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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A Líbia e a Síria

Na agenda internacional, a Líbia continua a ser o tema prioritário. Tive a oportunidade de o confirmar no meu encontro de trabalho, hoje, com o chefe do Estado-Maior do SHAPE, a parte militar da NATO.

 

Mas também me pareceu importante mencionar os riscos estratégicos ligados à situação na Síria. O país vive um profundo mal-estar e está farto da clique dirigente, de quarenta e tal anos de privação de liberdade, de estagnação económica, da omnipresença da polícia secreta e da imagem de Estado pária, que o regime projecta. A implosão é cada vez mais possível. Ora, a Síria ocupa uma posição estratégica ímpar. Tem fronteiras com Israel, Líbano, Iraque, Jordânia e as terras dos Curdos. E relações privilegiadas com o extremismo Palestiniano.

 

A Síria pode, facilmente, destabilizar toda uma região nevrálgica.

Energia nuclear, para além do sim ou não

Passei o serão a discutir energia nuclear com um dos especialistas europeus. É um assunto de grande actualidade. O desastre do Japão tem feito reflectir muita gente séria. É, no entanto, um debate de uma grande complexidade. Não se pode resolver com base em chavões e ideias feitas.  

Está a entrar água pelo rombo

Escrevi ontem sobre uma das minhas preocupações: a imagem de Portugal na comunidade das nações mais desenvolvidas.

 

A experiência e o trabalho de proximidade com muitos governos, que tive a oportunidade de exercer em vários cantos do mundo, fazem com que não me esqueça que uma das vantagens internacionais de um país é a sua boa imagem. Uma imagem positiva torna as alianças políticas, com outros Estados, mais fáceis e mais sinceras, atrai comércio e investimento, abre portas e oportunidades para todos. 

 

Uma das grandes linhas de inspiração da política internacional de um país que se preze tem que ver com a projecção de uma imagem que transmita seriedade, confiança, respeito, liberdade e modernidade. 

 

A percepção de uma imagem negativa é, de um modo geral, difícil de mudar.

 

Digo isto a pensar na nova avaliação da dívida pública portuguesa, que hoje se aproximou, no entender da agência de rating Standard and Poors, do grau "lixo". Ontem haviam sido os bancos portugueses. Estão agora num nível de notação que os considera em situação de risco. 

 

No entanto, apesar da importância, da gravidade desta situação, o país passou o dia a tratar de outras coisas. Coisas de compadres e guerras de comadres, enquanto o navio vai deixando entrar água pelo rombo.

Imagens

A imagem de Portugal no Norte da Europa precisa de levar um safanão.

 

Ainda hoje, numa breve estada na Holanda, tive oportunidade de me aperceber, uma vez mais, que a opinião sobre o nosso país não é boa. Com meias palavras, era como se se dissesse que países como Portugal deveriam abandonar o clube europeu. Seriam países que estariam a jogar numa liga que está acima das suas possibilidades. 

 

Há aqui um papel para os nossos embaixadores nas capitais europeias. Têm que se tornar mais activos junto da opinião pública dos países onde estão afectados. Devem mostrar um Portugal diferente. Como também devem lembrar aos europeus do Norte que todos ganham com o projecto comum. 

 

É evidente que só por si, uma campanha de informação não é suficiente. Os portugueses têm que dar provas de sentido cívico, de abertura de espírito, de empenho, seriedade e disciplina, de trabalho árduo e útil. Devem, acima de tudo, escolher líderes de melhor qualidade, capazes e dignos, gente de visão, interessada no bem comum. 

 

Falando de escolhas, a anúncio da designação, pelo Presidente da República de um novo Conselheiro de Estado deixa-me perplexo. Por que razão terá ido Cavaco Silva buscar um homem que se tem estado a posicionar como um ideólogo da direita caceteira, um sonso que mais não é que um revanchista dum Portugal retrógrado e amargurado, um fulano de uma outra época, um político sem brilho, pirómano da política dos ataques pessoais? 

 

Com esse tipo nomeações vamos continuar a cultivar a imagem de um Portugal baixinho e vingativo.

Algo errado, nesta estória

Desloquei-me, no início da semana, a Oslo. Por razões de horários e agenda, viajei com Ryanair. O bilhete de ida custou 9 euros, taxas incluídas. Bruxelas-Oslo.

 

Só que esta companhia low cost viaja para um aeroporto secundário, com poucas ligações com Oslo. Como tinha que estar em Oslo a horas, para um jantar oficial, apanhei um táxi do aeroporto de Rygge até ao centro da cidade. Preço fixo, pedir o preço fixo, assim fora aconselhado pelo departamento do governo que me recebia.

 

Pedi.

 

Preço: 187 euros. Distância, 70 km. Ou seja, o táxi custou várias vezes o valor do bilhete de avião. 

 

Há qualquer coisa errada, no reino da Noruega...

 

É o cheiro do petróleo.

Onde está o assessor de imprensa?

A impressão que o PM deixou, hoje, em Bruxelas, após a conferência de imprensa, foi negativa. Mostrou-se com os nervos à flor da pele, intempestivo, arrogante e agressivo, incapaz de respeitar os jornalistas, ou seja, quem estava numa posição mais fraca. As respostas dadas pareciam farpas de combate, como se os profissionais dos média fossem inimigos pessoais, ou conspiradores a agir contra o que o PM pensa ser o futuro e o bem de Portugal. Foi uma má exibição junto de um grupo de jornalistas de grande qualidade. Gente que não tem medo de caras feias nem se deixa impressionar por olhares ferozes.

 

A boa liderança requer autocontrolo, serenidade, capacidade de empatia, respeito pelos outros, disponibilidade para compreender as posições que possam parecer diferentes. Faz-se com um sorriso amistoso, com graça e sentido de elevação. Com educação e sofisticação.

 

A crispação e agressividade têm que desaparecer da política portuguesa. Para o bem de todos.

Os médias e a agenda internacional

É este o tema do meu texto desta semana, na Visão. Os políticos notam quais são as manchetes dos principais meios de comunicação global, ficam atentos à reacção da opinião pública e agem em consequência. 

 

Quanto maior for a atenção dada pela comunicação social maior será a urgência que os políticos darão ao assunto.

 

É caso para perguntar quem dirige quem.

 

Pode ser lido em:

 

http://aeiou.visao.pt/as-escondidas=f595621

 

Espero que comentem o texto na caixa destinada a esse fim, na revista. 

 

A agenda externa da Noruega

Estou em Oslo. A agenda diplomática da Noruega concentra-se em três ou quatro assuntos. A crise na Líbia, como não poderia deixar de ser. Aqui a preocupação é a de saber que iniciativa política vai ser tomada e por quem, para que se possa sair do impasse. O futuro do Sul Sudão e o papel da comunidade internacional. Terceiro ponto, as alianças estratégicas da Noruega. E, como sempre, as questões ligadas ao funcionamento da ONU. 

 

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