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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Pobre Costa do Marfim

Fim de dia de grandes corridas. Com a situação na Costa do Marfim a avançar rapidamente para o abismo. Falei para a Rádio Renascenca sobre o assunto. Muito preocupado. Espero que a entrevista seja escutada por quem tem poder, por quem possa influenciar as decisões que vierem a ser tomadas em Nova Iorque e em Bruxelas.

 

A ofensiva diplomática não está a produzir os resultados esperados. Laurent Gbagbo e os seus apoiantes mais fanáticos estão num contra-relógio para o abismo. Um abismo nacional e um desastre pessoal, pois acabarão mal. Gbagbo vive na ficção de que ganhou as eleições. Os pilares do regime alimentam essa ficção e empurram o ex-presidente para a frente. Para a confrontação. Até a esposa, Madame Gbagbo, o faz, também ela alimenta o fogo e a ilusão.

 

Mais grave é o facto de Gbago e os seus não ouvirem o que dizem os líderes da África Ocidental.

 

Finalmente, não convém deixar que o conflito ganhe contornos de combate entre religiões.

 

 

Para poupar

Ontem falava de viagens. Que continuam hoje. Que abrir novos horizontes, quando é possível, enriquece a vida.

 

Mas, ao mesmo tempo, custa muito ver o caos que muitos viajantes estão a sofrer, nalguns aeroportos, no Norte da Europa. Em muitos dos casos, houve falta de planos de contingência, de meios operacionais suficientes, de produtos que deveriam fazer parte de uma reserva estratégica. O objectivo escondido era o de economizar despesas. Pura e simplesmente, apostando na lotaria do tempo, esperando que o Inverno não fizesse das suas.

 

Assim se está a gerir certos aeroportos. Depois, quem paga são as companhias de aviação, que já estavam à partida com dificuldades económicas, e quem sofre é quem tem que passar por esses sítios.

 

GNR e PSP, linhas paralelas

O Grupo de Intervenção de Ordem Pública da GNR, que é um servico semelhante ao Corpo de Intervenção da PSP, organizou um "curso de formação" para jornalistas. A iniciativa durou uma semana, abrangeu 12 jornalistas e contou com a participação do SIS e do SEF. Ou seja, tenho o pressentimento que falta aqui alguém, nesta fotografia. Ou a iniciativa era, apenas, e mais uma vez, para fazer uma acção mediática e ultrapassar a concorrência, pela direita?

Tranquilamente para a ruína

O Conselho Europeu de fim de ano terminou esta tarde. Desde então, o Euro perdeu valor. Apesar da aprovação do mecanismo financeiro de estabilização do Euro, de que os países fogem como o Diabo da cruz, ninguém quer ser visto a bater a essa porta, e também apesar da encenação da reunião do Conselho ter sido preparada para dar uma aparência de calma e unidade de propósito, ao nível dos líderes.

 

Entretanto, o BCE continua a ser a única tábua de salvação de certas economias. Na  semana passada, o Banco adquiriu 2.67 mil milhões de Euros de papéis públicos e de obrigações do tesouro da Irlanda e de Portugal. Este tipo de intervenção não é sustentável, a prazo. É uma medida de curtissimo prazo, que apenas serve para adiar os problemas.

 

Nos mercados, a Irlanda atingiu a casa dos 8.3% e Portugal viu a sua taxa de juros andar pelos 6,47%. Em ambos os casos, tratam-se de valores insuportáveis para essas economias. Mais tarde ou mais cedo, vai haver gente chamuscada.

 

Mas, está tudo sob controlo, dizem-nos, na frente ocidental.

 

Ou seja, vamos para férias de Natal tranquilos, embora sem nada resolvido.

Um apelo e um recado

Escrevo na revista Visão de hoje um texto sobre uma possível crise civil e humanitária no Sudão.

 

Creio que é fundamental chamar a atenção dos líderes da comunidade internacional.

 

O referendo no Sul do país vai ter lugar a 9 de Janeiro. Assim fora acordado quando a paz entre o Norte e o Sul foi assinada, em 2005. O Sul vai certamente votar pela independência. O Norte parece resignado. Não tem muitas outras hipóteses, para além de aceitar a decisão popular.

 

Mas há um problema que não está resolvido. É o da região de Abyei, uma zona de transição entre as duas metades do país. Também aí deveria haver um referendo em Janeiro de 2011. Mas Cartum e Juba não se entendem. O recenseamento eleitoral não teve lugar. As populações estão revoltadas e há armas em várias mãos milicianas.

 

O potencial de um conflito armado existe.

 

Cabe à comunidade das nações ajudar as duas partes a ultrapassar esta situação explosiva. Caso contrário, haverá muito sofrimento humano.

 

O texto está disponível:   http://aeiou.visao.pt/abyei-sudao-urgente=f582961

Polícias em operações de paz

A missão operacional, no Chade, dos elementos do GOE da PSP ficou hoje concluída. Voltaram de N'Djaména num voo da ONU.

 

Desde inícios de 2008, houve cinco rotações, cada uma com 12 homens, o que permitiu a presença no terreno de cerca de setenta elementos da nossa polícia de operações especiais. A sua tarefa era a de assegurar a segurança pessoal da liderança da missão de paz das Nações Unidas naquele país e na República Centro-Africana. Essa missão, conhecida como MINURCAT, termina o seu mandato a 31 de Dezembro.

 

Foi uma contribuição muito apreciada pela ONU. Os nossos PSP mostraram um profissionalismo exemplar e uma capacidade de protecção a que as Nações Unidas não estavam habituadas. As equipas mantiveram, ao mesmo tempo, uma excelente relação com as autoridades chadianas. Impuseram respeito.

 

Portugal saiu pela porta grande e mostrou que tem condições para colaborar efectivamente em missões de paz da ONU. Além do GOE, houve vários oficiais e chefes da PSP que também estiveram no Chade, na mesma missão. O seu desempenho foi, igualmente, muito apreciado.

 

A participação neste tipo de missões multinacionais tem ainda a vantagem de abrir as vistas e a experiência de quem nelas participa. O fundamental é criar condições, na PSP, para que essas mais-valias possam ser partilhadas com os outros.

 

As voltas do mundo

O dia internacional foi rico em acontecimentos.

 

O Presidente do Conselho Italiano vai poder fazer uma festa, hoje ao serão, daquelas que ele sabe organizar. Escapou a uma moção de censura, por apenas três votos. A Câmara dos Deputados foi um teatro de algazarra, que nada contribui para melhorar a imagem dos deputados. Mas, Berlusconi saiu ileso de uma votação que estava longe de ser favas contadas.

 

O que se terá passado nos sítios escuros onde estes apoios se negoceiam, não se sabe.

 

Entretanto, a economia e a sociedade italianas continuam à deriva. A Itália perde competividade e mercados a olhos vistos. E os cidadãos oscilam entre a resignação, ou o "isto não me diz respeito", ou a revolta nas ruas.

 

Mais a Norte, Bart de Wever, o líder do maior partido flamengo deu uma entrevista que mostra claramente que a Bélgica está a viver a pior crise da sua história nacional.  

 

Desde as eleições gerais de inícios de Junho que não há governo nem entendimento entre as duas partes do país. De Wever vem agora dizer que as poucas funções governativas que ainda têm um carácter nacional, como as finanças, a segurança social e a justiça, devem ser transferidas para os governos das regiões. E que os negócios estrangeiros devem ser da responsabilidade da UE. Com isso, pouco fica, que justifique a existência do país. O poder central fica vazio.

 

As agencias internacionais de notação, perante esta situação política e as palavras do homem que detém a chave do futuro da Bélgica, baixaram o rating da dívida pública de Bruxelas.

Ao lado, na França, o salário mínimo nacional para 2011 foi confirmado no valor de 1073 Euros líquidos por mês.  O que significa que o mínimo que se pode pagar por hora de trabalho é 9 Euros.

 

Faz-me pensar no debate sobre o salário mínimo em Portugal.

 

Mais para Sul, Gbagbo conta com o apoio da liderança angolana, para se manter no poder.

 

A comunidade internacional reconheceu o seu adversário, Alassane Ouattara, como o vencedor das eleições presidenciais. Mas, Laurent Gbagbo não quer largar o poder. Como está bastante isolado, não creio que o seu amigo de Luanda cometa o erro de vir ao seu socorro. Só se for para lhe oferecer um tecto, com vista para a baía de Luanda.

 

Finalmente, uma breve referência ao caso legal de Julian Assange. É verdade que se trata de um suspeito do tipo "high profile". Mas as condições impostas pelo tribunal de Londres para a sua libertação condicional são incompreensíveis. Levantam algumas interrogações. Preocupantes.

 

Nuvens de crise

As revelações resultantes da divulgação pública dos telegramas da diplomacia e da politica externa americanas continuam a dominar a actualidade.

 

No caso português, a maior parte dos telegramas ainda não é conhecida. Há, acreditem, muita inquietação no MNE e nas rodas do poder.

 

O que, entretanto, vai aparecendo levanta algumas questões importantes. Hoje foi a vez de um banco de renome. Saiu muito mal na fotografia. Foi apanhado numa engrenagem pouco abonatória, reveladora de falta de senso comum e de princípios. Faz pensar, sobretudo aos que têm relações comerciais com essa gente.

 

Os telegramas também continuam a ser um desafio para quem tem que julgar a acção de Wikileaks. Os analistas estão divididos. Muito mais do que é habitual. A verdade é que a prática e a doutrina, em matéria de diplomacia, vão ter que ser repensadas.

 

Outra dor de cabeça diz respeito a quem tem que salvaguardar os segredos de Estado. A experiência que se está a viver mostra que, na era dos sistemas informáticos, não é nada fácil guardar segredos. Quando a coordenação entre serviços exige que a informação circule, e assim deve ser, as possibilidades de fuga de dados são bem mais elevadas.

 

Tudo isto surge numa altura em que a atmosfera política, em muitos países importantes, já estava conturbada. Um problema nunca vem só, como se costuma dizer. São muitas as nuvens, neste final de 2010.

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