Portugal é grande quando abre horizontes

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Dez 10

O dia internacional foi rico em acontecimentos.

 

O Presidente do Conselho Italiano vai poder fazer uma festa, hoje ao serão, daquelas que ele sabe organizar. Escapou a uma moção de censura, por apenas três votos. A Câmara dos Deputados foi um teatro de algazarra, que nada contribui para melhorar a imagem dos deputados. Mas, Berlusconi saiu ileso de uma votação que estava longe de ser favas contadas.

 

O que se terá passado nos sítios escuros onde estes apoios se negoceiam, não se sabe.

 

Entretanto, a economia e a sociedade italianas continuam à deriva. A Itália perde competividade e mercados a olhos vistos. E os cidadãos oscilam entre a resignação, ou o "isto não me diz respeito", ou a revolta nas ruas.

 

Mais a Norte, Bart de Wever, o líder do maior partido flamengo deu uma entrevista que mostra claramente que a Bélgica está a viver a pior crise da sua história nacional.  

 

Desde as eleições gerais de inícios de Junho que não há governo nem entendimento entre as duas partes do país. De Wever vem agora dizer que as poucas funções governativas que ainda têm um carácter nacional, como as finanças, a segurança social e a justiça, devem ser transferidas para os governos das regiões. E que os negócios estrangeiros devem ser da responsabilidade da UE. Com isso, pouco fica, que justifique a existência do país. O poder central fica vazio.

 

As agencias internacionais de notação, perante esta situação política e as palavras do homem que detém a chave do futuro da Bélgica, baixaram o rating da dívida pública de Bruxelas.

Ao lado, na França, o salário mínimo nacional para 2011 foi confirmado no valor de 1073 Euros líquidos por mês.  O que significa que o mínimo que se pode pagar por hora de trabalho é 9 Euros.

 

Faz-me pensar no debate sobre o salário mínimo em Portugal.

 

Mais para Sul, Gbagbo conta com o apoio da liderança angolana, para se manter no poder.

 

A comunidade internacional reconheceu o seu adversário, Alassane Ouattara, como o vencedor das eleições presidenciais. Mas, Laurent Gbagbo não quer largar o poder. Como está bastante isolado, não creio que o seu amigo de Luanda cometa o erro de vir ao seu socorro. Só se for para lhe oferecer um tecto, com vista para a baía de Luanda.

 

Finalmente, uma breve referência ao caso legal de Julian Assange. É verdade que se trata de um suspeito do tipo "high profile". Mas as condições impostas pelo tribunal de Londres para a sua libertação condicional são incompreensíveis. Levantam algumas interrogações. Preocupantes.

 

publicado por victorangelo às 20:41

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