Portugal é grande quando abre horizontes

12
Dez 10

O orçamento de 2011 da União Europeia continua em suspenso, por aprovar. Creio que a opinião pública perdeu isto de vista.

 

Que indicação nos é dada, pelo facto de não haver acordo entre os Estados membros, no que respeita ao orçamento das instituições europeias?

 

Em que encruzilhada nos encontramos?

publicado por victorangelo às 21:58

11
Dez 10

Nos centros comerciais da Europa mais rica, em vésperas de Natal, os corredores estão cheios, gente a passear ou, talvez, apenas, quem pode adivinhar, sem saber o que comprar. O contraste com o movimento nas lojas é grande, há poucos clientes, estando algumas, verdadeiramente, às moscas.

 

Um clima frouxo, num Inverno frio. Receios, numa atmosfera cinzenta.

 

As pessoas cortam-se. Não sabem bem o que 2011 vai trazer.

 

Os únicos comércios que não se queixam são os dos comes e bebes, mas apenas os que oferecem preços em conta.

 

É um Natal de incertezas.

 

publicado por victorangelo às 19:03

10
Dez 10

Teve lugar, hoje, em Friburgo, na Alemanha, um Conselho de Ministros conjunto dos governos francês e alemão. Um dos objectivos foi o de coordenar posições, em preparação da Cimeira Europeia da próxima semana. Outro, teve que ver com as nomeações para certos postos importantes, no quadro das instituições da UE. Sobretudo, para o Banco Central Europeu.

 

Mas a mensagem mais importante foi bem clara: quem manda na Europa é a dupla franco-alemã. Aos outros, resta apenas o alinhamento. E os senhores que estão em Bruxelas, à frente das instituições, são cada vez mais vistos como meros funcionários. Executam as ordens dos patrões. Sem fazer ondas, claro.

publicado por victorangelo às 22:00

09
Dez 10

Pobre Confúcio. Dois e mil quinhentos anos após a sua morte, tanto tempo depois de ter dito que "da força à injustiça há apenas um passo", fizeram-no viver, hoje, a vergonha de dar o nome a um prémio imaginado à pressa, numa cerimónia mal organizada, com os patrocinadores a esquecerem-se de informar o galardoado "da paz", e o símbolo da distinção a ser entregue a uma menina de uns dez anos de idade, que ninguém sabe bem donde apareceu nem por que razão figura nesta palhaçada.

 

Quantas vezes as tendências autoritárias nos fazem perder a proporção das coisas razoáveis?

 

Mais. Não foi Confúcio quem afirmou: " Não tentes fazer as coisas precipitadamente. Não procures pequenas vantagens. O desejo de ter as coisas feitas à pressa faz com que saiam mal feitas. Procurar as pequenas vantagens impede a realização de grandes feitos"?

 

publicado por victorangelo às 20:46

08
Dez 10

O Paquistão, e outros, como o Irão, Sudão, Rússia, Cazaquistão, Colômbia, Tunísia, Arábia Saudita, Sérvia, Iraque, Vietname, Afeganistão, Filipinas, Egipto, Ucrânia, Cuba, Marrocos e o Presidente Ramos Horta juntaram-se à China e não vão estar na cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz deste ano. Atribuído a Liu Xiaobo, que também não vai poder estar presente, que as portas da sua cela de prisão continuam fechadas, nem estará ninguém da sua família, por decisão do governo chinês, o prémio tem suscitado a ira de Beijing. A cadeira do laureado ficará vazia, o que terá um valor simbólico enorme.

 

Entretanto, a China resolveu lançar um prémio alternativo, o Confúcio dos Direitos do Homem. Embora o anúncio do vencedor esteja marcado para amanhã, na véspera da cerimónia do Nobel, não se percebe bem qual é a posição dos líderes chineses em relação a este prémio. Será apenas uma iniciativa desgarrada do ministério da Cultura e de um grupo de nacionalistas com os nervos à flor da pele?

 

Não há dúvida que existe na China, e não apenas ao nível da classe dirigente, uma forte corrente de opinião contra a comunidade internacional, e em particular, contra o Ocidente. Pouco se fala disso, mas é um facto. Muitos chineses pensam que os estrangeiros não respeitam a China como deveria ser. Este sentimento tem feito crescer um nacionalismo doentio e tem servido bem os interesses dos militares. A expansão das forças armadas está a ser feita a olhos vistos e sem que haja qualquer voz que se interrogue sobre o assunto. Nem dentro, nem fora das fronteiras da China, com excepção do Japão.

 

Quando se trata do país mais populoso do mundo, que promove os seus interesses estratégicos através do mundo, sem dar tréguas, com muita energia e grande insistência, convém que a Europa não ande com os olhos fechados.

 

Quem vai poder explicar isso à Baronesa e aos outros senhores dos salões quentes e das falas mansas, que circulam por Bruxelas?

publicado por victorangelo às 19:47

07
Dez 10

 

Copyright V. Ângelo

 

Vistas as coisas a partir do apartamento da Leslie, o Atomium ainda está no mesmo sítio, embora se notem uns guindastes no meio das árvores onde se esconde o palácio do Rei. Só que olhando no outro sentido, nota-se uma Comissão Europeia cada vez mais paralisada pela inépcia dos Estados membros e uma Europa que, para já, não é projecto de ninguém.

 

É o Inverno da política europeia.

publicado por victorangelo às 21:33

06
Dez 10

 

 

Quem esteja interessado pela crise das Coreias, e tenha a pachorra necessária, pode ler o texto de opinião que publiquei este Sábado sobre o assunto. Foi impresso no Jakarta Post, o diário mais importante, em língua inglesa, que se publica na Indonésia. Está disponível no sítio:

 

http://www.thejakartapost.com/news/2010/12/04/conflict-korean-peninsula.html

 

 

 

publicado por victorangelo às 16:21

05
Dez 10

 

Copyright V. Ângelo

 

Depois de ler o artigo de Jeffrey Sachs, o professor da Columbia University, que foi meu colega na ONU, sobre a necessidade de novos equilíbrios, fui à janela do meu quarto e a imagem do jardim lembrou-me que estamos a atravessar um período de muito frio.

 

O texto, com o título de "In Search of Equilibrium", publicado no New York Times de 2 de Dezembro, defende que há cinco grandes equilíbrios que o mundo precisa de restabelecer sem demora:

 

- Entre os ricos e os pobres;

 

- Entre as necessidades do presente e do futuro;

 

- Entre a economia e a ecologia;

 

- Entre o trabalho e os tempos livres;

 

- Em matéria de segurança e de defesa.

 

A vantagem deste texto, como é muitas vezes o caso com Jeffrey Sachs, é que abre a discussão sobre questões importantes.

 

Pode ser lido no sítio:   

http://www.nytimes.com/2010/12/02/opinion/global/02iht-GA04Sachs.html?pagewanted=1&ref=iht-year-end

 

publicado por victorangelo às 17:18

04
Dez 10

A crise na Costa do Marfim ganhou visibilidade internacional.

 

Mas Bruxelas e as capitais europeias ainda andam à procura de um mapa-mundo, para depois localizarem Abidjan e, mais tarde, dar forma a uma declaração pública sobre a situação e instruir a delegação da União Europeia na Costa do Marfim , sobre o que deve pensar, dizer e fazer.

 

É evidente que estas crises não deveriam acontecer ao fim-de-semana, na altura das compras do Natal. E ainda mais, quando em Bruxelas está tudo preocupado com as prendas de São Nicolau, a data é 6 de Dezembro, já na Segunda-feira, dia de dar presentes às crianças, nos sapatinhos bem aconchegados de uma Europa que não sabe bem onde o fica o resto do Universo.

publicado por victorangelo às 19:20

03
Dez 10

A Costa do Marfim foi, até meados da década de 90, um exemplo de prosperidade e de tranquilidade, na África Ocidental. Para quem vivia noutros países da região, ir a Abidjan, era um encanto. A cidade funcionava. Lembro-me que um dos grandes prazeres da altura era ir comer no "maquis", assim se designavam os restaurantes locais, ao ar livre, onde se manjava uma variedade de peixes frescos grelhados, ou frango nas brasas, e a cerveja local era servida em garrafas de meio litro.

 

As coisas, entretanto, mudaram. O país tem estado em crise desde o início do milénio. A capital transformou-se numa cidade violenta e perigosa. A Costa do Marfim perdeu a importância económica que tinha. Dividiu-se ao meio, o Norte contra o Sul, a zona costeira.

 

Hoje a crise entrou numa nova e muito perigosa fase. A Comissão Eleitoral Independente declarou vencedor das eleições presidenciais o líder da oposição, Alassane Ouattara. Um grande político e um homem tecnicamente bem preparado, enquanto economista de grande valor, reconhecido internacionalmente. O Tribunal Constitucional, por sua vez, proclamou Laurent Gbagbo, o Presidente cessante, como ganhador. Gbagbo, cujo partido é membro da Internacional Socialista, tem sido um Presidente da desunião. Político hábil, representa muitas vezes a face diplomática do regime, enquanto Madame, a esposa, se ocupa de mobilizar os jovens para as acções de desestabilização.

 

Este impasse pode levar, uma vez mais, à guerra civil. A comunidade internacional tem que trabalhar, sem demoras, com os países da União Africana, para evitar mais uma catástrofe.

publicado por victorangelo às 21:31

twitter
Dezembro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9





subscrever feeds
<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO