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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Andamos muito nervosos

Ao ler o ataque cego de M M Carrilho ao primeiro-ministro, ataque que se junta a outros ditos e escritos incendiários do género, tudo sem qualquer argumentação para além da raiva e da política da cacetada, a atirar a autoridade institucional por água abaixo, eu, que até achei que o primeiro-ministro não soube tratar da questão da TSU e da sensibilidade dos portugueses com o cuidado devido, fiquei a pensar que com gente assim não vamos a parte alguma. Sem esquecer de acrescentar que os jornais dão espaço a estes primários intelectuais como se eles fossem os Aristóteles ou os Marx dos tempos modernos. De facto, andamos todos um bocadinho loucos ou com os nervos à flor da pele.

 

O país precisa de renovar as suas elites, não tenho dúvida. E de pensar com mais profundidade sobre o presente e o futuro. Caso contrário, voltamos à instabilidade das bengaladas, que caracterizou o fim da monarquia e a primeira república. E todos sabemos onde isso pode levar.

Os quentes e frios

Alguém me perguntava hoje por que não escrevo sobre a situação política actual em Portugal. Será por estar presentemente no outro extremo da Europa, palpitava? 

 

Disse que não. Este blog, que tem uma predisposição para tratar de assuntos internacionais, não se priva de falar de Portugal. Mas só o faz quando  eu o considero apropriado. Ora, neste momento, o que não tem faltado no nosso país é gente a falar demais. Sem, no entanto, que haja diálogo, ideias transformadoras, espírito positivo Parece uma corrida ao protagonismo, para uns, um exercício de revanchismo, para outros, e um sprint para o desastre, por parte de quem tem a responsabilidade de ter siso.

 

Ninguém responde, no entanto, às grandes questões que levaram o povo à rua.

 

As televisões são quem tem ganho com tudo isto. A porrada entre os políticos faz aumentar as audiências. 

 

Nestas circunstâncias, é melhor deixar passar mais uns dias. O tempo é bom conselheiro. 

Espanha, a pensar em Portugal também

O texto que publiquei quinta-feira na revista Visão está agora disponível on-line:

 

http://visao.sapo.pt/a-encruzilhada-espanhola=f685850

 

Convido à sua leitura.

 

Entretanto, a confusão à volta da Espanha chegou hoje a um novo patamar. Os Alemães dizem que Madrid não precisará de ajuda, os Franceses querem que Rajoy peça o resgate o mais rapidamente possível. 

 

Numa discussão que tive sobre a Espanha, esta manhã, um alto responsável de Madrid dizia-me que na Catalunha os Mozos de Esquadra, que é o equivalente da Guardia Civil na região, ganham quase duas vezes mais do que os seus colegas da Guardia, no resto de Espanha. Com autonomias assim, não haverá resgate que chegue...

 

 

 

Domingo cinzento

Hoje li a entrevista de um miúdo que se diz membro do Secretariado Nacional do PS e que nos garante que o seu partido está pronto para governar. Creio que ele ainda não entendeu o que se passa no país. Estamos metidos até ao nariz numa crise nacional profunda. Mais do mesmo que nos trouxe à situação actual não é solução. E o miúdo não convence ninguém, creio eu. É apenas a conversa habitual, que não nos faz esquecer os enredos e amiguismos recentes.

 

Também li no Público, santa paciência, um texto de uma senhora que agora é conselheira em Bruxelas - pergunto a mim mesmo o que será que ela aconselha, deve ser mais uma apologista das vantagens do ar fresco - e que foi ministra no tempo de Guterres. Afirma, no seu escrito, que há outra alternativa. Só que ao ler a prosa da Maria João fica-se com a impressão que tudo o que escreve é muito teórico, muito condicional, sujeito a medidas que ainda estão por definir por quem manda na União, e nada tem que ver com saídas concretas para a crise nacional actual. 

 

De facto, se a alternativa ao poder actual é essa, estamos perdidos. 

A fronteira do Guadiana

Assim começa o meu texto desta semana na revista Visão:

 

"Estive recentemente em Juromenha, na fronteira do Alentejo com a Estremadura espanhola. No limite do concelho do Alandroal, na margem direita do Guadiana, Juromenha foi praça-forte na história de Portugal. Hoje, o castelo está em ruínas e aberto aos vândalos. Mas continua a oferecer horizontes amplos. Do nosso lado, temos campos secos, entregues ao desleixo. É um Alentejo meio abandonado, parado no tempo, com uma economia rudimentar, propriedades que nalguns casos são meros recreios de gente rica da capital. Do lado de Espanha, o contraste não pode ser maior. Quando a vista atravessa o rio, regalamos os olhos com uma agricultura moderna, terras ricas, bem tratadas, que constituem a planície de Olivença. E que nos lembram que a Espanha se transformou, nos últimos anos, na horta e no pomar da Europa, com a qual mantém uma balança comercial positiva. As exportações espanholas representam 50% do PIB nacional e o seu crescimento acelerado revela o dinamismo de certos sectores da economia vizinha."

 

Infelizmente, por razoes que me escapam, o texto on-line ainda não está disponível. 

 

Mas pareceu-me importante partilhar este parágrafo aqui. Olhar para a esquerda e para a direita do Guadiana faz pensar.

Lá fora

Há dias um oficial superior das forças armadas francesas dizia-me que o seu governo vai reduzir as promoções no próximo ano em cerca de 30%. Confessava, também, que existe um profundo mal-estar no seio da instituição, em França. E acrescentava que os militares estão novamente muito politizados, desta vez contra o governo. 

 

Assentar os pés na terra e pensar no mar

Continuo a ouvir, mesmo estando do outro da Europa, vozes que dizem que não há espaço para mais austeridade. Que não há folga. Como já P. Portas, entre outros, o havia dito, algumas semanas passadas. Deve estar, aliás, bem arrependido de o ter afirmado.  Entretanto, a realidade anunciada pelo ministro das Finanças e a sua equipa é outra. Vai desmentindo os que dizem que mais sacrifícios não são possíveis. O governo continua a apertar. E há mais na forja, com o anunciado despedimento de funcionários públicos com contratos a prazo. Ou, com os novos escalões do IRS. E assim por diante.

 

E ninguém explica o porquê de tudo isto.

 

Se a economia não der a volta, que futuro teremos pela frente? E que estamos a fazer para que dê a volta?

 

Entretanto, falam-me do futuro como estando no mar e de um Portugal virado para os recursos marítimos. Ontem, alguém de fora, perguntava-me, com ironia, qual mar? Um recurso que não se controla é um recurso perdido, era o que queria dizer. Se a marinha não está em condições, por falta de meios, de patrulhar o mar, a plataforma continental ficando entrega aos bichos, que ilusão é essa de pensar que o mar é nosso? 

 

Creio que é preciso pensar nestas coisas muito a sério.

 

E já agora, se o mar e a costa portuguesa ficarem sem policiamento, sem vigilância, outros irão ocupar o vazio...Quem?

Horizontes

A crise fecha-nos os horizontes. Ora, sem uma visão ampla das possibilidades não há saída. Não podemos deixar que nos limitem as vistas e nos cerceiem as opções. 

 

Entretanto, foi uma boa notícia saber que a decisão do Tribunal Constitucional alemão é favorável ao mecanismo europeu de apoio financeiro. 

 

Mas as más notícias continuam a predominar. A enorme manifestação na Catalunha pela independência é uma demonstração massiva contra a solidariedade entre as regiões de Espanha. O valor da solidariedade está a ser atacado em todas as frentes, por essa Europa fora.  As eleições de hoje na Holanda poderão ser um outro sinal no mesmo sentido. Veremos.

Momento grave

Seria um erro subestimar a crise política actual. É certamente a mais grave de que há memória. 

 

Também estaria errado não querer ver que o que está a ser posto em causa é o funcionamento das instituições, a confiança no sistema político, o consenso colectivo.

 

Tudo isto a acrescentar ao desespero de muitas famílias.

 

E à loucura de muitos que por aí andam.  A que se junta a demagogia de outros. Mais a irresponsabilidade, muito flagrante ao nível de quem tem acesso à comunicação social. 

 

Perante isto, aparece cada vez mais gente a perguntar se o modelo político actual ainda é viável. É, em democracia, um pergunta legítima. 

 

 

 

 

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