Portugal é grande quando abre horizontes

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Out 10

Depois das declarações de Angela Merkel, sobre a falta de aculturação dos imigrantes na Alemanha, passei algum tempo a reflectir sobre a imigração na Europa. Este será, aliás, o tema do meu próximo texto na Visão, na Quinta-feira.

 

Um dos aspectos da matéria tem que ver com a segurança social. Muitos europeus pensam que os imigrantes são uns abusadores, tirando proveito máximo dos sistemas sociais existentes nos países de acolhimento.

 

Mas a verdade é que a Europa está cada vez mais exposta à competição internacional, que resulta da globalização acelerada dos mercados. A globalização põe em causa as estruturas existentes, que tinham fundamentalmente uma base nacional. Hoje essa base nacional já não faz sentido.

 

Perante a incerteza, as modificações ao nível da estrutura produtiva e face à pressão que os sistemas de segurança social enfrentam, com o aumento do desemprego e com o envelhecimento das populações, é fácil acusar os imigrantes de abusos dos direitos sociais. A culpa é do outro, sobretudo se o outro é muito diferente. Também é cómodo dizer que os novos imigrantes têm apenas como objectivo usufruir das vantagens dos regimes altamente sofisticados de segurança social que definem os regimes sociais europeus mais avançados.

 

 A arrogância não permite ver o mundo de hoje tal como ele é. Primeiro, a Europa já não é o centro do universo. Segundo, sem imigração haverá um envelhecimento insustentável das sociedades europeias. Terceiro, não é possível abrir as portas, como se pretende fazer, para os engenheiros e os quadros altamente qualificados, vindos de outras regiões do planeta, e mantê-las fechadas para os outros, para os indiferenciados, muitos deles mais dinâmicos e mais trabalhadores do que a média dos europeus de nível equivalente

 

publicado por victorangelo às 19:41

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