Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Seria melhor fechar para remodelação

O Presidente da República diz que a soma das reformas que recebe ou vai receber não chegam para cobrir as suas despesas domésticas. O Vasco, homem de boas letras mas que, enquanto comentador do quotidiano português, tem um longo currículo de escritas desvairadas, vai para chefe-mor do Centro Cultural de Belém. Mas há mais. O camarada da CGTP a pôr o companheiro da UGT em tribunal. O Mário a escrever mais uma ilusão na sua coluna semanal. O pastel de nata a ser promovido a símbolo da economia nacional de ponta.

 

E assim sucessivamente.

 

De facto estamos todos a precisar de um fim-de-semana prolongado.

 

 

Anda à prata, mas com a corda na garganta

Sem que se fale nisso, pela calada, Portugal entrou, nestes últimos dias num patamar de alto risco. O custo de financiamento da divida pública a longo prazo passou a ser muito alto - da ordem dos 19%, a cinco anos de maturidade. O risco do nosso incumprimento é agora estimado em 65%, também a cinco anos. Ou seja, é um risco demasiado elevado, com um grau de probabilidade muito sério, que não permite aos grandes investidores institucionais internacionais comprar obrigações do tesouro portuguesas.  

 

Quando se entra numa situação dessas, na espiral da morte, estamos perante uma catástrofe nacional. Só uma mudança radical de política, acompanhada por uma mobilização nacional, pode salvar a loiça e a mobília.

 

Quem tem medo de falar nisso?

 

Entretanto, a curto prazo, a três meses, ou a onze, é possível encontrar muitos compradores para as emissões que iremos fazendo, como hoje foi feito. Os compradores são sobretudo os bancos nacionais, que irão beneficiar de um juro à volta dos 4,5%, a pagar pelo tesouro português. Com esse papel, os nossos bancos vão a Frankfurt, dão-no como garantia ao Banco Central Europeu, recebem dinheiro fresco do BCE ao custo de 1%, que vão voltar a aplicar em mais papel de curto prazo ou em empréstimos leoninos às empresas, e ganhar algum. Tudo no curto prazo. Tudo para ganhar algum, rápido, ou enriquecer depressa, insustentável, porém, para a economia nacional.

 

Ou seja, a longo prazo estamos arrumados, mas a curto prazo há quem vá ganhando muita prata. 

Voos rasantes e vistas largas

Hoje li, na imprensa portuguesa, umas opiniões sobre a actualidade que voavam baixinho. Dá dó ver gente conceituada perdida num emaranhado de ideias sem nexo, entretida a misturar, numa alquimia preguiçosa e envelhecida, desejos com realidades e debate de ideias com insultos e outras calinadas. 

 

Também faz pena ver a comunicação social a servir de plataforma a vozes que já nada têm para acrescentar ou que não fazem mais do que confundir as pessoas. 

 

Dito isto, perguntaram-me, da Suíça, que penso da ideia de uma reunião informal em Genebra sobre a Síria. Acho que sim , que deve ser organizada. Tão depressa quanto possível. E que os Russos estejam presentes. Pelo menos, os intelectuais próximos do poder e que estão ligados ao Moscow Institute of Near Eastern Studies. São gente que conhece bem a situação que se vive naquela parte do mundo e que tem influência no Kremlin. O mesmo Kremlin que fez ontem circular em Nova Iorque, no Conselho de Segurança, um projecto de resolução sobre a Síria que não trata do essencial: pôr um ponto final ao regime criminoso de Assad.

Que venham mais Chineses

Hoje era dia de terminar o texto sobre o Sul Sudão e a "Elipse de Insegurança", que define as zonas de fronteira do Chade ao Congo (RDC), do Sudão ao Uganda. Mais de 19 000 palavras para analisar uma das zonas mais perigosas do globo, mas que é, igualmente, uma zona fascinante, onde tive a oportunidade de trabalhar ao nível do terreno. 

 

A China é, agora, o país que mais investe nessa zona de África. Tudo se passa com o apoio directo das embaixadas chinesas na região. É a diplomacia económica em movimento. Lá, como no caso da EDP, o estado chinês apoia as decisões das grandes empresas, que embora estatais, têm uma grande autonomia de decisão. Lá, como por estas terras, há quem critique. Mas o investimento chinês é um facto e, em muitos casos, é a única opção viável. Há que aproveitá-lo.

 

O resto é connosco. Sem palhaçadas, nomeações ridículas ou conversas com a imprensa que são disparatadas, numa conjuntura de mal-entender e de populismo manhoso, que é o que impera em certos órgãos da comunicação social. 

Vinho quente

Passei a manhã em Malines, a cerca de 25 quilómetros de Bruxelas. Sair da capital em direcção ao país flamengo é como ir ao estrangeiro. Tudo é muito diferente. Há mais infra-estruturas, mais cuidado com o que é público, mais atenção à beleza das coisas, mais orgulho nas tradições.

 

Em Malines, uma boa parte da população estava na praça principal, para ouvir música e partilhar uns copos de vinho aquecido, quente, mesmo. Esta bebida, amigos, é uma coisa intragável, que o pessoal daqui gosta de saborear. Cai bem na altura do frio. 

 

Pensei, talvez fosse um bom negócio promover o vinho português quando se trata deste tipo de acontecimentos. Temos vinho de boa qualidade. Só não temos é quem o promova. Receio que os delegados comerciais da AICEP não conheçam a Bélgica para além do bairro diplomático e do cento de Bruxelas. 

 

Ao Sábado é assim

Dizem-nos, no seguimento da baixa da nota de crédito francesa,  que não há razoes para pânico. De facto, o pânico é um mau conselheiro. Mas a verdade é que os governos, lá como cá, precisam de se empenhar muito mais na promoção da economia, na facilitação do empreendimento, na criação de condições para que apareça investimento que crie riqueza e emprego. 

 

Em França, a quebra da nota vai beneficiar a Frente Nacional de Marine Le Pen. Ou seja, muita gente confundida e desanimada com a crise vai votar FN. Se esta tendência se verificar, a questão já não será sobre as chances de reeleição de Sarkozy. Será mais imediata: com Marine Le Pen a subir, é possível que Sarkozy nem à segunda volta vá, pois ficará, nesse cenário, em terceira posição. 

 

Ora, o debate político, a escolha que os franceses deverão decidir deve ser entre Hollande e Sarkozy. Hollande e Le Pen levará Hollande ao poder, por ser o mal menor. A França precisa de um presidente com legitimidade reconhecida, Hollande ou Sarkozy, e não de um político eleito por ser o mal menor. 

 

Entretanto, em Portugal, a discussão política passa ao lado de tudo isto. Fixa-se numa catrogada de asneiras e numa maçonaria de oportunistas. E na defesa dos interesses instalados nos media. Quer uns quer os outros não têm nada que ver com as preocupações do cidadão comum. São umas anedotas para entreter, meros verbos de encher...o bolso. O deles, claro. 

Sexta-feira, 13

Em 2012, a Sextas-feiras deveriam ser abolidas. Em ano de descalabro, as piores notícias serão sempre anunciadas ao fim do dia, a poucas horas do início do fim-de-semana. É o hábito dos habilidosos da política, da economia e finanças. Assim, as pessoas e os mercados têm tempo, julgam eles, para digerir a má nova. Na Segunda-feira, a noticia já é velha e estaremos todos mais calmos.

 

Hoje, além de Sexta, era dia 13. Foi o dia, ao fim da tarde, já com a noite a cair, que foi escolhido pela agência de notação Standard and Poor's para anunciar a degradação da nota francesa. Baixou de um nível, apesar do boato durante a tarde falar da possibilidade de dois. Um verdadeira bomba. A Franca, que seria um dos pilares do fundo de estabilização de que Portugal e outros esperavam poder beneficiar em 2012, deixa de ter a credibilidade necessária. 

 

Por isso, a decisão de hoje é péssima para a França --tem custo elevadíssimos em termos do financiamento da economia nacional e das administrações do estado, numa altura em que já houvera um agravamento substancial dos impostos em 2011, mais 20 mil milhões de novas taxas, e quando está previsto um agravamento semelhante, este ano.

 

É, igualmente, como que um sismo para a zona euro. 

 

Sem contar, claro, o impacto sobre a eleição presidencial de Maio.

Armas e mais armas

Convido os leitores a ler e comentar o meu texto de hoje na Visão. Está disponível no site: 

 

http://aeiou.visao.pt/da-paz-ou-da-guerra=f642290 

 

Faço uma análise sucinta, mas realista, da nova estratégia de defesa dos Estados Unidos. 

 

Além de muitas outras coisas, fica bem evidente, para quem tiver a paciência de me ler, que os americanos têm um nível total de despesas militares que mais ninguém consegue ter. Além disso, as indústrias bélicas e a investigação com elas relacionadas são dos sectores mais importantes da economia do país.

 

Convém ler estas coisas com serenidade, para que possamos compreender em que mundo nos estão a meter.

 

 

Reciclagens

A minha impressora disse-me que estava com a almofada cheia e que era preciso ir ao centro de manutenção da marca, para resolver o assunto. A almofada serve para absorver a tinta perdida. Esta é, teoricamente, a sua função.

 

Lá fui à sede da marca, depois a uma loja de pecas genuínas, e teria ido mais longe se não tivesse entendido, embora tarde, que era impossível encontrar a peça, pois a máquina é velha de três ou quatro anos e o mundo da informática muda todos os seis meses. A história da almofada era apenas um pretexto para me lembrar que era altura de comprar outra impressora. 

 

Assim aconteceu. Deixei a velhota na reciclagem, embora me interrogue sobre o que significa reciclar uma antiguidade informática.

 

Que pena não haver, na política portuguesa, um esquema semelhante, capaz de nos indicar que este ou aquele político já apanhou tinta a mais, ao fim de quatro anos, e que é preciso arranjar outro, de um modelo mais recente, sem fios, capaz de nos tirar umas cópias por uns tempos. Bastaria introduzir um chip na cabeça de cada novo politico, com um prazo de validade bem definido e estaria o assunto resolvido.

 

É que, de facto, não vejo outra maneira de renovar a classe política.

De Lisboa a Juba, com fantasmas

Tenho à minha frente 17 602 palavras escritas sobre o Sul do Sudão e a região a que este novo país pertence, bem como um prazo: o primeiro draft tem que ser entregue amanhã ao Instituto norueguês que me patrocina.

 

Tendo em conta a região sobre que estou a escrever, sonho com incompetência, fragilidade e instabilidade governativa por todos os poros. Por vezes já não sei se estou a pensar em Juba ou em Lisboa.

 

Felizmente que de Lisboa, para que eu possa ver a diferença, ainda vêm boas notícias: aquele incompetente politico que já foi ministro das finanças, e que é um desastre em público, vai agora ganhar muita faísca, cada mês, a presidir um órgão com funções fantasmas, na EDP. Paga o consumidor, claro. 

 

O melhor é voltar de imediato para a África Central. Lá, os fantasmas são outros. 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

<meta name=

My title page contents

Links

https://victorfreebird.blogspot.com

google35f5d0d6dcc935c4.html

  • Verify a site
  • vistas largas
  • Vistas Largas

www.duniamundo.com

  • Consultoria Victor Angelo

https://victorangeloviews.blogspot.com

@vangelofreebird

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D