Portugal é grande quando abre horizontes

08
Nov 11

De manhã, passei pela exposição que está patente na Fábrica Nacional de Cordoaria, na Junqueira. Os dinossauros são o tema. A média de idades dos visitantes de hoje, fora o meu caso e outras poucas excepções, deveria situar-se nos quatro anos. Mas não me senti parte da família dos ditos bichos.

 

Por falar em dinossauros, Berlusconi parece estar finalmente de partida. A Itália e a UE bem precisam que isso aconteça.

 

Entretanto, convém lembrar que a única publicação séria que, desde sempre, disse que Silvio não tinha condições para dirigir um país como a Itália foi The Economist. Merece que se mencione. É que, nestas coisas, é preciso tomar posições claras desde o início. O passar do tempo só agrava a situação.

publicado por victorangelo às 22:50

07
Nov 11

Fiz uma pausa no exercício de reflexão estratégica -- os desafios globais no horizonte 2030 -- para dar uma aula no ISCSP aos alunos do segundo ano de mestrado em Relações Internacionais. Foram duas horas de análise crítica sobre o papel da ONU em matéria de manutenção da paz. A assembleia mostrou interesse genuíno pelo tema, apesar de ser um assunto distante das suas preocupações quotidianas.

 

Como também se revelou muito interessada pelo sentido da minha reflexão prospectiva para os próximos 20 anos, ou seja, durante um período de grande instabilidade, de mutações profundas e de desafios complexos.

 

Aproveitei para lhes lembrar, já no fim, que o pensamento estratégico, em relação aos acontecimentos possíveis no futuro, é essencial. Coloca-nos na linha da frente. Dá muito trabalho, muito mais que a análise do imediato ou do dia de ontem, mas permite-nos um posicionamento mais vantajoso. Portugal, e os jovens, em particular, deveriam dar mais atenção a estas questões. Ganharíamos todos.

publicado por victorangelo às 21:51

06
Nov 11

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Uma dançarina russa em Riga. Ou as dificuldades da vida, na terceira idade, com cores vivas. 

 

Um exemplo, também, de que não se pode baixar os braços. Antes pelo contrário. Com imaginação e sentido das realidades, mais um pouco de graça, ganha-se à competição e sempre vai dando para os cobres.

 

publicado por victorangelo às 21:48

05
Nov 11

Como se pode achar normal que o PM de Portugal não seja convidado para a tomada de posse do novo Governo Regional da Madeira?

 

Que se passa com o Estado português? 

 

Com as instituições da República?

 

Que aconteceu aos nossos dirigentes, que aceitam isto como se de nada se tratasse?

 

Este país precisa, na verdade, de levar uma grande volta.

publicado por victorangelo às 20:20

Como se pode achar normal que o PM de Portugal não seja convidado para a tomada de posse do novo Governo Regional da Madeira?

 

Que se passa com o Estado portuguees? 

 

Com as instituições da República?

 

Que aconteceu aos nossos dirigentes, que aceitam isto como se de nada se tratasse?

 

Este país precisa, na verdade, de levar uma grande volta.

publicado por victorangelo às 19:57

04
Nov 11

A decisão do PS de se abster na votação do Orçamento Geral do Estado 2012 merece aplauso. É uma tomada de posição responsável, numa altura muito grave para Portugal.

 

Já a entrevista que o Capitão de Abril, Cor. Vasco Lourenço, deu hoje à Antena 1 revela um coração generoso e uma mente confusa. Por exemplo, essa de achar que os militares têm legitimidade para decidir o que é o interesse nacional e, depois, intervir de forma não constitucional na alteração do regime político, que mais é, se não pura falta de compreensão das circunstâncias do Portugal de agora.

 

O Coronel precisa de frequentar um curso acelerado respeitante à subordinação da instituição militar ao poder democrático, civil e legitimamente eleito.

publicado por victorangelo às 22:27

03
Nov 11

A fragilidade do PM grego, já referida neste blog, tornou-se hoje ainda mais evidente. Veremos que futuro político vai ter, amanhã e depois.

 

Entretanto, os nossos miseráveis analistas, que acharam que a iniciativa referendária de Papandreou havia sido um golpe de mestre, já devem estar, esta noite, a pensar noutras ideias igualmente brilhantes.

 

Mas o mais curioso, para mim, foi ter chegado ao fim do dia, depois de ouvir ao vivo umas intervenções de políticos, convencido que a capacidade de produzir opiniões burras não tem limites, na vida portuguesa. O problema é que somos dirigidos, de um modo ou de outro, por essa gente. 

 

O dia já tinha começado mal. Lera, antes da reunião, a opinião de uma deputada europeia, que nos representa em Estrasburgo e Bruxelas, e dei por mim a pensar na mula da cooperativa e nos dois coices no telhado. Isto depois do artigo do Avante sobre as conspirações macacas dos sionistas, mais os católicos e maçónicos. Que açorda, que combinação tão impossível, meus amigos. Só mentes assim, avançadas, poderiam produzir coisas dessas. 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 21:11

02
Nov 11

Os chorrilhos de asneiras sobre a Grécia continuaram a ocupar os meios de comunicação social portugueses, incluindo as redes sociais. Muitos quiseram ver na decisão do PM grego uma estratégia de mestre, quando na realidade se trata de uma acto de desespero político, uma tentativa de fugir a eleições antecipadas, um ganhar de tempo, do género, enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. Papandreou ficou sem opções e, como é frequente, nestes casos, fugiu para a frente. 

 

Na realidade, gregos querem o perdão total dos 300 mil milhões em dívida, bem como continuar com o mesmo nível de vida, custeado por novos empréstimos a fundo perdido ou a reembolsar nas calendas gregas. Vale a pena ser ambicioso, mas convém saber quais são os limites da ambição.

 

Entretanto, o acordo de 26 de Outubro fica suspenso. Neste caso, como em qualquer outro, as regras são simples. Sem aplicação do acordo, não há dinheiro fresco. Assim acontece com muitos países africanos, que, tendo um programa com o FMI, não o conseguem executar e ficam privados de apoio financeiro. Por que razão deveria a Grécia ser tratada de maneira diferente? Por pôr em causa a sobrevivência do euro, ou do sistema bancário europeu? Não me parece que esse risco exista. 

publicado por victorangelo às 22:20

01
Nov 11

O pânico dos mercados perante a decisão do PM grego de organizar um referendo é exagerado. Porquê tanta surpresa?

 

A Grécia, é conhecido, está de pantanas. A situação é tão desesperada que até os militares andam a falar demais: a prova é que, esta noite, as chefias dos ramos foram todas demitidas e substituídas por outras. Não há dinheiro nem há economia que seja digna do nome.

 

A culpa deste caos será de muitos, mas é, antes de tudo, dos gregos e dos seus políticos. O PM está contra a parede, esgotou todas as opções. Num acto de desespero, falou de um referendo. Haverá referendo? Não sei. Mas não há certamente dinheiro em caixa. Esperar por um referendo em Janeiro ou Fevereiro é como esperar pela eternidade. Entretanto, o país entrará em ruptura de pagamentos, internos e externos. O caminho que as coisas têm estado a seguir só leva à catástrofe total. Poderá levar a falências de bancos na Europa. Mas acima de tudo, leva à tragédia, na Grécia. Conduz à miséria da maioria.

 

Esperemos que os portugueses saibam entender as lições gregas e não sigam pela mesma via. 

publicado por victorangelo às 22:10

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