Portugal é grande quando abre horizontes

07
Set 10

O Presidente da Comissão Europeia discursou hoje perante o Parlamento Europeu - uma casa onde há de tudo - sobre o "Estado da União".

 

Este tipo de discursos, em que se procura fazer um balanço e apontar pistas para os próximos 12 meses, não são fáceis de escrever. O fundamental é terem três ou quatro frases curtas, que permitam aos media fazer títulos e focar as atenções do público. Embora o discurso estivesse bem escrito em inglês, este aspecto do "sound bite" não saiu como seria de esperar. Podia ter dito que uma União monetária sem uma politica económica comum é insustentável. Mas não foi tão directo, que o assunto não é pacífico entre os Estados membros. Ou poderia ter afirmado que sem políticas de emprego dos jovens -- um problema muito sério -- não há inovação. Sem inovação fica-se para trás.

 

Procurando ser positivo, sublinharia que JM Barroso nos lembrou que a burocracia está a asfixiar as PME. O que é bem verdade, quando toda a gente sabe que são as PME que geram emprego e que constituem o tecido económico que dá vida à economia.

 

Disse que Comissão tem cinco prioridades em cima da mesa: resolver a crise económica, o emprego, a liberdade e a segurança, um novo tipo de orçamento para a CE e, por último, uma política externa que corresponda ao peso económico da Europa.

 

Ninguém vai disputar a validade dessas prioridades. O que é objecto de dúvida é a capacidade de Bruxelas de levar avante acções coerentes nessas áreas. Bem como uma outra interrogação: será que certos Estados vão deixar a CE pegar nesses assuntos a sério? Há cada vez mais a convicção que a União é uma ilusão. 

publicado por victorangelo às 16:57

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