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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Perdidos, populistas, curtinhos e atrevidos

Esta manhã, ao conduzir de casa para o aeroporto, segui um programa de rádio sobre a carta aberta que os oficiais das forças armadas estão a fazer circular. A carta sobre o mal-estar. Os ouvintes telefonavam ao programa e diziam o que lhes ia na alma.

 

Achei estranho. Primeiro, por que as opiniões expressas era, na maioria dos casos, mera ignorância atrevida, embora bem intencionada, numa ou outra intervenção. Mas sobretudo, por me parecer que um debate a sério sobre o papel dos militares na sociedade portuguesa precisa de ser tratado com serenidade e recato. Não é assunto para chamadas telefónicas ao vivo.

 

Pensei que o ministro da tutela tem sido pouco cuidadoso na maneira como tem tratado do assunto. Os média não parecem querer ficar atrás. E alimentam, deste modo, as divisões e a ignorância popular sobre uma questão que é fundamental, em termos de soberania e do nosso relacionamento com os aliados de segurança que temos. 

 

Não conheço nenhum outro país europeu onde este tipo de insensatezes esteja a ser debatido na praça pública.

 

Parece que perdemos o sentido e a importância das coisas. 

Andamos um bocado loucos

Ontem à noite, pessoa amiga disse-me que as gentes do Norte da Europa "odeiam" os do Sul. Já não era a primeira vez que me saía com essa teoria insensata. O que é extraordinário, pois o meu amigo é um dos advogados mais hábeis da praça de Lisboa.

 

Quando gente com a formação e a experiência que ele tem diz coisas dessas, ficamos melhor preparados para as barbaridades que certos políticos repetem amiúde. Por exemplo, hoje, foi dia de retirar certas declarações do Primeiro-ministro do contexto em que haviam sido proferidas, colocá-las em seguida numa perspectiva diferente, como se o homem estivesse a falar sobre os portugueses em geral, e não sobre crianças e jovens em idade escolar, e passar ao ataque. Ou sejam, criando um falso caso e depois gritando aqui d'el-rei.

 

Por falar em rei, há dias apareceram por aí uns divertidos com uma declaração a dizer que a solução dos problemas de Portugal passaria pela restauração da monarquia. É evidente que ninguém os impede de pensar assim e de se vestiram à moda dos cavaleiros andantes. Mas o que é estranho é ver a excitação da comunicação social sobre essa declaração de meia dúzia de D. Quixotes dos Tempos de Outrora

 

 

Cabeçudos

É extraordinário o barulho que se tem feito à volta da supressão da tolerância de ponto do Carnaval. O que é ainda mais surpreendente é que até as velhas raposas do partido do governo atacam a matéria. 

 

Razão? Talvez por sermos um país de cabeçudos políticos. Custa-lhes, por isso, perder a sua festa padroeira. 

Em frente, claro, que a Síria deve ser levada a sério

Os veto russos e chinês, no Conselho de Segurança da ONU, continuam a suscitar uma onda de indignação. Melhor dizendo, um tsunami. Sobretudo por que todos os outros membros do Conselho votaram a favor da moção condenatória do regime criminoso de Bashar Al-Assad. 

 

A partir de agora, as opções são claras: ou vamos continuar a negociar com os russos e os chineses, nas esperança de os convencer a mudar de opinião; ou organizamos uma coligação de países árabes e de estados ocidentais, capaz de apoiar, à revelia do Conselho de Segurança e de um modo activo, as forças de oposição. 

 

Que preferem?

 

Aos tombos

Neve, muita neve, esta manhã, quando tive que atravessar o parque central de Stavenger, a arrastar a bagagem. Mas tudo a funcionar, como seria de esperar, embora a um ritmo mais prudente.

 

Uma tarde excelente em Frankfurt, céu limpo e com um Sol tímido. Muito movimento, uma economia a carburar, uma grande preocupação com a qualidade dos serviços e o bem-estar dos passageiros.

 

Noite caótica em Bruxelas, meia dúzia de centímetros de neve, mas engarrafamentos por toda a parte, serviços manifestamente insuficientes para responder aos menos seis de temperatura e ao pó branco. 

 

Enfim, um dia muito variado. Amanhã há mais. 

Frio

A Europa está a morrer de frio. É uma vaga que atravessa o Continente, de alto a baixo. Ainda há pouco recebi uma mensagem SMS que dizia apenas: Na Grécia, menos 10!

 

Eu continuo na Noruega. O dia esteve mais frio do que ontem, mas nada de muito anormal para esta altura do ano. Não dá para fazer história. As pessoas andam, como de costume, na rua, de um lado para o outro. Penso, no entanto, em quem está em Portugal, sem aquecimento, sem meios. Aí sim, há frio a valer. Conheço muita gente que vem dos países do Norte e que diz que nunca passou tanto frio como em Portugal, no meio de um Inverno rigoroso e húmido.

 

 

Caminhadas pausadas

Tentei, por volta das 17:00 horas, disparar umas fotografias, para ficar com umas imagens da zona mais antiga e do porto de Stavanger. Mas, nessa altura, a luminosidade já está fraca e as fotos terão que ficar para uma visita que não seja no pino do Inverno.

 

Stavanger é, na Noruega, a capital do petróleo. O que fora até há vinte ou trinta anos uma localidade minúscula, perdida num fiorde, apenas importante por causa do porto de águas profundas, é hoje um centro de grande actividade económica. Os arredores cresceram e encheram-se de carros e de engarrafamentos. A cidade, para além do porto, tem os hotéis e os restaurantes que servem os trabalhadores itinerantes, o vai e vem do petróleo. E algum pessoal militar, ligado às actividades da base da Aliança Atlântica.

 

As águas do fiorde oferecem abrigo a uma série de cisnes, patos e outras aves aquáticas, que migraram, com a chegada do gelo, do lago do centro da cidade para o mar. São cerca de duzentos metros de distância, ou seja, é uma migração que não dá para grandes voos.

 

De resto, há uma certa tranquilidade por toda a parte, que as receitas do petróleo foram postas num fundo público de longo prazo, a pensar nas gerações futuras. Aqui ninguém vive à custa do futuro. Os de hoje constroem o presente e o futuro.

 

Como seria bom dizer o mesmo noutras partes da Europa. Sobretudo hoje, com a publicação dos novos dados sobre o desemprego, estatísticas que mostram que 21,3% dos jovens da UE não têm emprego. Na Grécia (47,2%) ou em Espanha (48,7%), na Itália (31,0%), em Portugal (30,8%) e na Irlanda (29,0%), os dados são assustadores. Mas não só. Em França (23,8%), na Bélgica (20,7%), na Finlândia (19,9%), um pouco por muitos sítios, o futuro dos jovens está mal encaminhado. Essa questão deverá ser, na minha opinião, a prioridade das políticas governamentais. Tal como na Noruega, é preciso pensar no futuro transformando o presente.

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