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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

A imagem ou a eficácia?

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Estou de novo de viagem. E, enquanto espero, pois viajar é esperar, interrogo-me sobre a operação que está a decorrer em Toulouse, para capturar o terrorista.

 

É importante, num caso destes, apanhar o indivíduo vivo. Ele tem muito para "contar". Será que uma operação maciça, com uma forca excepcional de polícias especiais, é a melhor solução? É certamente muito espectacular, capta muitas imagens, dá a ideia de um presidente e de um Estado fortes, mas em termos da investigação e da prevenção, levanta muitas questões.

 

Não seria preferível uma intervenção mais discreta, esperar por ele à saída de casa, na rua, quando fosse comprar fósforos ou coca cola -- de certo não bebe vinho -- e abordá-lo então, de surpresa, vivo e capaz de falar sobre a sua rede de contactos? 

 

Veremos qual vai ser o desfecho. Mas a minha previsão é que estas coisas acabam sempre aos tiros. Sem mais questões, sem que se possa perceber melhor quem está por detrás, na próxima esquina, a preparar outras. 

 

 

O futuro do Afeganistão

Numa sondagem de hoje, a que responderam especialistas em questões de segurança, gente próxima da preocupações da Aliança Atlântica, 100% dos inquiridos respondeu que estão convencidos que o governo do Afeganistão não está suficientemente preparado para assegurar a segurança do país, após a partida das forças internacionais. 

 

Um resultado destes faz reflectir. Na melhor das hipóteses, põe em evidência a necessidade de se encontrar uma solução política para a instabilidade e a insegurança do país. Mas uma solução dessas significará que terão que ser feitas muitas concessões aos sectores mais extremistas e conservadores da sociedade afegã.

 

O resultado levanta também uma outra questão fundamental: qual é a sustentabilidade de uma intervenção internacional deste tipo? Que resta, com o tempo, de um investimento da comunidade internacional, que tem tido um custo enorme em termos de vidas e de recursos?

Preocupações

Andamos, muitos de nós, um bocadinho confusos. A confusão só acarreta mais desgraças.

 

Ainda hoje, um amigo meu, homem especialmente inteligente, arguto e com boa formação académica, à qual se somam muitos anos de de prática das leis, me dizia, sem hesitações, "...que tem razão a corrente das forças armadas que vai dizendo que é preciso intervir."

 

Quando pessoas como ele pensam assim, e acham natural que os militares tomem conta das coisas, temos que nos interrogar sobre o ponto a que o país chegou. E também sobre o que o futuro nos vai trazer. 

 

 

Os patos

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Um amigo meu perguntou-me se fui ao Camboja por causa da caça aos patos no Mekong. É óbvio que a resposta só poder ser não. Este blog considera a caça uma actividade primitiva.

 

Mas que há patos, isso há. Apanhei alguns, com a máquina que havia mandado reparar. O arranjo foi um bom investimento. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bangkok

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Apesar das vias rápidas e das passagens aéreas, as avenidas de Bangkok deixam-nos parados. Nesta foto, os motociclistas e o autocarro estão a circular na faixa contrária, a do trânsito no sentido ascendente.

 

No último dia na cidade, com a hora de partida para o aeroporto a aproximar-se, fiquei preso em sucessivos engarrafamentos. Felizmente, o meu motorista era um conhecedor profundo das ruelas mais escondidas de Bangkok, dos labirintos alternativos, e um homem sem medo, capaz de penetrar qualquer fila, por mais ameaçadora que pudesse parecer. Conseguiu o milagre de percorrer os nove quilómetros que me separavam das minhas malas em cerca de trinta e poucos minutos, o que é algo de excepcional, no centro da cidade. 

 

A aglomeração tem mais de 20 milhões de residentes. É um exemplo vivo do que significa viver num mundo sobrepovoado.

 

O aeroporto internacional é outro exemplo. As massas humanas que se movimentam nas zonas do check-in, do controlo de passaportes ou nos corredores que levam às salas de embarque deixam boquiaberto quem não está habituado. A verdade, porém, é que o aeroporto funciona bem, apesar da sua dimensão descomunal e das multidões que enchem cada canto.   

Estou a ficar velho

Chego ao aeroporto de Phnom Penh, para apanhar o voo para Bankok, e o motorista recebe uma chamada do hotel onde me hospedara: fico a saber que deixei um estojo de medicamentos no quarto do hotel, a 45 minutos de distância. Que fazer? O motorista oferece-se para os ir buscar. Mas eu tenho que tenho que proceder ao despacho das malas, não posso esperar uma hora e meia, pelo ir e voltar. Responde-me que se eu aceitar que ele vá como pendura, numa moto-táxi, o tempo do trajecto será mais curto. A ida e volta custa três dólares americanos, com uma duração estimada de uma hora.

 

Disse-lhe que sim.

 

E avancei para o check-in. 

 

Quando voltou da sua expedição ao hotel, deparei-me com o problema dos dois sprays - nariz e garganta - e de como conseguir a autorização necessária para os transportar na bagagem de mão.

 

A falar é que a gente se entende. No controlo de segurança, falo com a chefe da equipa. Digo-lhe que gente com a minha idade anda sempre com uma farmácia às costas. A senhora olhou para mim, sorriu, viu que facto já tenho idade para ter juízo e respondeu-me: compreendo, não há problema!

 

Viajei com o estojo na pasta.

 

O Camboja é um país de gente muito amável. Gente, que para mais, tem um grande respeito pelas pessoas de idade avançada.

 

Fiquei sem ilusões.  

 

Novamente em Phnom Penh

Depois de três dias no interior do Camboja, na zona fronteiriça do Norte, com a Tailândia e no Centro-Leste, não muito longe da porta de entrada que leva à antiga cidade de Saigão, no Vietname, voltei hoje à tarde a Phnom Penh. A província cambojiana, nas regiões pouco visitadas pelos turistas, necessita de uma grande capacidade de adaptação, para quem vem da Europa. A comida é muito diferente, sem contar com todas as espécies de insectos passados pelas brasas e prontos a comer, acompanhados por uma cerveja com muito gelo, a única maneira, nalguns sítios, de a ter bem fria, as condições de vida são espartanas, a higiene é rudimentar. Mas as pessoas são muito acolhedoras. Ao calor ambiente junta-se o calor humano.

 

 

Com paciência, iremos lá

A minha máquina fotográfica deu o berro. De repente apercebi-me que, para um viajante por terras exóticas, a perda da câmara de produzir imagens  é uma das grandes desgraças que podem acontecer.

 

A minha primeira reação, à ocidental, depois de ter tentado todos os programas possíveis, que vêm com a máquina, foi: é preciso comprar outra. O meu guia local, reagindo como o fazem as gentes de aqui, disse-me que talvez não. Por que não tentar proceder à sua reparação?

 

Depois de muito procurar, encontrámos um jovem chinês de aqui que disse que sim, que o podia fazer. Com a sua paciência de chinês, agora entendo melhor a expressão, passou a tarde à volta da máquina. Às 17:00 horas a coisa estava concertada. 25 euros, que eu tenho cara de europeu, posso pagar mais, o preço é segundo o poder de compra do cliente e não de acordo com a complexidade do trabalho.

 

Pronto. Lá fiz mais uma centena de fotos durante o dia de hoje.

 

Sem hesitações

O meu texto desta semana na Visão:

 

http://aeiou.visao.pt/o-poder-e-a-legitimidade=f651210

 

Um texto que vem de longe, pois continuo às voltas pelo Camboja. Hoje tive a oportunidade de assistir a um espectáculo cultural que mostra bem a influência hindu numa cultura budista e animista, a que se juntam alguns traços chineses. Grandes dirigentes do passado souberam conjugar estas influências de modo a evitar conflitos de religião e étnicos.

 

O meu texto, entretanto, surge numa altura em que a crise de desagregação do projecto europeu é mais real do que nunca. Cada país está a puxar a brasa à sua sardinha e em Bruxelas estão todos ausentes em parte incerta.

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