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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Uma tarde intelectual

 

Copyright V. Ângelo

 

Passei a tarde na reunião anual da Comissão Permanente de Aconselhamento Científico do Centro de Estudos Africanos do ISCTE. 

 

Um dos investigadores resolveu imortalizar a minha participação, entre outras.

 

Fiquei contente pelo reconhecimento. Mostra que gostou, quero crer, das minhas sugestões que procuravam tirar a investigação científica da torre de marfim em que se encontra. É preciso que se investigue sobre África tendo em conta os câmbios sociais que estão a decorrer nesse continente. A urbanização acelerada, o papel das mulheres na segurança alimentar, os jovens e a democratização, a construção da paz e da nação, a violência, estes são alguns dos temas de grande relevância para quem tem que tomar decisões. Estudos nessas áreas ajudariam imenso.

O futuro já começou

Volto a escrever, na Visão que hoje foi posta à venda, sobre as grandes questões do futuro.

 

Mas também acrescento um parágrafo sobre Portugal e a sua falta de vistas largas.

 

Vejam, por favor, o site: 

 

http://aeiou.visao.pt/vistas-largas=f633846 

 

Dois leitores já comentaram o texto, com muita pertinência.

 

Quem mais vai acrescentar umas palavras de reflexão?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os vaqueiros andam à solta

Não será que a imagem de ontem faz lembrar o governo de coligação?

 

Entretanto, na fila do almoço, o civil que estava à minha frente dizia para o militar: matava-os a todos. Acrescentou, por outro lado, que 80 deputados seria um número suficiente. E mais umas asneiras, tudo muito mainstream, dentro da corrente actual.

 

Com comentários destes, pensei, o homem ainda acaba como cronista de um jornal português, à esquerda ou à direita, tanto faz, dizem todos o mesmo, ou como comentador acidental na televisão. Está ao nível requerido.

 

De facto, continuamos a não entender o filme e a reagir como se fôssemos vaqueiros do Farwest.

 

De quem é a culpa?

 

 

 

Fomes

Como passei 12 horas num exercício war game, tenho a cabeça em estilhaços. E amanhã não estará melhor. Vai ser uma semana de combates.

 

Queria, apesar de tudo, lembrar que, mesmo num cenário de guerra, só ganha quem mantiver uma certa serenidade.

 

Isto é o que bem precisamos agora. Serenidade. Compostura. Objectividade.

 

Ainda ontem, falando com um conhecido professor que é do partido do governo, o homem estava de tal modo enervado e excitado, tão contra os seus se revelou, que não consegui dizer duas palavras de seguida. Não me deixou entrar no diálogo. Coitado. Teve azar na distribuição dos tachos e agora fala mais contra os do poder do que um membro do PS. 

 

É que não só há falta de bom senso e serenidade, há também por aí uma grande fome de tachos e de mordomias, que até faz mais estilhaços do que o meu war game.

 

 

Onde vive a culpa?

Hoje apetece-me falar sobre os peixes. Acabo de ver que por cada 100 toneladas de pescado que eram descarregadas nos portos portugueses, há 30 anos, se passou agora a ter apenas 60. Ou seja, houve uma quebra de 40% no volume das nossas pescas, sem que tal tenha sido compensado por uma expansão da aquacultura. 

 

Será que a culpa é dos outros? 

A perguntar é que a gente se entende

No texto de ontem, deveria ter acrescentado que uma das faces da sabedoria é a de um homem velho, prudente e com experiência, e a outra, a de uma mulher jovem, cheia de esperança e de vontade de criar um mundo novo. Ficava um escrito mais completo. 

 

Ambos teria perguntado, se há uma greve geral marcada para 24 de Novembro, por que razão houve greves parcelares, sectoriais, esta semana, aqui e acolá? 

A sabedoria

 

 

Copyright V. Ângelo

 

A sabedoria quer-se a olhar para ambos os lados. De um modo, com uma visão mais jovem e mais optimista, do outro, com o peso dos anos a lembrar a experiência de muitas situações vividas. 

 

Não sei se isto tem que ver com a nomeação de tecnocratas de alto gabarito para presidir aos governos da Grécia e da Itália. A verdade é que,  na minha maneira de ver, estas nomeações são importantes e trazem conhecimento e honestidade, predicados que ostensivamente têm faltado aos políticos. 

 

Mais. Quando leio o que um velho "puro" político nacional escreveu na Visão desta semana, sobre a crise europeia - um apanhado de tolices - fico ainda a gostar mais de ver verdadeiros tecnocratas no poder. Pelo menos sabem do que falam. 

Reflectir sobre o futuro

A convite da Visão e da EDP, almocei hoje no Hotel Tivoli, na Avenida da Liberdade. Mas, como todos sabemos, não existem almoços gratuitos, quando se trata de empresas ou de políticos. Tive que proferir uma palestra sobre a segurança alimentar e as questões mais vastas da segurança. 45 minutos de discurso para uma sala cheia de gente bem informada , não é tarefa fácil dizer algo que possa parecer novo. 

 

Expliquei como as instituições ocidentais que se ocupam de problemas de segurança vêem os próximos vinte anos, numa era de incertezas e em que vários tipos de choques estratégicos são possíveis.

 

Um dos mais importantes está relacionado com as inovações tecnológicas em matéria de armamentos, incluindo a possibilidade de avanços científicos enormes no que respeita às armas químicas e biológicas, à aplicação da nanotecnologia na fabricação de uma nova geração de armas, bem como toda a investigação científica que certos países hostis aos nossos interesses estão a desenvolver para poderem decifrar os nossos sistemas de codificação e a criptografia de defesa. 

 

Outro choque estratégico possível terá que ver com o colapso de um estado de importância estratégica - o Paquistão ou a África do Sul são dois exemplos - e o impacto geopolítico que tal facto provocaria. 

 

No domínio da segurança alimentar, o desafio que enfrentamos é quase impossível mas tem que ser realizado: acabar com a fome, produzindo mais alimentos em menos hectares, com menos água, menos adubos e pesticidas, utilizando menos energia e sendo capazes de tornar a comida acessível a todos. 

 

No fundamental, o meu objectivo não era o de dar lições, mas sim chamar a atenção para a necessidade de se reflectir sobre o futuro de um modo completo, integrado e realista. 

 

Terei conseguido?

Olhos no futuro

Assim se intitula o texto que publico na Visão que foi para as bancas há dias. 

 

http://aeiou.visao.pt/olhos-no-futuro=f632015 

 

É uma reflexão aprofundada sobre as questões ambientais ligadas à produção de alimentos.

 

Espero que tenham a oportunidade de a ler e comentar.

 

 

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