Portugal é grande quando abre horizontes

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Ago 11

Ontem, o edifício das Nações Unidas em Abuja, a capital da Nigéria, foi alvo de um ataque suicida. Pelo menos 18 colegas perderam a vida, embora ainda não se saiba, com certeza, qual é o número total de vítimas.  

 

Este ataque é equivalente ao de Bagdade, em 2003, e ao de Argel, em 2007. Apesar das lições aprendidas com o que aconteceu nessas duas cidades, Abuja foi ainda possível. Uma vez mais, vai ser necessário investigar o que se passou e tirar as conclusões que se impõem.

 

As vítimas foram, uma vez mais, pessoas que acreditavam na solidariedade internacional. Ainda não tive acesso à lista de nomes. Receio conhecer alguns.

 

A autoria do atentado foi reivindicada por Boko Haram, um grupo terrorista fundamentalista, que nasceu nas margens ocidentais do lago Chade, na parte que pertence à Nigéria.

 

Havia chamado a atenção, recentemente, a 23 e 24 de Julho, sobre a perigosidade deste grupo, hoje dividido em três comandos operacionais. Opera sobretudo no Norte da Nigéria, mas representa, igualmente, um perigo para a segurança de outros países: Chade, Níger e Camarões. A Nigéria, o Chade e o Níger montaram, há cerca de dois anos, uma estrutura militar conjunta, para combater Boko Haram. Os Camarões não se quiseram juntar, o que me levou na criticar o governo de Yaoundé.

 

Esta zona de África, que tem ligações directas com os grupos armados que operam no Sahel, exige uma maior atenção da comunidade internacional.

publicado por victorangelo às 18:07

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