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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Nevoeiros

Depois de 2270 km de estrada, só me falta ler algumas das chachadas da imprensa lusa, para ficar completamente fora de jogo.

 

Continua a haver muito fascínio na nossa imprensa e na nossa sociedade pelos senhores das grandes famílias e pelas gentes que enchem as colunas sociais. É próprio do bacoquismo aldeão que define o nosso nevoeiro político e mental.

 

 

Saber fazer coisas com qualidade

Fim de dia numa aldeia da Baixa-Normandia, com Sol, água dos riachos e muitas árvores de grande porte, tudo bem florido, limpo, arranjado com gosto e sem pretensões, sem grandes gastos, apenas porque as pessoas acreditam nos valores da comunidade e sabem que a beleza e a tranquilidade atraem visitas e gente disposta a gastar uns euros. A crise poderá existir, mas aqui o que conta é a capacidade de continuar a apostar no futuro, com cada um e todos a tentarem jogar a sua parte. Os subsídios não chegam a estes cantos remotos. Mas, a vontade de fazer coisas com qualidade faz a diferença.

Na terra dos outros

A economia alemã deve crescer cerca de 1,4% este ano. Entretanto, as negociações entre os sindicatos e as confederações patronais prevêem aumentos salariais importantes, para o próximo ano. Um acordo recente no sector metalúrgico fará subir os salários dos operários em cerca de 3,6% em 2011.

 

Entretanto, o governo federal resolveu cortar o número de militares de 160 000 para 120 000. Um dos generais, amigo meu, disse-me que os cortes vão ser a direito, sem terem em conta as necessidades mais estratégicas do sector da defesa. A verdade é que a Alemanha quer dar o exemplo, em termos de equilíbrio das contas públicas.

 

Entretanto, em Portugal, para além das chuvas, o temporal é outro. O governo acusa o PSD de não querer acertar as contas. O PSD diz que o governo está desgovernado. O meu empreiteiro de trabalhos ocasionais, esse, diz, que uma vida sem facturas fica mais em conta.

 

 

 

 

A Europa sem festa

Quem vai sair primeiro da UE: A Alemanha ou Portugal?

 

Uma pergunta que tem cada vez mais sentido.

 

Que futuro para a UE?

 

Os riscos existem.

 

Que futuro para a periferia da União?

 

Pouco claro.

 

Onde vai ficar Portugal?

 

Quem sabe, com o andar da carruagem?

 

O meu texto de hoje na revista Visão abre o debate sobre estas questões. Um debate que será cada vez mais presente.

 

O artigo está disponível on-line. Vejam, por favor, no sítio:

 

http://aeiou.visao.pt/um-aniversario-com-inquietacoes=f574895

Grécia e Portugal

Qatar vai investir 5 mil milhões de euros na Grécia. Os sectores que interessam à Qatar Investment Authority  são o imobiliário, o turismo, os transportes, portos e aeroportos, a banca e a energia.
Esta decisão vem logo após a China ter anunciado que iria comprar valores significativos de obrigações do tesouro gregas. Em contrapartida, as empresas chinesas terão acesso preferencial à execução de grandes obras públicas e à gestão dos dois maiores portos gregos.
São, na minha opinião, boas notícias. Quando a poupança interna não chega para investir, o que vem de fora é importante.  Recuperar é, assim, mais fácil.
Porque será que este tipo de interesses não se está a manifestar em relação a Portugal? Que oferece a Grécia que Portugal não tenha? 

Incesto financeiro

Afinal o mamarracho "vale" 251,8 milhões de euros. É o valor que vai sair das pensões dos funcionários da CGD para "comprar" o monstro que é a sede da CGD. É um incesto financeiro, pago a preço de ouro, com uma mais-valia de 103,7 milhões -- mais-valia, que anedota tão cara! --, por um edifício que apenas vale o muito que simboliza: a loucura das grandezas dos nossos bacocos, gente pequenina, de rabo entre as pernas, mas verdadeiros artistas, enquanto saltimbancos da finança e da política.

 

 

 

 

 

Bancos sem crédito

Sempre que passo na João XXI, aqui em Lisboa, penso na grande trafulhice que foi a construção da sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Aquele monstro do novo-riquismo saloio bem português custou uma fortuna, deve ter enriquecido uns compadres que estiveram ligados à sua construção, e vale muito pouco ou nada. Sempre acrescentei aos meus pensamentos que se amanhã o edifício fosse posto no mercado de imóveis, num mercado a sério, não haveria quem lhe pegasse. É um elefante branco. Ninguém, que tenha juízo, compra um elefante branco.

 

A realidade ultrapassou, agora, a ficção. A CGD assinou um contrato de promessa de compra com o seu próprio fundo de pensões. Ou seja, vai "vender" o monstro a si própria e além disso pagar renda. Está no Jornal de Negócios de ontem. É mais uma das iniciativas estranhas de um banco estranho. E depois, ainda se admiram quando a população não dá crédito algum ao sector bancário.

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