Portugal é grande quando abre horizontes

08
Out 11

FS nasceu e cresceu nas quintas de Évora, que é como quem diz, naquele espaço mal definido entre a cidade e os latifúndios. Foi numa outra época, nos anos trinta de um século passado que parece perdido nos tempos.

 

Filho primogénito, começou cedo a ir com a carroça ao mercado da cidade, para vender o que os pais produziam e que a família não consumia. No regresso a casa, fiel ao espírito igualitário das gentes das quintas, havia sempre um pastel de nata para ele e outro para o burro. Não sei se o animal tinha uma noção do significado do gesto, mas a verdade é que nunca recusou um pastel que fosse.

 

Para FS, o primeiro salto na vida foi dado aos 16 anos. Entrou como paquete num banco local, que hoje já não existe. O burro ficou para trás. Anos mais tarde, como nas histórias bem contadas, chegou a director. Nesse tempo, nesse Portugal, havia casos desses, embora raros. A carreira podia começar pela base, mas quem tinha mérito, pelo menos no caso de alguns, chegava longe. 

 

Na verdade, FS fez a ponte entre um Portugal rural, e são, e o país que agora somos.

 

Mas o tempo passa e a vida também.

 

Uma parte desse tempo de outros tempos foi hoje a enterrar. 

publicado por victorangelo às 21:16

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