Anónimo, que diz, cito:

 

 "...Que a elite política das terras lusas que escamoteia a opinião de gente avisada da comunidade da segurança e defesa aprenda com esta situação: há descontentamento no ar em Portugal!! Os riscos são sérios!!"

 

O leitor está a chamar a atenção para duas mensagens importantes, ao fazer a analogia com o que se passa em Moçambique:

 

- O nosso pessoal da segurança e defesa, a inteligência interna, é da opinião que o mal-estar em Portugal, certamente relacionado com as dificuldades crescentes da vida quotidiana, está a atingir um ponto de ruptura;

 

- O governo não os está a ouvir, varre essas análises para debaixo do tapete.

 

Penso que este Anónimo pertence a um serviço de informações. Mesmo que assim não seja, vale a pena ponderar e ter em conta o que nos diz.

publicado por victorangelo às 16:35

Começou um segundo dia de distúrbios civis na zona metropolitana de Maputo. O governo aposta numa presença maciça das forcas de segurança nas principais artérias, como meio de resolução da crise mais imediata, a da ordem pública. 

 

Para além da intervenção de ontem ao fim da tarde do Presidente Guebuza, ninguém mais pareceu a falar em público e a tentar apaziguar os ânimos. As elites políticas, intelectuais e religiosas estão fechadas em casa, sem voz nem entendimento do seu papel numa situação social como a presente.

 

Como referi ontem, o país precisa de mudar de modelo de desenvolvimento. Precisa de equacionar, como muitos outros em África, a questão da urbanização rápida, que está a transferir a pobreza dos campos para as grandes cidades. Necessita, igualmente, de reflectir sobre a modernização do sector agrícola, sobretudo no que respeita à produção de bens alimentares de consumo corrente. Não se compreende que Moçambique importe o que come, do país vizinho, quando tem um potencial agrícola enorme. É altura de passar aos investimentos na agricultura comercial. Sem preconceitos ideológicos. Essa é também uma das maneiras de evitar o êxodo rural.

 

publicado por victorangelo às 10:05

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