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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Repensar o Sul

Os acontecimentos no Norte de África estão a provocar uma reorientação total das relações Norte-Sul. As instituições europeias, que tinham, nos últimos anos, adoptado um conceito vago do que seria o Sul, estão agora a pensar que afinal a prioridade é a margem meridional do Mediterrâneo.

 

Ao mesmo tempo, a grande ideia de N. Sarkozy, de lançar uma União do Mediterrâneo, está cada vez mais enevoada. Ninguém quer uma união, vaga e ampla, onde caibam gregos e troianos, árabes e judeus. Nem ninguém pensa que este seja o momento de criar novas estruturas, mais burocracias. Querem sim um novo tipo de relacionamento entre a Europa e o Norte de África.

 

Mas, haverá, em Bruxelas e Estrasburgo, quem consiga definir, em concreto, que contornos dar a esse novo relacionamento?

 

Mais ainda. Haverá, neste momento, vontade política para pensar a sério noutra coisa que não seja a crise da zona euro?

Luxemburgo

O dinamismo económico do Luxemburgo é impressionante. Crise, nem falar.

 

E os Portugueses que vivem nesse país contribuem de uma maneira impressionante para o funcionamento da economia.

 

Há gente de origem portuguesa em vários sectores económicos. Sobretudo, os Portugueses mais novos, de segunda geração.

 

Por outro lado, noto que os impostos sobre os rendimentos das famílias são bem menos pesados, quando comparados com a carga fiscal que hoje existe em Portugal.

As redes sociais

Escrevi, para publicação, um texto sobre o Egipto, num dia em que ainda não se entende bem para que lado vão cair as coisas: reforma ou mais do mesmo?

 

Ao pesquisar a matéria, vi que alguém disse que as revoluções, nos tempos de agora, surgem quando os advogados estão a tiritar de frio, nos seus escritórios, já não têm dinheiro nem para comer um macdonald, mas continuam com acesso à internet.

 

As palavras não seriam bem estas. No entanto, a ideia é que, quando os diplomados deixam de ter perspectivas de futuro, e já não acreditam na classe política, começam a fazer a revolução através das redes sociais.

Ataques cibernéticos

Creio que ficou claro, nos corredores da conferência de Munique, que existem quatro tipos de ataques cibernéticos:

 

- Os provenientes de jovens fanáticos da informática, os chamados "hackers", que pelos mais diversos motivos e causas, todos eles muito anárquicos, resolvem atacar certos computadores;

 

- Os preparados pelos gangs criminosos, que procuram, acima de tudo, roubar contas bancárias e códigos de cartões de crédito; William Hague disse, na sua intervenção, que haverá, por ano, cerca de 13 milhões de ataques desse género;

 

- Os relacionados com a espionagem científica e industrial; a economia chinesa é a maior produtora, de longe, desse tipo de ataques;

 

- Os dirigidos contra os sistemas de computadores militares, de defesa e de segurança, bem como contra alvos de interesse estratégico; estas acções são preparadas por serviços oficiais, de governos hostis; também aqui se fala, nos cantos escondidos da conferência, da China, em particular, mas não só; sabe-se que Israel tem um centro a trabalhar nesse campo.

 

Perante isto, a que se junta os milhões de mails dos particulares, que todos os dias são filtrados pelos serviços secretos americanos, britânicos e outros, fica-se a pensar a internet é muito mais do que aquilo que se vê. É um mundo.

Segurança e incerteza

Este ano, os temas da Conferência de Munique sobre as questões de segurança internacional, são os seguintes:

 

- O impacto da crise financeira sobre a estabilidade e a segurança globais;

 

- A não-proliferação, o controlo e o desarmamento;

 

- A segurança cibernética;

 

- A situação no mundo árabe.

 

A conferência, que decorre de Sexta a Domingo, reúne algumas das personalidades mais influentes na cena internacional. Enquanto Davos trata da economia e dos negócios multinacionais, Munique, logo a seguir, discute as questões da guerra e da paz. É um encontro de referência, sem dúvida.

 

Continua, no entanto, a ser um acontecimento entre gente do hemisfério Norte. A razão parece estar ligada ao facto deste ciclo de conferências vir do tempo da Guerra Fria, surgindo, na altura, como uma tentativa de ponte entre o Ocidente e o Leste Europeu. Assim, por exemplo, o painel sobre o Norte de África e o Médio Oriente era composto por gente oriunda da zona NATO, acompanhada por um representante de Israel e outro da Turquia. Ou seja, não havia nenhuma voz árabe.

 

Curioso também que a problemática da estabilidade continue a ser um assunto prioritário. Ora, no mundo de agora, o verdadeiro dilema é o de saber como gerir as incertezas.

Grandes e pequenos à volta da mesa europeia

A Cimeira da União Europeia, que hoje teve lugar em Bruxelas, veio reforçar, mais uma vez, o processo intergovernamental. Ou seja, um processo em que as propostas são preparadas por um par de Estados membros, países pesos pesados, e são depois aprovadas nas reuniões de chefes de Estado e de Governo.

 

A Comissão só aparece no fim, para receber a ordem de execução. Há, por parte da Alemanha, em especial, uma vontade deliberada de retirar autoridade à Comissão. A começar pelo poder do Presidente, que, segundo parece, está a ficar cada vez mais frustrado.

 

Pouco a pouco, e agora de um modo mais acelerado, com as novas propostas de harmonização macroeconómica que a Alemanha e a Franca colocaram em cima da mesa, os grandes países têm recuperado a liderança do projecto comunitário. 

A família socialista ficou mais reduzida

A Internacional Socialista, por carta datada de 31 de Janeiro de 2011, resolveu retirar da lista dos seus membros o partido de Hosni Mubarak.

 

O Partido Nacional Democrático, o partido do regime, era membro da Internacional Socialista desde 1989. Tinha sido admitido como um meio de premiar Mubarak pelo tipo de relações que mantinha com Israel. Não por ser socialista e, ainda menos, por ser democrático. A decisão fora mais um exemplo da ambiguidade com que o Ocidente tem tratado a governação autocrática do Egipto.

Um mundo mais seguro

"Liberdade, justiça, respeito pela dignidade humana e desenvolvimento constituem os alicerces de um mundo mais seguro".

 

 

Foi a minha frase final, no discurso que recentemente proferi na cidade do Porto.

 

Pensei nela, em cada uma destas palavras, esta tarde, ao ver o que se está a passar nalguns cantos do mundo.

 

 

Pestanejar

Um ditador empedernido não pestaneja, diz-se nos círculos da política internacional. Sobretudo quando há uma crise nacional de grandes proporções. Pestanejar é, de imediato, interpretado com um sinal de fraqueza. Abre o alçapão do fim do regime. A partir daí, a pressão da rua e a pressão do palácio, dos que pensam que ainda é possível salvar os móveis, juntam-se. E o que começou por um ligeiro tremelicar da vista acaba por levar à queda do ditador.

 

É um pouco o que poderá acontecer nas próximas horas. Se Mubarak vier anunciar que não será candidato às eleições presidenciais de Setembro, o gesto abrirá a etapa final da presente crise. Ninguém pensa em Setembro, neste momento. É uma data perdida no infinito. A rua quer que o Presidente desapareça da vida política, já. E assim vai acontecer. Se pestanejar, estará fora do poder nas vinte e quatro horas seguintes.

 

Apostamos que vai pestanejar.

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