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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Homenagem ao futuro

L. nasceu hoje, no Sul de Espanha. À partida, tendo nascido numa grande cidade e filho de pais com títulos universitários e com emprego, dir-se-ia que tem um pouco mais sorte do que muitos outros. Mas, com a Espanha como está, com as autonomias e a política a puxarem o país para baixo, quem pode pensar no futuro? A única solução é a de ter esperança e não deixar de lutar. 

 

Lembro-me que há cerca de sete ou oito anos a Espanha era considerada, em inquéritos feitos junto da juventude europeia, como o país mais promissor para viver, no conjunto da UE. Mudam-se os tempos...

 

Contudo, em dias de nova vida como o de hoje, há que acreditar nas pessoas e no futuro.

 

O optimismo faz bem aos cidadãos.

Fechando o futuro

Diz-me quem sabe que o nível de desmobilização e de apatia entre os professores do quadro do ensino secundário oficial - note-se que falo destes, dos que estão lá de pedra e cal - é quase total. Deixam andar, demitem-se das suas responsabilidades.

 

A confirmar-se, estaremos perante mais um contributo de peso para a construção de um Portugal com pouco futuro. E para o agravamento das distorções sociais, pois quem pode pagar, sai para o privado de qualidade.

A má qualidade do debate público

Estive no início da semana em Espanha e a crise era o tema de conversa, um pouco por toda a parte. Lá, como cá, falta informação, as pessoas não entendem as opções tomadas. A confusão é geral. Mas falta, sobretudo, confiança em quem dirige o país. Esse é hoje o grande défice. Um défice que pode levar a grandes catástrofes políticas. A extremismos, de ambos os lados.

 

Um bispo incendiário

Logo pela manhã, um amigo enviou-me cópia das declarações do bispo das Forcas Armadas a uma televisão nacional, numa entrevista de ontem à noite. Depois vi o vídeo.

 

Achei tudo isto muito primário. O homem é um exaltado e diz coisas como se fosse um panfletário sem preparação intelectual e sem ter em conta a sua posição oficial, institucional. Dava um excelente deputado, como há muitos na Assembleia da República...

 

Digo isto, com toda a independência de quem não é do partido do governo.

 

Digo-o por achar, com muita pena, que este é mais um contributo para a falta de nível da política em Portugal. Também, por me dar pena que tanta gente com cabeça tenha considerado as declarações do bispo como algo com algum sentido. 

 

 

A cleptocracia

A Visão on line já disponibilizou o texto que escrevi para o número de Quinta-feira passada. O link é:

http://visao.sapo.pt/o-equador-do-medo=f674803

 

 

Entretanto, parece que não é desta vez que a Guiné-Equatorial vai passar a ser membro da CPLP. Tanto melhor.

 

A Guiné-Equatorial aqui há uns anos havia "namorado" a francofonia. Inscrevera o francês como "língua oficial", na chamada "Constituição " do país. O francês lá continua, agora com o português também a par. Mas, na verdade, os equato-guineenses falam um castelhano de puristas, uma espécie de idioma dos seminários do século XVIII, os mais educados, claro. Os outros falam as línguas bantos da região. 

 

Mas o problema não tem que ver com o uso do idioma português. É um problema de má governação sem regras, uma ditadura do medo ao serviço do presidente e da sua família. 

 

Na CPLP já há famílias de cleptocratas que cheguem. 

Sobre a CPLP

O meu texto na Visao desta semana ainda não está disponível no site on line da revista. Mas este link permite ver o artigo:

 

http://tinyurl.com/7l7snlm 

 

O texto é o seguinte:

 

O equador do medo

Victor Ângelo

 

 

A Coreia do Norte não formalizou, até agora, um pedido de admissão à CPLP. Nem Robert Mugabe, apesar dos vestígios de história e presença portuguesa que podemos encontrar no Zimbabwe. Mas se for decidido, na cimeira da próxima semana, em Maputo, aceitar a Guiné-Equatorial como membro da comunidade lusófona, uma decisão que está na forja, com que autoridade moral se poderá objectar a futuras candidaturas de tiranias similares?

 

Haverá um certo exagero no parágrafo precedente. Se em grande medida a ditadura sinistra e surrealista que prevalece na Guiné-Equatorial, uma antiga colónia espanhola, pode ser comparada ao que se passa na Coreia do Norte, mas sem a elegância e a sofisticação dos coreanos, já o mesmo não se poderá dizer em relação ao Zimbabwe de hoje. São ambos estados párias, face à comunidade internacional, mas o regime de Harare permite algum espaço de liberdade à oposição, o que não é o caso de Teodoro Obiang Nguema, o tenebroso ditador que está no poder desde 1979. Na Guiné-Equatorial, a oposição ou está presa na infame prisão de Playa Negra, em Malabo, onde é sistematicamente torturada e, nalguns casos, executada, ou então, encontra-se no exílio.

 

A reputação de Obiang não se baseia apenas na violação brutal dos direitos humanos da população equato-guineense. A cleptocracia, a apropriação desenfreada da riqueza nacional pela família presidencial, é a outra face do regime. Ainda recentemente, a família tinha num obscuro banco americano, que também já havia prestado serviços a Pinochet, uns depósitos que totalizavam cerca de 700 milhões de dólares. Este é apenas um exemplo, dos muitos que são conhecidos. Os rendimentos do petróleo, que se transformou nos últimos quinze anos na fonte de riqueza nacional, se fossem utilizados para o bem comum, teriam permitido tirar da pobreza os cerca de 700 mil habitantes do país. A realidade é outra. As taxas de mortalidade infantil e maternal, dois dos indicadores que maior correlação têm com as condições de vida das famílias, são dos mais elevados do mundo. As estatísticas oficiais escondem a verdade, com números fabricados. Por falar em dados falsificados e propaganda do tipo orwelliano, o sítio oficial do regime na internet afirma, na sua página de abertura, que o índice dos direitos humanos do país é comparável ao da Espanha e superior ao dos Estados Unidos. Isto numa terra onde até o primeiro-ministro treme de medo, cada vez que o nome do presidente lhe vem à cabeça.

 

É este ditador que os dirigentes da CPLP se preparam para integrar na lusofonia. Há quem diga, com ironia, que com Obiang à volta da mesa, Eduardo dos Santos fará figura de santo. É verdade que Angola lidera a pressão para que a Guiné-Equatorial seja admitida. São Tomé e Príncipe, por motivos de vizinhança, também está particularmente interessada. Não se entende contudo por que razão seria necessário ter a Guiné-Equatorial como membro a parte inteira da CPLP, para que Angola e São Tomé pudessem aprofundar as suas relações bilaterais com esse país.

 

A admissão não contribuirá, em nada, para a transformação democrática e para acabar com a pilhagem dos recursos públicos da Guiné-Equatorial. De facto, só a acção combinada dos Estados Unidos, da França e da Espanha, os parceiros mais importantes do país, poderá pôr fim a uma tragédia de várias décadas de governação pelo terror. Se for avante, a adesão poderá, isso sim, ser um golpe fatal na pouca credibilidade que a CPLP ainda consegue manter viva. 

 


Pouca vida

Olho para o Tejo e vejo o rio sem movimento, sem barcos a entrar e a sair. É um excelente indicador de uma economia sem genica, pequena. Noutros países, uma porta de entrada como é o rio Tejo estaria num constante vaivém.

 

Com pouca economia temos uma casa em que não há pão e com todos a ralhar... 

Cortar a relva

A credibilidade pública dos membros do governo é uma questão essencial, que é preciso salvaguardar acima de tudo, sobretudo em alturas de crise e de reformas profundas. Quando a credibilidade é posta em dúvida, como no caso muito sério de Relvas, é fundamental agir sem hesitações e cortar o mal pela raiz. 

 

Se isso não for feito, a omissão é um erro muito sério.

Em Palencia

Fim de dia em Palencia, no nordeste da Espanha. A conversa é sobre as condições impostas pela UE relativas ao apoio ao sistema bancário do país. Apesar da retórica e das fanfarronices de Mariano Rajoy, a verdade é que se tratam de medidas de fundo e sob a supervisão apertada das instituições europeias. 

 

Vou ver com mais cuidado. Entretanto, as notícias vindas da Alemanha, pela manhã, não são animadoras. A corrente de opinião desfavorável à Europa do Sul é cada vez maior e ganha cada dia mais preconceitos.

 

 

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