Portugal é grande quando abre horizontes

03
Set 10

A Bélgica vai passar este fim-de-semana à beira da ruptura. O presidente do Partido Socialista (francófono), Elio Di Rupo, depois de várias semanas de consultas inter-partidárias, abandonou esta tarde o encargo de tentar chegar a um acordo, que pudesse levar à constituição de um novo governo.

 

Di Rupo, que mal fala a língua da Flandres, onde vivem cerca de 60% dos belgas, mostrou ser um dirigente paciente, sincero, bem educado (ainda há políticos que não dizem meia dúzia de palavrões em cada frase pronunciada), criativo e com um grande sentido de missão. Ganhou o respeito de muitos cidadãos, nas duas comunidades linguísticas. Mas não conseguiu reunir um consenso sobre o futuro institucional da cidade de Bruxelas e dos municípios circundantes.

 

A crise é muito grave. O país está mais perto do que nunca da fractura. É o resultado de muitas décadas passadas a acentuar as diferencas entre as duas comunidades linguísticas. Fazer política com base em questões identitárias leva qualquer país ao extremismo e ao desastre. Mesmo no centro da Europa. 

publicado por victorangelo às 21:08

Um percurso ou uma viagem, que mais é uma vida?

 

Tony Blair acaba de publicar as suas memórias de homem público com muitas confissões privadas. De tudo o que o que escreve sobre a sua viagem pessoal, sobressai a personalidade de um político que pensa que o mundo deveria girar à sua volta, que não perdoa nem se autocritica, que está convencido que sempre teve razão. Mas o mais feio, são os ataques pessoais a um outro político, de quem foi muito amigo, companheiro de vitórias eleitorais,  e que agora atraiçoa. Talvez porque atacar os outros seja uma maneira de desviar as atenções das nossas insuficiências e erros.

 

Também, porque ajuda a vender papel. 

publicado por victorangelo às 11:57

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