Portugal é grande quando abre horizontes

03
Abr 12

Jantei ontem num restaurante sem pretensões mas com boa comida, na zona de Brejos de Azeitão. Quase não tinha clientes, apesar da qualidade e do preço bastante razoável.

 

Lembrei-me, então, de Angoulême, onde estive há dias. Na parte velha da cidade, uma urbe encavalitada no cimo de uma colina, com uma vista romântica sobre o rio Charente, as três ou quatro ruas à volta da praça do mercado - Les Halles - estão semeadas de restaurantes. A competição é enorme e os clientes, nesta altura do ano, à noite, são escassos.

 

O proprietário de um dos restaurantes resolveu o problema da concorrência anunciando uma "cozinha da Avó", com receitas de outrora. Colocou na montra e na sala de jantar umas roupas interiores antigas, as da "Avó", penduradas como se estivessem a secar, deu um nome estranho aos pratos, o que desperta a curiosidade de quem passa, e tem a patroa ao serviço de mesa, uma mulher com cerca de 40 anos de idade, de aspecto "pesado", vestida como se fosse a "avó", com um penteado à antiga e maneiras rurais. Assim se atraem os clientes. Sem contar que a "avó" confessa desde logo que é uma falsa avó mas que a comida é genuína. 

 

Convém, nos tempos que passam, ser original, simples, bem disposto e saber forçar o cliente a uma escolha limitada de opções, para que não haja capital empatado ou em riscos de ser desperdiçado. 

 

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 19:59

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