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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Aos murros

A ligeireza dos nossos analistas políticos, alguns deles meros infantes que da vida pouca experiência têm, leva a imprensa nacional e as televisões a ver os debates como exercícios de pugilismo. Nesta óptica, tem que haver um vencedor e um vencido. Mais. Os líderes vão para os debates preparados para o murro. As ideias não contam. O que vale é o saber bater, passar rasteiras, parecer mais teso que o outro.

 

Somos, de facto, um povo de guerreiros. 

A Rússia e nós

Escrevo, na Visão de hoje, sobre a Rússia e a EU. Estes são os dois lados de uma equação que tem que bater certa. É vantajoso para ambos. 

 

Penso que é uma reflexão estratégica, que vale a pena ler com atenção. Vem no seguimento de vários dias de debate, em Montreux, na Suíça, sobre as relações entre o Leste e o Ocidente. Tive a ocasião de presidir a uma parte desse exercício, o segmento que procurava tirar lições da colaboração, e da competição, entre os dois lados, quer nos Balcãs quer no Cáucaso, ou ainda em torno do Afeganistão. 

 

Faço também uma breve reflexão sobre a Bielorrússia. É uma nota triste. O país é uma ditadura, muito influenciada pelo espírito soviético de outrora. Do ponto de vista económico, está praticamente falido. Cada vez há mais lojas vazias. Nos cofres do Estado apenas restam uns cobres. 

 

O texto está disponível no sítio    http://aeiou.visao.pt/ventos-cruzados=f603324  

 

Fico agradecido, pela leitura e pelos comentários que venham a ser publicados. 

 

 

 

Mergulhados nas águas sombrias

  

 

Copyright V. Ângelo

 

O discurso político está cada vez mais intragável.

 

Será que ainda haverá gente que, tendo dois dedos de testa, tenha paciência para ouvir a raiva primária que sai da boca dos políticos? Ou as torrentes de banalidades que jorram das máscaras com que se nos apresentam?

 

E o que se escreve como opinião, nos jornais, é do mesmo estilo. Um velho senhor escrevia esta semana, isto é apenas um exemplo, que a Europa ainda está pior do que Portugal. Poder-se-ia pensar que o disse por uma questão de idade. Mas, não. O que escreveu faz parte da falta de seriedade e de rigor intelectual em que andamos todos mergulhados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cidades paralisadas

Há um ano, a velocidade média a que circulava, com o meu carro, em Bruxelas, era de 19 km/hora. Actualmente, estou a circular a 16 km/hora. No mesmo período, com o mesmo carro e nas mesmas condições, passei de um consumo médio de 5,5 litros de gasóleo por cada 100 km, em Maio de 2010, para 6,6 litros, agora. 

 

Circular de carro nas grandes cidades é cada vez mais lento e mais caro. E menos ecológico. 

 

Sem contar com os radares por todo o canto, a apanhar quem tenha dificuldades com os amarelos e outras cores mais vivas...

 

 

 

 

Privatizar no condicional

Com a saída de cena de Strauss-Kahn e a entrada no jogo do novo governo da Finlândia, o plano de austeridade português vai sentir-se mais apertado, sobretudo no que respeita às privatizações das empresas públicas.

 

O que circula esta noite em Bruxelas é que o plano de privatizações terá que ser cumprido à risca. A insistência nesta condicionalidade tem que ver com o receio que existe, na Comissão e na Europa do Norte, que não haja, em Portugal, coragem e condições para levar a cabo esta parte do programa. 

 

É, na minha opinião, um receio bem fundado.

Duas catedrais, uma de outrora, outra de agora

 

Copyright V. Ângelo

 

Passei o dia de ontem nas ruas de Antuérpia.

 

A cidade encheu as ruas de gente. Estava um dia de Sol. Antuérpia, que já foi uma das três cidades mais ricas do mundo, é o centro de uma região muito dinâmica, viveiro de uma economia altamente diversificada, moderna. Com uma componente forte na área dos serviços, incluindo o sector dos seguros, a cidade é também um centro turístico importante. Muitas das empresas industriais são de média dimensão, ligadas a interesses familiares, mas com uma tecnologia avançada e um campo de actuação global.

 

Aqui não se fala de crise. 

 

Diálogo e serenidade

 

Copyright V. Ângelo

 

Depois de uma semana de viagem pelas terras do Leste e Centro da Europa, e de ouvir dezenas de discursos e declarações, este Sábado de manhã faz-me pensar que continua a haver um défice de diálogo no seio da Europa e, igualmente, entre o Ocidente e a Rússia.

 

Como também há uma grande falta de serenidade no relacionamento político.

Velhas obsessões e novas pistas

Continuo em Montreux, a meio dúzia de metros do Lago, entre uma delegação russa e gente da NATO e de outras instituições do Ocidente.  O tema é sobre a resolução de crises e a manutenção da paz. A Ásia Central e o Afeganistão ocupam uma parte importante da agenda.

 

De vez em quando, aparecem umas tiradas à antiga, inspiradas pela incompreensão e o antagonismo. O mais interessante é ver a obsessão dos Russos em relação às intenções do Ocidente, enquanto o lado de cá tem sobretudo uma tendência bem marcada para não prestar atenção suficiente aos Russos.

 

Na realidade, continua a haver um défice de diálogo entre os dois lados.

O rosé do desanuviamento

Acabei de jantar com o general Anatoly Kulikov, antigo vice-primeiro-ministro e ministro do Interior da Rússia, durante a presidência de Ieltsine.

 

Passados vários anos, Kulikov continua a ser um homem com muita influência na Rússia. Desempenha, actualmente, as funçõs de presidente da associação dos generais russos. É, também, um dos principais arquitectos do relacionamento com o mundo Ocidental. É uma das poucas personalidades que definem a posição oficial da Federação em relação à Europa, aos Estados Unidos e à segurança internacional.

 

Jantámos a dois passos da casa onde viveu Charles Chaplin, à beira do Lago Léman. Não se tratou, no entanto, de um jantar mudo.

 

Foi curioso ver a dimensão humana, divertida, do personagem. É um homem que gosta de contar historietas e de citar os grandes filósofos russos, mas, ao mesmo tempo, explicar por A mais B, a posição da Rússia em relação às últimas propostas da NATO sobre o sistema de defesa por mísseis.

 

Nestas coisas, o relacionamento pessoal é a alma do negócio. E, aqui, o negócio é claro: como ultrapassar a situção actual, onde a confiança é pouca. Dito de outra maneira, quais são as questões que precisam de ser tratadas para que o nível de confiança entre o Ocidente e o Leste seja maior?

 

Voltaremos ao assunto. Mas, depois de um longo repasto, basta de dizer que o general não muda fácilmente de convicções. Começou o serão à volta de um bom rosé suíço. E por aí ficou, ao longo do tempo, numa sequência sem hesitações. Não tocou nem no branco nem no tinto.

 

Será que, com o tempo, os resultados desta discussão poderão vir a ser conhecidos como o compromisso rosé, ou seja, cor-de-rosa?

 

 

 

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