Portugal é grande quando abre horizontes

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Mar 11

Gostava de chamar a atenção de quem me lê para o comentário que MG, o autor do blog Nação Valente, que eu sigo, fez ao meu poste "Uma posse sem posses". Creio que é um texto bem escrito, inteligente, com graça. O que não significa, claro, que se está inteiramente de acordo com o conteúdo. 

 

A democracia é assim. Com diferenças de opinião, livremente expressas, mas com respeito.

 

O respeito é o que parece faltar a muitos dos nossos políticos. Construiu-se, em Portugal, uma vida política que se baseia no radicalismo verbal, na exclusão dos que não são do clube, na intolerância em relação às opiniões contrárias. E na falta de consideração pelo valor simbólico das instituições da República. 

 

Temos um país dividido. Em vez de se procurar consensos, acentua-se a diferença. Em vez de se fazer um esforço para encontrar soluções que satisfaçam a maioria, acentua-se o fosso ideológico, mesmo quando a ideologia não tem nada a ver com o assunto. Somos um país de pequenos anarquistas, sempre à procura da bomba que provoque estilhaços e ruído. Gostamos de confusão, de abocanhar, de diminuir os outros.

 

E não entendemos bem como funciona uma democracia. Da legitimidade nacional que um acto eleitoral credível implica. Falamos de um governo PS ou PSD, quando na realidade é, uma vez instalado constitucionalmente, o governo do país. E depois agimos, como se fossemos apenas o governo do PS ou PSD. Falamos de um Presidente daqui ou dacolá, quando, na verdade, uma vez eleito, deve representar todos. E assim deve ser visto por todos, sobretudo pelos que têm responsabilidades públicas de alto grau. 

 

Somos, nós os Portugueses, os nossos piores inimigos.

 

publicado por victorangelo às 20:55

 

NO HARD DECISIONS TODAY - THE TOUGH PARTS WILL HAVE TO WAIT

 

Este era o título desta manhã no boletim Eurointelligence, sempre bem informado.

 

Só que um título destes, que se relacionava com a cimeira de hoje do Euro, é válido todos os dias, na UE que temos.

 

As decisões a sério são sempre adiadas, têm que esperar. Assim se faz política na Europa.

 

Entretanto, convém notar a notícia que o Eurointelligence revela, sobre Portugal: 

 

"Another interesting strand is that, according to FT Deutschland, the European Commission and the ECB have discovered a gaping hole in Portugal’s public finance. The FTD provides no details, nor does it tells how the ECB has found this hole. But it suggests that Portugal is going to come under massive pressure to clean up its act, and announce further austerity measures and reforms".

 

Citado de  www.eurointelligence.com

 

A nova é a existência de uma buraco ainda maior do que o previsto nas finanças públicas portuguesas. 

 

Mas, será surpresa?

 

Vamos ver.

 

publicado por victorangelo às 11:12

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