Portugal é grande quando abre horizontes

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Dez 10

As revelações resultantes da divulgação pública dos telegramas da diplomacia e da politica externa americanas continuam a dominar a actualidade.

 

No caso português, a maior parte dos telegramas ainda não é conhecida. Há, acreditem, muita inquietação no MNE e nas rodas do poder.

 

O que, entretanto, vai aparecendo levanta algumas questões importantes. Hoje foi a vez de um banco de renome. Saiu muito mal na fotografia. Foi apanhado numa engrenagem pouco abonatória, reveladora de falta de senso comum e de princípios. Faz pensar, sobretudo aos que têm relações comerciais com essa gente.

 

Os telegramas também continuam a ser um desafio para quem tem que julgar a acção de Wikileaks. Os analistas estão divididos. Muito mais do que é habitual. A verdade é que a prática e a doutrina, em matéria de diplomacia, vão ter que ser repensadas.

 

Outra dor de cabeça diz respeito a quem tem que salvaguardar os segredos de Estado. A experiência que se está a viver mostra que, na era dos sistemas informáticos, não é nada fácil guardar segredos. Quando a coordenação entre serviços exige que a informação circule, e assim deve ser, as possibilidades de fuga de dados são bem mais elevadas.

 

Tudo isto surge numa altura em que a atmosfera política, em muitos países importantes, já estava conturbada. Um problema nunca vem só, como se costuma dizer. São muitas as nuvens, neste final de 2010.

publicado por victorangelo às 21:44

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