Portugal é grande quando abre horizontes

19
Mar 11

O líder líbio não percebeu que a opinião pública ocidental não morre de amores por ele. Por isso, era de prever um comportamento de grande agressividade, da parte de certos dirigentes europeus e dos Estados Unidos. Esses dirigentes, que têm no Presidente da França o exemplo mais flagrante, perceberam que tomar partido contra Kadhafi daria apoio popular. E mais. Não só era bem visto pelos seus eleitorados como permitia ainda reposicionar os seus países na cena internacional. Projectar importância, como se diz nos nossos meios. A partir daí, a entrada em acção, o envio de aviões e o disparo de mísseis, lançados dos navios que sulcam o Sul do Mediterrâneo, era apenas uma questão de horas. 

 

Aconteceu hoje à tarde.

 

Erro de cálculo, de Kadhafi.

 

Por outro lado, nestas coisas é bom ter uma ideia de como se vai descalçar a bota e quando. Ou seja, não se inicia uma operação militar deste tipo sem se ter uma estratégia completa, incluindo a de saída da crise. Ou seja, os intervenientes ocidentais não podem cometer, também eles, o seu erro de cálculo.

 

Parece, que neste caso, se aposta na queda do Coronel.

 

Receio que não seja bem assim. Que as coisas sejam mais complicadas do que parecem. Que se tenha entrado num puzzle prolongado, com a Líbia dividida e num impasse. E com o Ocidente a perder-se, por muitas luas, no deserto.

 

Dito isto, convém acrescentar, de imediato, que a responsabilidade pela protecção de civis é uma obrigação internacional. E que a conta terá, um dia, de qualquer modo, que ser apresentada ao Coronel e Companhia. 

publicado por victorangelo às 20:25

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