Portugal é grande quando abre horizontes

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Mai 11

Acabei de jantar com o general Anatoly Kulikov, antigo vice-primeiro-ministro e ministro do Interior da Rússia, durante a presidência de Ieltsine.

 

Passados vários anos, Kulikov continua a ser um homem com muita influência na Rússia. Desempenha, actualmente, as funçõs de presidente da associação dos generais russos. É, também, um dos principais arquitectos do relacionamento com o mundo Ocidental. É uma das poucas personalidades que definem a posição oficial da Federação em relação à Europa, aos Estados Unidos e à segurança internacional.

 

Jantámos a dois passos da casa onde viveu Charles Chaplin, à beira do Lago Léman. Não se tratou, no entanto, de um jantar mudo.

 

Foi curioso ver a dimensão humana, divertida, do personagem. É um homem que gosta de contar historietas e de citar os grandes filósofos russos, mas, ao mesmo tempo, explicar por A mais B, a posição da Rússia em relação às últimas propostas da NATO sobre o sistema de defesa por mísseis.

 

Nestas coisas, o relacionamento pessoal é a alma do negócio. E, aqui, o negócio é claro: como ultrapassar a situção actual, onde a confiança é pouca. Dito de outra maneira, quais são as questões que precisam de ser tratadas para que o nível de confiança entre o Ocidente e o Leste seja maior?

 

Voltaremos ao assunto. Mas, depois de um longo repasto, basta de dizer que o general não muda fácilmente de convicções. Começou o serão à volta de um bom rosé suíço. E por aí ficou, ao longo do tempo, numa sequência sem hesitações. Não tocou nem no branco nem no tinto.

 

Será que, com o tempo, os resultados desta discussão poderão vir a ser conhecidos como o compromisso rosé, ou seja, cor-de-rosa?

 

 

 

publicado por victorangelo às 21:57

Voltei a escrever, na edição de hoje da Visão, sobre a questão muito complexa que é a imigração.

 

O meu texto está disponível no sítio:

 

http://aeiou.visao.pt/um-campo-de-minas=f602261

 

Trata-se de um assunto que vai dominar a agenda europeia nos próximos tempos. Talvez não seja um assunto de grande acuidade, no caso de Portugal. Mas, noutros Estados membros da UE, é um tema central. E politicamente muito sensível.

 

Espero ver os vossos comentários na página da Visão.

 

 

publicado por victorangelo às 21:47

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