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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Burrices com piada

Falei há pouco com a directora do Público sobre o pretenso "coordenador de um observatório" do PNUD. Disse-lhe que esta historieta era, desde o princípio, desde que apareceu no Expresso há oito dias, que foi quando soube dela pela primeira vez, absurda e inacreditável. E lamentei não ter tido tempo para tratar dela antes, por ter estado muito ocupado com outros afazeres, fora e longe do país. Mas se me tivessem perguntado logo na altura o que pensava sobre o assunto, ter-se-ia evitado o embaraço em que alguns órgãos da comunicação social se encontram actualmente.

 

Quem poderia ter acreditado que a ONU --ou o PNUD, mais especificamente -- decidira criar uma unidade especial para seguir a situação de Portugal e da Europa do Sul? Essa região está inteiramente fora das preocupações centrais do sistema onusiano. Ainda não somos uma ameaça para a paz e a segurança internacionais...Por muito burros que alguns jornalistas possam ser, claro...

 

 

Tempo de abrir as gavetas

Quando a escrita é independente e não procura benefícios próprios, o desafio passa a ser o de escrever coisas inteligentes e pertinentes. E ir para além da crítica, do jocoso e do ligeiro, como tão frequentemente é o caso nestes dias. O país precisa de quem nos ajude a pensar de modo positivo, de ideias e de narrativas que despertem o que de bom existe em nós. Precisamos de imaginar o futuro, para depois o podermos construir.

 

Infelizmente, assiste-se a uma produção de frases e de pensamentos que são destrutivos, negativos e que não vão além do comentário mordaz. Portugal vive, neste momento, uma crise de confiança em si próprio, a que se acrescenta uma crise institucional, um governo fraco, grandemente impopular, e uma opinião pública que deixou de acreditar nos dirigentes.

 

Falava deste assunto recentemente com alguém de um grande diário nacional. E da necessidade de mudar, de trazer para a frente toda uma nova série de colunistas e fazedores de opinião mais frescos, arejados, capazes de sair do incesto de ideias negras em que andamos enredados. Disse-me que não havia, nem mesmo no seu jornal, coragem para tocar nos interesses estabelecidos. Sabia perfeitamente que vários dos que regularmente lá escrevem já não têm nada de novo para acrescentar. Continuarão, no entanto, a ter o seu espaço reservado, porque mudar as coisas exige uma capacidade de assumir responsabilidades que nem lá nem noutros sítios existe.

 

E assim fica tudo na mesma.  

 

E quando surge algo que poderia ter algum potencial vai de imediato para a gaveta. 

Com as Festas à porta

Chegámos ao período das boas festas, com muitos leitores mais preocupados com os votos de Natal e de Ano Novo do que com as complicações do quotidiano.

 

Ainda bem que assim é, que estes tempos de alívio ocupam agora o espaço das nossas atenções.

 

Nestas circunstâncias, para quê estar a falar das desgraças da incompetência dominante, quando, por outro lado, ao telefonar a um dos meus amigos o apanhei, mais a família, na Serra da Estrela, feliz e contente por ver que, apesar da crise, o hotel estava cheio e esgotado. 

Não estou a perceber este filme

A notícia dos meios de comunicação social de hoje à tarde sobre a decisão do governo de não aprovar a venda da TAP ao único interessado não faz sentido. O Conselho de Ministros não pode ter chumbado o negócio por uma questão técnica, como a falta de uma garantia bancária. Estes assuntos seguem um processo estrito, que os técnicos normalmente respeitam. A minha experiência diz-me que estas coisas são de tal modo sérias que só sobem à reunião do Conselho se o dossier estiver completo. Não posso acreditar que a comissão que preparou a pasta a tenha enviado para decisão sem que a papelada estivesse toda tratada. O papel do Conselho de Ministros é, então, o de tomar uma posição política final sobre a matéria. Deve ter havido outra razão. 

Um certo jeito para dar tiros nos pés

É um erro grave estar a introduzir mais confusão e aumentar a desmotivação existente nos serviços nacionais de polícia, como agora acontece, à volta de um conceito de segurança interna que se baseia numa visão arcaica e ineficiente da arquitectura institucional a adoptar. 

Cosméticas

O estranho – estranho por ser divulgado pelo Governo às pinguinhas, conforme os interesses do dia e os arranjinhos com os jornais - projecto de Conceito Estratégico de Segurança Nacional, elaborado por um conjunto de personalidades pouco ou nada representativas das forças de segurança interna, é incorrecto ou tímido no que diz respeito às funções da GNR e da PSP. Defende um modelo dual que claramente não funciona e que deveria ser discutido, dissecado e revisto, nomeadamente à luz das práticas adoptadas noutros países europeus e no quadro das nossas realidades orçamentais.

 

Também não responde a uma questão de base: Para que serve, a que ameaças responde uma força de segurança militarizada? Dizer que serve para combater o terrorismo e a criminalidade violenta não é resposta, pois quer a PSP quer a GNR têm hoje condições para o fazer. Deveriam, isso sim, amalgamar as suas capacidades, nesta e noutras áreas. 

 

O projecto de Conceito ignora, por outro lado, todos os outros serviços de polícia existentes no país - SEF, ASAE, PJ, Polícia Marítima, etc. - , uma proliferação que deveria ser examinada com cuidado.

 

De qualquer modo, segundo penso, de pouco serve andar a discutir isto numa altura em que o poder político não tem um mínimo de condições de aceitação para poder levar avante uma qualquer reforma que faça sentido no sector da segurança. 

 

Na verdade, o debate sobre a segurança e a defesa nacional continua por fazer, o borrão de Conceito é apenas um background paper, um documento de trabalho, longe de ser um documento de estratégia e a reestruturação do sector não será senão cosmética, receio. 

As cores da política

Alguém que me perguntava, de certo modo intrigado, onde me situo, no esbatimento político que define a nossa vida partidária.

 

Que pode uma pessoa livre como eu responder?

 

Falar em independência não é credível. Digo, então, que entre os tons pastel e as cores vivas, tudo depende dos temas. Sem compromissos, claro.

O Egipto e nós

O que se passa actualmente no Egipto, à volta do projecto de Constituição e dos direitos das minorias, da igualdade entre os homens e as mulheres e dos atentados à liberdade de participação na vida pública das ONGs, é preocupante.

 

 Convém dizer ao Presidente Mohamed Morsi, diplomaticamente mas com firmeza e sem ambiguidades, que o futuro da paz e da democracia no seu país não estará garantido enquanto estas questões não forem resolvidas.

 

E terão que ser resolvidas tendo em conta os princípios aceites pelas Nações Unidas e que se encontram gravados nas convenções internacionais.

 

A liderança egípcia e a Europa não podem deixar o país cair no caos.

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