Portugal é grande quando abre horizontes

25
Set 12

A situação em Espanha continua a piorar, quer na frente política quer na económica. E a causar grande preocupação, no país e no resto da Europa. O nacionalismo catalão está a ser a gota de água que poderá fazer fazer transvazar o copo. 

 

A Itália vem logo a seguir, mais perto do que muitos pensam. Ontem, houve notícias pouco animadoras. Os juros da dívida pública chegarão aos 89 mil milhões de euros em 2013, um montante que assusta os mais ousados. Sem contar com o reembolso do principal e as outras necessidades de financiamento público para o próximo ano. Quanto a reformas, pouco ou nada, que o sistema político está paralisado.

 

E a França continua num plano inclinado. No sentido errado, claro. O presidente e o governo não parecem estar à altura dos desafios. 

 

Entretanto, os jornais da Bélgica dizem-nos que cada dia que passa vê chegar mais franceses "ricos" a Bruxelas, como "exilados de fortuna". Em média, vendem-se seis novas casa por dia, neste momento, a famílias francesas que procuram "refúgio" em Bruxelas. Todas as vendas em patamares superiores a 500 000 euros. 

 

Em Portugal, por seu turno, é o que se sabe. Ontem, foi a câmara municipal de Évora - uma administração com cerca de 900 funcionários num concelho que não tem 50 000 habitantes - a dizer que está confrontada com mais de 30 milhões de dívidas a curto prazo, sem ter dinheiro para as pagar. É apenas um exemplo.

 

A nossa economia não só não arranca como se está a contrair rapidamente. Não há investimento. O país deixou de ser atractivo para os investidores de longo prazo, os que criam empresas, postos de trabalho e riqueza. Não é um problema de salários, como por aí se diz, nem uma questão de rigidez do mercado de emprego. É pura e simplesmente porque certas instituições do estado não funcionam como deveriam, como a justiça, e também por se prever uma séria degradação do clima social, da ordem pública e da segurança interna, bem como do poder de compra, sem esquecer a imprevisibilidade do sistema fiscal e as complicações burocráticas sem sentido. É a espiral da falência, em que uma coisa arrasta a outra. Ninguém investe num país que perde. 

 

Estamos num estado em risco de derrocada, creio que não haverá dúvidas.

 

Nestas circunstâncias, que fazer?

publicado por victorangelo às 18:22

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