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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

À vossa saúde

Estou hoje em Cognac, terra célebre e antiga. Interessante tentar entender como umas aguardentes transformaram a região e enriqueceram muita gente. 

 

Afinal, os ingredientes são simples: qualidade e promoção inteligente do produto. Qualidade, classe, prestígio, saber fazer e saber vender.

A nossa cegueira colectiva

Habituámo-nos a não ver o que nos entra pelos olhos dentro. 

 

As notas dos alunos do secundário, em disciplinas tão fundamentais como a língua portuguesa e a matemática, são um exemplo disso. As médias mostram claramente que, em Portugal, o ensino não funciona, nem os pais se preocupam, que as novas gerações não estão devidamente preparadas em áreas do saber que são fundamentais, que estamos a construir um país de gente incapaz de competir na sociedade global. Mas ninguém quer ver isso. Achamos normal. Somos um povo que deixa andar.

 

Como também não queremos ver que o péssimo funcionamento do sistema público de educação é o maior contributo para as desigualdades sociais de amanhã. Os filhos de quem ainda tem dinheiro frequentam escolas privadas de qualidade. Os outros, andam por aí, a arrastar as botas em estabelecimentos que não funcionam. Assim se constrói uma sociedade desigual. Assim se acumulam os problemas sociais.

 

Contudo, parece que não queremos ver...

Cabo Verde

Ontem estive na festa de aniversário da independência de Cabo Verde. A residência da embaixadora em Bruxelas foi o ponto de encontro de naturais do país, mais gente vinda de outros PALOPs e de amigos europeus de Cabo Verde. Foi um prazer ver a pintura e a música das ilhas no centro das celebrações, assim como a culinária típica do país. Mas, acima de tudo, foi muito motivante ver gente que acredita no futuro da sua terra.

 

Cabo Verde é actualmente um destino forte para o turismo proveniente do BENELUX. Sobretudo a Ilha de Boavista. É possível voar directamente de Bruxelas e do Luxemburgo para a Boavista, sem maçadas burocráticas nem problemas de ligação. Um descanso turístico. 

 

A determinada altura dei comigo a pensar que se Cabo Verde não tivesse optado pela independência há 37 anos, hoje, nós, os depressivos que somos portugueses, poderíamos declarar-nos todos Cabo-verdianos e sentir-nos mais animados. Que bem estamos a precisar de uma boa dose de esperança.  

Os amigos dos bancos privados

O governo britânico é um grande amigo dos bancos ingleses. Não existe, na UE, uma administração que tenha gasto tanto dinheiro dos contribuintes como a de Sua Majestade.

 

Embora seja difícil de ter uma ideia clara dos números, a verdade é que o dinheiro dos contribuintes britânicos tem sido generosamente utilizado para salvar os bancos do país. Desde 2008, pelo menos 82,9 mil milhões de Euros foram despendidos pelo governo em diversas intervenções de recapitalização dos bancos privados da Grã-Bretanha. 

 

Por outro lado, a impressão de moeda pelo Banco da Inglaterra -- 50 mil milhões de libras há três dias, a terceira vez em dois anos -- tem beneficiado acima de tudo o sistema bancário privado. 

A austeridade e a produtividade

Vi hoje o vídeo do último "Prós e Contras", que esta semana debateu a austeridade e a Europa. Mesmo sem concordar com muito do que aí se diz, creio que vale a pena ver este vídeo, que está disponível no sítio da RTP. 

 

Um aparte, no entanto: enquanto via a gravação, pensei como é possível que a televisão oficial de Portugal transmita estes programas a horas tão tardias? Começar um programa de uma hora e meia às onze da noite é dar mais um argumento a quem diz que os portugueses dormem tarde e a más horas, e que isso se reflecte na produtividade do trabalho, no dia seguinte.

 

Ou não será? 

O homem tem que sair

Há algum tempo que não escrevo sobre a realidade portuguesa, mas hoje quero dizer, de modo bem claro, que Relvas perdeu o pouco de credibilidade que lhe restava. A sua continuação como ministro é um erro que vai pesar forte na apreciação política que se deve fazer do primeiro-ministro. 

 

Em matéria de governação, erros deste tipo, quando são finalmente reconhecidos por quem tem o dever de agir, acabam por ser amargos de boca duradoiros. 

Nas estradas da economia

De Berlim a Bruxelas, um pouco mais de 750 quilómetros, com milhares de pesos pesados de mercadorias nas auto-estradas, nas áreas de repouso, um pouco por toda a parte. É um espectáculo impressionante. Foi o meu dia de hoje. 

 

Aqui se vê a vitalidade da economia alemã, acima de tudo, mas também a riqueza das relações económicas nesta parte da Europa. 

 

Curiosamente, os camiões de matrícula portuguesa só começam a aparecer mais a Sul, sobretudo nas estradas belgas. 

 

Sem riscos, tudo muito descontraído

Continuo em Charllotenburg, que é um bairro desafogado de Berlim. Fui jantar, há momentos, num restaurante italiano, que serve os seniores endinheirados da zona. Quatro ou cinco italianos, a falar meio alemão, meio a língua deles, tudo muito "relaxe", tomam conta do estabelecimento.

 

Como a minha mesa era composta por gente vinda de fora, não houve factura, a conta foi feita à mão, numa folhita de papel, nada de impostos ou IVA, tudo muito à vontade, a três quilómetros do gabinete de Angela Merkel.

 

Fiquei a pensar que afinal Berlim não fica muito longe de Atenas, Palermo ou Trancoso...  

Notas sobre Berlim

Comparada com as outras aglomerações importantes, Berlim é sobretudo uma cidade que vive do turismo e de congressos. A administração central do estado pesa pouco na economia da cidade e as indústrias e os serviços financeiros estão noutras partes da Alemanha.

 

O preço da habitação continua a ser muito mais acessível do que noutras capitais da Europa Ocidental.

 

É, por isso, uma urbe com um desemprego jovem relativamente elevado e com muita gente a ganhar salários baixos, nalguns casos, não mais do que 400 ou 500 euros, o que obriga quem se encontra nessa situação a fazer muitas horas extras ou a ter dois empregos, coisa que é mais frequente do que o que se pensa.

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