Portugal é grande quando abre horizontes

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Jun 12

Fico com a impressão, ao fim do primeiro dia útil, após o "empréstimo bancário" feito à Espanha, que muito está errado.

 

Primeiro, as pessoas não entendem por que razão se "empresta" aos bancos, quando são as empresas da economia real que produzem riqueza e precisam de ser salvas. Sem esquecer o endividamento dramático de muitas famílias.

 

Segundo, empresta-se aos bancos, mas quem terá a responsabilidade de pagar, quem é o fiador, é o estado, ou seja, todos os contribuintes.

 

Terceiro, surge um sabor amargo, que nos faz pensar que este "empréstimo" não irá impedir o estado espanhol de ter que pedir um plano de resgate das finanças públicas.

 

Quarto, que se isso acontecer, será uma machadada muito grave no que resta da credibilidade dos dirigentes políticos europeus.  

 

Quinto, se a Espanha entrar em derrapagem e pedir ajuda para a sua dívida soberana, a seguir virá a Itália.

 

Sexto, dar a entender que a Espanha recebe um tratamento diferente - o que não é o caso, mas o que conta é a percepção popular - coloca os outros países que estão a executar programas de ajustamento em dificuldades, políticas sobretudo.

 

Sétimo, quando Rajoy diz que tudo isto é uma vitória para a Espanha não só está a tentar enganar o povo, como também está a irritar os dirigentes dos países europeus que têm pela frente a tarefa nada fácil de tentar convencer as suas populações que a ajuda a Espanha é para o bem de toda a UE. 

 

E assim sucessivamente, até se dizer que se as coisas dão para o torto desta vez, então ...adeus Europa. 

 

Mas nem tudo são más notícias. Nadal venceu o torneio de Roland Garros...Mas cuidado com a euforia! Nadal é maiorquino, das ilhas...É verdade que seria pior para os de Madrid se Rafael fosse catalão...Mas anda lá perto...

publicado por victorangelo às 21:36

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