Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

A trajectória

A crise fiscal de certos países da União Europeia e a pressão sobre o Euro entraram hoje num novo patamar, bem mais complexo.

 

Se a Itália não conseguir conter a tendência para o enfraquecimento dos seus principais bancos e a perda de confiança nas suas finanças públicas, os riscos de uma derrapagem mais generalizada, abrangendo vários países europeus, serão muito elevados. Estamos, na realidade, na trajectória de uma tempestade perfeita.

 

Se a tempestade vier a acontecer, assistiremos a uma série de ajustamentos incontroláveis, que terão custos económicos e sociais muito elevados. E quais serão os custos políticos? 

É preciso acreditar e ser-se razoável

Convém deixar registada uma palavra de apoio à independência do Sudão do Sul. O dia em que um novo país se torna independente é sempre um momento de felicidade. Quanto ao resto, o futuro dirá.

 

Queria também felicitar Hilda Johnson, da Noruega, pessoa amiga, que a partir de agora vai ser a Representante Especial do Secretário-geral da ONU no novo país. Trata-se de uma mulher determinada e cheia de vida. Com os apoios de que dispõe em Oslo e o que conhece do mundo, tem todas as condições para fazer um bom trabalho. O que é preciso é não perder o equilíbrio. 

Dois exemplos

Os meus companheiros de viagem mais imediatos foram dois jovens.

 

Um, libanês, 32 anos, diplomado pelo prestigiado INSEAD de Fontainebleau (MBA) e quadro internacional de um petrolífera americana. Trabalha em Genebra, onde se ocupa dos contratos com os parceiros europeus. Ganha uma pequena fortuna e acumula uma série de regalias. Fala várias línguas e é altamente móvel. Já trabalhou nos estados do Golfo e na América. 

 

O outro, português, 24 anos, terminou agora o segundo ano do curso de relojoeiro de topo de gama, na escola perto de Neuchatel. Falta-lhe um ano lectivo para receber o diploma profissional. Antes de ir para a Suíça viveu em Londres. Natural da zona de Lisboa, sabe que o seu futuro está nos países com grande poder de compra. 

Sobre estratégia

Na discussão de hoje sobre estratégia internacional, com o Prof. Hax da Harvard University, ficou claro que muitos de nós não entendem que uma reflexão sobre o futuro assenta em dois pilares.

 

Primeiro, reflecte-se tendo em conta a experiência do passado recente e as lições da História.

 

Em seguida, tendo em atenção que estamos num período em que tudo muda rapidamente, reflecte-se em ruptura com o passado. Como se tudo tivesse que ser visto a partir de uma nova perspectiva. É este tipo de reflexão que é, na verdade, difícil de levar a cabo. Mas, com as coisas a mudar à velocidade a que mudam hoje, esta é a melhor maneira de pensar no futuro e de se preparar para os novos desafios. Não é fácil. Mesmo para os grandes cérebros ou para quem não se sente ameaçado pelo futuro.

Uma luta estratégica

É fácil cair na armadilha de se pensar em termos operacionais e julgar que se trata de estratégia. Passei uma parte do dia a tentar fazer a destrinça entre o que é verdadeiramente estratégico -- ou seja, que transforma a realidade -- e o que é operacional. O operacional melhora apenas a gestão do que existe.

 

Tentei adaptar, já depois do seminário de hoje, esta maneira de pensar à realidade de Portugal. Não consegui fugir à ideia que me leva a crer que o plano de austeridade, mais PEC menos PEC, é apenas um programa operacional, para resolver um problema concreto de défice orçamental. Não é estratégico pois não transforma a estrutura produtiva, não traz o câmbio que seria necessário para promover uma economia mais competitiva, mais dinâmica e mais assente no conhecimento científico e tecnológico.

 

Uma economia de privações continuará a ser, como o nome indica, uma economia de pobres.

 

A Suíça também tinha uma economia assim, até aos anos da década de sessenta. Investiu, entretanto, no saber científico, na especialização técnica, na organização e na imagem do país, valorizou o pouco que tinha, desenvolveu um turismo que se baseia na qualidade, uma agricultura com infra-estruturas e produtos de marca, apostou na valorização da natureza, e é hoje o que é.

 

No caso português, é preciso ultrapassar a falta de ambição, o desleixo, o deixar andar, a ideia que tudo se resolve por meio de esquemas pessoais e do desenrascanso, a cultura da couve-galega, em sentido figurado e não só, a acomodação ao lixo e a falta de respeito pelo que é do domínio público, e passar a pensar em termos de competição com os melhores.

 

Esta é a nossa luta. Estratégica.

A reflectir

Estou, de novo, na Suíça, por uns dias, num exercício de reflexão estratégica sobre certos conflitos internacionais. É curioso ver como a Suíça, e não só, a Noruega é outro exemplo,  investe uma quantidade importante de recursos na resolução de conflitos. O MNE suíço trabalha de mãos dadas com as fundações privadas e certos think tanks e acaba por projectar uma imagem internacional muito acima da dimensão do país. Assim se faz uma diplomacia estratégica e inteligente.

 

A capital da sujidade

Voltar a Lisboa tem altos e baixos. A cidade tem muitos aspectos agradáveis, mas, no geral, transmite uma imagem de má gestão, desleixo dos locais públicos e sujidade. É uma capital que destoa, quando comparada com as outras, no seio da UE. Como espelho de Portugal, ponto de entrada para muitos que vêm de fora, transmite uma imagem péssima.

 

Uma boa parte do problema tem que ver com a incompetência dos serviços municipalizados. O resto deve-se à falta de educação cívica de alguns dos seus habitantes. 

 

Será difícil de entender que esta situação nos traz má reputação?

Pág. 3/3

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

<meta name=

My title page contents

Links

https://victorfreebird.blogspot.com

google35f5d0d6dcc935c4.html

  • Verify a site
  • vistas largas
  • Vistas Largas

www.duniamundo.com

  • Consultoria Victor Angelo

https://victorangeloviews.blogspot.com

@vangelofreebird

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D