Portugal é grande quando abre horizontes

20
Jun 12

Estive ontem numa reunião sobre ASEAN, a Associação dos Estados da Ásia do Sudeste, uma comunidade que reúne 10 países, num total de 600 milhões de habitantes.

 

Timor é candidato a membro, mas tem encontrado a oposição de Singapura, que considera a antiga colónia portuguesa como demasiado subdesenvolvida para poder ser admitida. Curiosamente, o grande aliado de Timor é o governo de Jacarta. Assim, com o apoio explícito da Indonésia é muito provável que Timor consiga entrar para a ASEAN em breve. 

 

A UE é um grande parceiro comercial destes estados. Existem acordos privilegiados de comércio com Singapura, a Malásia e o Vietname. Outros países deverão seguir o mesmo exemplo, se Bruxelas souber jogar bem as cartas. Mas a região privilegia, acima de tudo, as relações económicas com a China, a Coreia do Sul, o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia, por razões de proximidade. A Índia é, também, um parceiro cada vez mais presente na região. 

 

Com uma taxa de crescimento económico de 8,2% em 2011 e de 7.3% (prevista) em 2012, ASEAN tem um dinamismo que faz inveja a muitos. Mas também tem muitos problemas por resolver. Certos estados membros têm um nível de desenvolvimento relativamente baixo - o Camboja e Myanmar são dois exemplos - e existem problemas de governação, transparência das contas publicas e de direitos humanos. Como existem, igualmente, algumas tensões militares, quer internas quer com a China, e problemas de pirataria no estreito de Malaca. 

 

É, no entanto, uma região que vale a pena acompanhar com atenção. A UE precisa de reconhecer a importância económica e estratégica desta região da Ásia. E deve definir uma política comum para a região. 

publicado por victorangelo às 20:03

twitter
Junho 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9


17

27


subscrever feeds
<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO