Portugal é grande quando abre horizontes

07
Jan 11

Por falar em medo, como ontem falei, conheci um ministro dos Negócios Estrangeiros -- o nome não é para aqui chamado, nesta altura da história --que ficava sem fala quando tinha que falar com Javier Solana. O temor era tão evidente que Solana o tratava com muito carinho, como um pai trata um filho ainda pequeno. Entretanto, o país que esse ministro representava ia sendo, sistematicamente, ultrapassado pelo Javier, na altura de fazer nomeações para cargos importantes na UE. Nenhuma recomendação de peso, feita pelo ministro, foi aceite por Solana.

 

Pensei, depois, que talvez não haja nada de estranho numa situação dessas. Um ministro é quase sempre um yes-man da política. Habituou-se a fazer carreira com base na aceitação cega da autoridade de quem está por cima, quer seja no interior do seu partido quer seja a do primeiro-ministro. Com esse tipo de reflexo bem interiorizado, como ousaria falar de igual para igual com uma pessoa de personalidade forte, como Solana? Sobretudo, num salão de Bruxelas, num francês ou inglês trémulo?

 

E assim vão certas políticas...E assim são defendidos os interesses nacionais...

publicado por victorangelo às 20:06

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