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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Haja vida

Um observador atento voltou a Lisboa há dias e diz-me agora, com muita pena, que achou as pessoas deprimidas, tristes, como quem carrega a crise às costas. 

 

Um ambiente de vencidos da vida e de descorçoados não leva a parte alguma. Só agrava a situação. 

 

Como tantas vezes o tenho dito, há aqui um sério problema de liderança.

Voltar à carga

Um amigo meu disse-me que a minha pergunta de ontem, sobre as elites portuguesas e o mau exemplo que dão, lhe estragou o fim-de-semana. Queria dizer que perguntas dessas não se devem fazer quando os cidadãos estão a precisar de espairecer. Ou seja, quando cada um necessita de se esquecer, por um par de dias, das anedotas que por aí andam, sobretudo na política. 

 

E depois acrescentou que estava na hora de dormir a sesta. Que o almoço de domingo fora longo, pesado e regado. 

 

O problema é que amanhã é segunda-feira. Tal como os mercados, que voltam a abrir, a nossa realidade vai voltar à carga. 

 

Turquia: inventar complots é uma especialidade

O General Ilker Basbug, que fora até Agosto de 2010, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Turquia, foi agora detido, sob a acusação de ter organizado, enquanto desempenhava as funções de patrão supremo das FA, um grupo terrorista, com a intenção de derrubar o governo do Primeiro-Ministro Erdogan. Esta detenção vem no seguimento de outras, estando actualmente presos, a aguardar julgamento, mais de 60 generais e almirantes e muitos oficiais superiores. 

 

Tudo isto cheira a invenção, por parte do governo islamita de Erdogan, que procura, deste modo, domesticar a instituição militar. As forças armadas, que são das mais profissionais da NATO, têm sido, ao longo de décadas, um garante da natureza secular do estado turco. 

 

Embora reconheça a legitimidade política do governo de Erdogan, a sua capacidade governativa invulgar e o princípio da subordinação do poder militar ao civil, não posso deixar de apontar a conspiração que está em curso contra as forças armadas turcas. Como também não convém esquecer as dezenas de milhares de presos políticos, com acusações que procuram disfarçar a dimensão política das suas detenções, e a opressão do povo curdo. Também é de lembrar que o governo conseguiu, nos últimos anos, eliminar a independência do sistema judicial. Os juízes são hoje um instrumento do partido de Erdogan.

 

Tudo isto se passa sem que ninguém, ao nível do poder político europeu, tenha a coragem de dizer que situações destas são inaceitáveis. A UE está sem voz. Nem o Parlamento Europeu ousa meter o bedelho. 

Maçonaria: perguntas

Que democracia é esta, quando uma grande parte dos deputados do PSD e do PS são membros e confrades em sociedades secretas? 

 

Que futuro para um país como Portugal, em que a elite do "centrão" político anda metida em ritos anacrónicos, em sistemas de valores do início do Século XX, em palhaçadas de aventais e noutras práticas bizarras?

 

Andam muitos dos líderes loucos ou são mesmo uns atrasados da cabeça?

 

 

Movimentos, paralisias e apetites

No movimento diplomático anunciado ontem em Lisboa, olhos atentos perceberam que o lugar de embaixador junto da OCDE, em Paris, cargo que está vago há meses, não foi preenchido. Caso estranho, dir-se-á, tendo em conta que a decisão do governo sobre a movimentação dos nossos embaixadores foi apresentada como sendo de grande alcance, extensiva.

 

Quando tal acontece é, normalmente, por haver um desacordo entre o Primeiro-ministro e o Ministro dos Negócios Estrangeiros, quanto ao nome a escolher. Seria interessante saber que nome fora proposto pelo PM e que personalidade estava na lista do MNE. A curiosidade seria, no entanto, de pouca monta, mero interesse de saber, pois a divergência terá certamente que ver com uma questão bem mundana e não com matérias de substância. Ou seja, seria uma questão deste género: a que amigo partidário dar um tacho bem apetitoso. 

 

Maçonaria e segurança do Estado

Este blog tem várias vezes escrito que a ligação entre a maçonaria e as agências de segurança do Estado, SIS e SIED, bem como com os organismos de coordenação das informações estratégicas, é inadmissível em democracia.

 

A maçonaria é uma rede anacrónica, com crenças de outros tempos, que utiliza o secretismo para benefício pessoal dos seus membros. É uma teia de contactos clandestinos e de tramas de influência, fechada ao escrutínio legal e mediático, conspirativa, retrógrada e protectora de interesses ocultos, inspirada em práticas do passado. 

 

Quem se ocupa da protecção do estado e da segurança nacional não pode ser membro de uma organização desse tipo. Por razões óbvias. 

 

A maçonaria, por seu lado, procura penetrar as agências de segurança. Faz parte do seu desígnio de controlo de tudo o que possa dar poder sobre os outros cidadãos. 

 

Hoje, voltou a falar-se publicamente sobre este assunto. O líder parlamentar do PSD é acusado de pertencer a uma loja que englobaria igualmente o antigo chefe supremo do SIED. E gente importante do PSD na Assembleia da República é acusada de ter manipulado registos oficiais sobre as ligações entre a maçonaria e as chefias da segurança nacional. 

 

É por isso altura de repetir que tudo isto é inaceitável, nos tempos de agora.

Sobre o emprego

Li agora com atenção a mensagem de Ano Novo do Presidente Cavaco Silva. A palavra emprego é frequentemente referida. "Da marca dolorosa do desemprego" até à "promoção do crescimento económico e do emprego", a preocupação é repetida várias vezes. 

 

Partilho a mesma preocupação. Mais ainda, por não ver nenhuma medida concreta, no programa do governo para 2012 e anos seguintes, que possa ter um impacto significativo sobre uma maior oferta de emprego. Antes pelo contrário. Onde deveria haver um ministério com genica, como na agricultura, no mar ou na economia, vejo apenas rotina, ideias tontas e falta de experiência. Onde se esperava uma politica de promoção exterior a sério, enxergo apenas burocracia diplomática à antiga, funcionários incapazes de compreender como funcionam os investidores estrangeiros e um ministro que parece oco. Onde teria que haver uma campanha de levantamento da imagem de Portugal, saem à baila uns pacóvios que só se sentem bem quando passam despercebidos ou andam a fingir que a promoção do fado é que conta. Onde o ministério das finanças, das contas e das taxas, acaba por ser quem dita a política geral.

 

Claro que o Presidente não poderia dizer isto na sua alocução. Eu posso e digo. Fica claro?

Perspectivas

 

 

Copyright V. Ângelo

 

No primeiro dia do Ano Novo, que mais se pode fazer do que desejar um feliz 2012 a todos os que têm sido fiéis a este blog?

 

O blog vai continuar em 2012. O objectivo continua a ser o de contribuir para uma visão mais ampla do quotidiano. Em simultâneo, a minha escrita procura dar perspectiva ao que vai acontecendo. É, ao mesmo tempo, um prisma e um binóculo.

 

Nada mais. Não queiram ver neste exercício mais do que a simples convicção que é importante participar na vida pública, mas sem motivos egoístas, sem ganho pessoal.

 

Um bom ano. 

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