Portugal é grande quando abre horizontes

11
Mar 11

 

NO HARD DECISIONS TODAY - THE TOUGH PARTS WILL HAVE TO WAIT

 

Este era o título desta manhã no boletim Eurointelligence, sempre bem informado.

 

Só que um título destes, que se relacionava com a cimeira de hoje do Euro, é válido todos os dias, na UE que temos.

 

As decisões a sério são sempre adiadas, têm que esperar. Assim se faz política na Europa.

 

Entretanto, convém notar a notícia que o Eurointelligence revela, sobre Portugal: 

 

"Another interesting strand is that, according to FT Deutschland, the European Commission and the ECB have discovered a gaping hole in Portugal’s public finance. The FTD provides no details, nor does it tells how the ECB has found this hole. But it suggests that Portugal is going to come under massive pressure to clean up its act, and announce further austerity measures and reforms".

 

Citado de  www.eurointelligence.com

 

A nova é a existência de uma buraco ainda maior do que o previsto nas finanças públicas portuguesas. 

 

Mas, será surpresa?

 

Vamos ver.

 

publicado por victorangelo às 11:12

10
Mar 11

Numa altura em que a NATO e a UE se reúnem, cada uma para seu lado, sobre os passos seguintes, no que respeita ao drama líbio, em que a França decide reconhecer, sem consultar os seus parceiros, o conselho rebelde, e em que ministros dizem, Kaddafi c'est fini, publico um novo texto na Visão. 

 

É uma reflexao sobre a maneira como a Europa tem estado a responder aos acontecimentos no Norte de África.

 

Procura também ser uma contribuição serena, numa altura em que a Europa parece estar mais agitada que nunca, sem saber bem para que lado se voltar.

 

O artigo pode ser lido no sítio:

 

http://aeiou.visao.pt/fraquezas-e-franquezas=f593543

publicado por victorangelo às 19:37

09
Mar 11

O discurso de tomada de posse de Cavaco Silva tem umas partes técnicas, que talvez não fossem necessárias numa intervenção deste género, sobretudo as referências às variáveis macroeconómicas, mas também tem uma série de verdades políticas. No conjunto, faz um bom diagnóstico da situação, dramática, no meu entender, em que se encontra o país. 

 

razões de mero partidarismo, que não são razões ideológicas, mas sim de clubismo, podem levar a que não se aceite o que o Presidente disse esta tarde. Os eternos optimistas, que na realidade o não são, fingem, apenas, pois sabem bem em que ponto se encontra Portugal, juntam-se assim aos estreitos de ideias e aos psicopatas do radicalismo pouco inteligente e dizem que não gostaram. 

 

Entretanto, os mercados mostraram, hoje, que não acreditam em economias falidas e em governos manhosos ou incompetentes. Os juros que exigem a Portugal, à Irlanda e à Grécia revelam o que muita gente, influente nos negócios internacionais e na política global, pensa desses países.

 

A Espanha e a Itália têm uma imagem apenas um pouco melhor.

 

Nestas circunstâncias, a cimeira do euro, nesta Sexta-feira e a de toda a UE, mais perto do final do mês, não vão conseguir chegar a um acordo sólido e credível. É que os problemas dos países europeus em crise são bem mais profundos do que as medidas de austeridade parecem fazer crer. São problemas estruturais que só poderão ser resolvidos com base em grandes reviravoltas em cada um dos países em causa.

publicado por victorangelo às 21:57

08
Mar 11

 

Copyright V. Ângelo

 

No Dia Internacional da Mulher, liberdade, igualdade e dignidade são as palavras que se impõem. 

 

Dizem tudo.

publicado por victorangelo às 20:10

07
Mar 11

Os corredores à volta da Comissão Europeia contêm toda uma variedade de fauna humana. Nomeadamente, uma boa dose de doidos e outros alienados, de gente que já foi alguma coisa, graças aos seus padrinhos políticos, mas que caíram no esquecimento, uma vez terminado o mandato dos padrinhos. Andam agora perdidos, como fantasmas tristes, nos múltiplos think tanks que existem num raio de dois quilómetros, a partir do Berlaymont, o edifício da presidência da Comissão.

 

Hoje encontrei um, distinto professor universitário de fantasias e outras bolhas de ar quente, que se diz "historiador do futuro". Ou seja, escreve hoje a história dos factos de amanhã. Criou, mesmo, um instituto que faz estudos científicos na área da grande ciência social que é a futurologia. 

 

Pensei logo numa série de fazedores de opinião portugueses, comentaristas políticos, que deveriam ser convidados, sem mais demoras, para membros honorários desse instituto. Oferecem todas as garantias mentais e psicológicas.

publicado por victorangelo às 21:09

06
Mar 11

Os dirigentes da Europa de direita estiveram reunidos na Sexta-feira em Helsínquia. 15 dirigentes de países europeus pertencem ao grupo do Partido Popular Europeu, incluindo Angela Merkel, Silvio Berlusconi, Nicolas Sarkozy e o novo Primeiro-ministro da Irlanda. Ao nível das instituições da UE, Van Rompuy, J M Barroso e o Presidente do Parlamento Europeu pertencem à família. 

 

Se acrescentarmos David Cameron, que embora de direita, deixou de pertencer ao PPE, vemos que a Europa é fundamentalmente dirigida por políticos conservadores.

 

Em Portugal, o PSD e CDS/PP são membros do PPE.

 

A reunião de Helsínquia serviu, sobretudo, para dar mais força ao "pacto de competitividade" proposto por Angela Merkel. O pacto será submetido, para aprovação, à próxima cimeira do Conselho Europeu, a 24 e 25 de Marco. É um assunto em relação ao qual convém estar muito atento.

publicado por victorangelo às 22:16

05
Mar 11

 

Copyright V. Ângelo

 

 

 

Encontrei esta mulher no meio do deserto do Sahara. A sorrir, com tranquilidade. 

 

Por falar de mulheres e de desertos, lembro-me que, em breve, será comemorado o dia internacional da mulher. Este ano, ironicamente, cai na Terça-feira de Carnaval.

 

A Leslie, a mais velha das minhas filhas, partiu hoje para Bagdade. Vai organizar o dia internacional na capital do Iraque. O foco será nos direitos humanos.

 

publicado por victorangelo às 20:57

04
Mar 11

Foi dia de greve, um pouco por toda a parte. A razão principal teve que ver com o contínuo aumento do custo de vida e o receio que o sistema que liga os salários à inflação venha a desaparecer, num futuro não muito distante. Aliás, existe uma proposta da Alemanha, que vai nesse sentido.

 

O cabaz de compras de uma família tipo custa, neste país, cerca de 600 euros por semana.  O rendimento das famílias tem, por isso, que atingir o valor líquido mensal de 2576 euros, para que se ultrapasse o limiar da pobreza. O salário mínimo vale 1440 euros/mês. Muitos trabalhadores recebem, líquidos, pouco mais que isso. Ambos os cônjuges são obrigados a trabalhar, para poder responder às necessidades da vida. As famílias monoparentais constituem a grande massa dos novos pobres. 

 

Na região da capital e no Sul do país, a greve foi seguida por muitos. No Norte, apenas os trabalhadores das grandes unidades industriais e dos transportes interurbanos responderam ao apelo. O resto, fez um dia como os outros.

 

Vivi, neste contexto, uma experiência interessante. Sexta-feira é o dia das compras semanais. Ora, os supermercados da capital e dos subúrbios estavam fechados. O mesmo acontecia em todo o Sul.

 

Para não alterar os hábitos e os compromissos, peguei no carro, conduzi 24 quilómetros. Na Flandres, o Norte do país, estavam todos abertos. Lá entrei numa grande superfície da cadeia que costumo frequentar, fiz as compras e voltei para casa. Sem furar nenhuma greve. Deu-me, no entanto, a impressão que fora às compras ao estrangeiro. 

publicado por victorangelo às 19:53

03
Mar 11

O comentário, que o Lírio dos Canaviais fez ao meu blog de ontem, tem muita pertinência. Na realidade, como o comentário o diz com muita graça, nós tendemos a ver apenas os problemas dos outros, sendo cegos em relação aos nossos.

 

Acontece frequentemente, em política internacional. Estamos, enquanto europeus, sempre prontos a falar nos nossos valores, como se fossemos um exemplo de moralidade política.

 

Lá dizia quem andou a pregar há 2000 anos, que é mais fácil ver o argueiro no olho do vizinho que o barrote...

 

publicado por victorangelo às 22:03

02
Mar 11

Passei umas horas, esta semana, a discutir com um dos conselheiros mais próximos do Presidente Medvedev. O homem, professor de ciências políticas e senhor de muitas viagens e estadias no Ocidente, é fascinante. Tem todos os truques da velha União Soviética, que combina com uma linguagem moderna, muito a favor da pluralidade de opiniões. 

 

No fundo, o que o Kremlin parece querer é claro: que seja tratado em pé de igualdade com o Ocidente, que seja visto como um parceiro de confiança.

 

Penso que o Ocidente, pelas informações que tenho, também gostaria de ter uma relação de confiança e de maior cooperação com a Rússia de hoje.

 

Mas a Rússia é ainda um grande mistério. Como todos os mistérios, faz algum medo. Mais ainda. O Estado de direito e a legitimidade democrática do regime são matérias que ainda apresentam um grande potencial de aperfeiçoamento...


Foi isso que tentei explicar ao conselheiro.  

 

Como os velhos hábitos morrem devagarinho, o meu interlocutor fingiu que não percebeu. E eu pretendi que, de facto, ele não havia entendido. O que me permitirá repetir a dose. O diálogo vai continuar. A relação é muito importante.

publicado por victorangelo às 22:30

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