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Crescemos quando abrimos horizontes

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Cimeira: as primeiras notas

A cimeira da UE transformou uma boa parte da dívida grega em dívida a longo prazo e outra, em dívida perpétua. Sem contar que haverá igualmente uma insolvência parcial, a primeira no mundo Ocidental, desde o fim da Segunda Grande Guerra.

 

São medidas importantes. Não reconhecem, no entanto, que sem um investimento maciço na economia do país e sem mudanças profundas na política económica, a começar pela privatização do que pode ser privatizado e a abertura à concorrência de certas actividades até agora protegidas por medidas legislativas arcaicas e corporativistas, a Grécia não conseguirá sair do processo declínio em que hoje se encontra.

 

Entretanto, a influência de Angela Merkel saiu reforçada. Como van Rompuy viu as suas atribuições serem ampliadas.

 

Portugal e a Irlanda  vão beneficiar por tabela, com juros mais baixos, equivalentes aos da Grécia e com prazos de reembolso mais alargados. Mas não convém esquecer que uma extensão do período de reembolso significa, também, um alargamento do prazo durante o qual a política económica de ambos os países vai estar sob a supervisão apertada do FMI e da UE.

 

Finalmente, numa nota mais leve, diz-se que anda em Bruxelas, nos corredores do poder, um fantasma pesado e quase invisível. Quando aparece, por se vestir de presunção, desempenha um papel patético. 

Mais uma cimeira

 

 

Copyright V. Ângelo

 

A cimeira da UE de amanhã vai novamente discutir a situação impossível em que a Grécia se encontra. Não será, todavia, um encontro com a realidade. Se o fosse, aceitar-se-ia que a Grécia não tem, nem hoje nem futuro mais próximo, condições para pagar o que deve.

 

Quando não há hipótese alguma de pagar as dívidas e ninguém está disposto a assumir o encargo, qual é a solução?

Não precisamos de nervos à flor da pele

Recebidos no estrangeiro, os sinais vindos de Portugal, do novo governo, e já era assim no final de vida do anterior, são de que tudo pode acontecer, que continuam a existir zonas de sombrias, por esclarecer, de que novas medidas podem vir a ser tomadas, taxas e impostos, que não estavam previstos, mas que são agora criados, da noite para o dia.

 

Quem investe não gosta de surpresas fiscais, nem trabalha ao sabor do vento, ao dia-a-dia. A economia internacional prefere cenários claros, previsíveis, por muito duros que sejam. Também não gosta de indícios que possam revelar falta de serenidade, sujeição a pressões vindas de grupos de interesses ou do populismo reinante. Os portugueses que vivem fora do país, que contribuem com remessas e outras aplicações, também não querem ver aparecer medidas soltas, que possam assustar quem estaria disposto a fazer um esforço suplementar.

 

Não sei como dizer isto de outra forma. Mas a verdade é que Portugal precisa de dar a imagem de um país que tem um rumo, um plano e uma liderança capaz de manter o interesse nacional acima de tudo. As condições políticas existem para que isso possa acontecer. Vamos, então, dar um pouco mais de tempo ao tempo, para ver onde param as modas e qual o estilo de governação que vai primar.

 

 

Ao Sol e pão seco

Cádis, uma cidade virada para o mar, uma quase-ilha muito comprida e moderna.

 

Praias cheias, num Domingo de Sol, mas muitos farnéis e pouco consumo. A vida está cara e os empregos são poucos.

 

A auto-estrada para Sevilha, ao fim do dia, é de evitar. São como 115 km de engarrafamento. Pode não haver dinheiro para muito mais, porém para o bronzeado e para o carro tem que aparecer.

 

Devagares

De volta a Espanha, por uns dias. Menos gente nas áreas de descanso de Badajoz, em comparação com o ano anterior. Todos os comerciantes com que falei o confirmaram.

 

Entretanto, o governo espanhol, depois do alarido que levara à redução da velocidade máxima para 110 km/hora, por causa da crise, assim o justificaram, voltou aos 120 km. Foi um colocar de novos sinais, por uns dois ou três meses, para agora os voltar a substituir. Gastar, gastar, em coisas mal pensadas. Assim, com estas decisões para a frente e para trás, se perde ainda mais o pouco respeito que os políticos ainda mereciam.

As elites que só gostam de sardinhas assadas

O pensamento produzido pelas elites intelectuais de Portugal é, de um modo geral, muito conservador. As raízes estão enterradas no passado, nas famílias da pequena aristocracia rural. 

 

Nalguns casos, são apenas frases, violência gratuita, sem argumentos, meros desabafos mal educados. Noutros, pretensamente mais progressistas, imperam as ideias feitas, sem qualquer ligação à realidade possível. 

 

É, em geral, uma produção feita por preguiçosos, a que se juntam os que apenas reproduzem o eco do que ouviram noutros sítios. 

 

Existe, na verdade, um problema no que respeita à qualidade das nossas elites. Um país sem elites viradas para o futuro não pode progredir.

Ver um país através da capital

A capital é a vitrina de um país. Muitos estados, mesmo os mais pobres, procuram dar uma imagem enobrecida de si próprios através de um investimento na renovação e embelezamento da cidade que lhes serve de capital política e económica. Tantas vezes, a imagem de um país é apenas o resultado de uma visita rápida à urbe principal. Dizemos, depois, que o país parece funcionar bem e é agradável simplesmente porque a capital nos pareceu assim.

 

É, por isso, importante ter uma boa sala de visitas. É a reputação nacional que está em causa. 

 

O município de Lisboa não entende esta maneira de ver as coisas. A cidade parece ser gerida por uma turma de incompetentes, apoiada por um governo de indiferentes e despreocupados.

 

O meu texto da Visão debruça-se, hoje, sobre esta questão. Está disponível no sítio:

 

 

 

http://aeiou.visao.pt/baku-bruxelas-lisboa=f612655

Sem uma política económica externa...

Muitas empresas estão a operar em combustão lenta, devido a quebras importantes na procura dos bens e serviços que oferecem. O mercado interno, não haja ilusões, está cada vez mais frouxo. Ora, muitas delas têm condições para exportar mas ninguém as ajuda, aconselha ou orienta. Sem uma alavanca oficial, na fase de arranque, a maioria das empresas não chega lá.

 

As embaixadas não fazem o trabalho político que poderia facilitar a abertura de mercados e os agentes exteriores da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal - não têm meios nem coordenação suficiente com os nossos representantes diplomáticos. Também não têm uma orientação política apropriada.

 

Sem um esforço excepcional na área do comércio externo, não vamos sair da espiral descendente. 

 

Infelizmente, não se ouve ninguém falar da necessidade de repensar o nosso potencial de exportação, de definir políticas, prioridades, responsabilidades, metas e recursos. Alguns consideram, com grande ingenuidade, que se trata, simplesmente, de colocar a AICEP sob a tutela do PM ou do ministro adequado, mais ou menos sénior. Santa ignorância, como de costume.

 

Temos que elevar a voz.

 

A tentar cavalgar na crise para proveito político próprio

Numa situação de crise profunda, quem lidera deve inspirar confiança e saber dizer as palavras que tranquilizem. Mostrar serenidade é meio caminho andado. Mas também é preciso ser convincente e não dar a impressão que se tem uma agenda escondida ou uma ambição política pessoal. 

 

Estarei a pensar em alguém em particular, perguntará o leitor? Claro que sim. Vejam-se as entrevistas e declarações recentes de quem pensa ser um bom candidato dentro de cinco anos. Mas, para já, fica apenas este aviso e uma reflexão genérica. 

 

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