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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Mulheres árabes

Passei o dia no Centro Ismaelita de Lisboa, um edifício construído de raiz, num estilo islâmico moderno, magnífico, mas onde, nesta altura do ano, faz um frio de rachar. Os delegados vindos dos países árabes e os participantes vindos do Norte da Europa, gelavam pelos cantos das grandes salas e corredores. Assim é Portugal no Inverno.

 

Era o primeiro dia do encontro anual do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, desta vez com o objectivo de tentar fazer um balanço das Primaveras Árabes. Algumas dessas “Primaveras” mais se parecem com as salas do Centro, estão a atravessar um “Inverno” rigoroso. Sobretudo quando se trata dos direitos das mulheres. Um pouco por toda a parte, a Sul do Mediterrâneo, de Marrocos ao Egipto, esses direitos estão a ser cerceados. Este é um dos desafios que não pode ser ignorado.

 

Só que alguém disse que a UE não está a ajudar. Uma delegação europeia de alto nível, que esteve recentemente na Tunísia, colocou em cima da mesa várias condições políticas. Nenhuma delas se relacionava com a defesa dos direitos das mulheres tunisinas. 

De meter dó

Ontem fui jantar às docas de Alcântara. Os restaurantes estavam vazios. Todos. E não havia ninguém a passear no cais. Os arrumadores estavam desesperados. Só a noite estava amena. 

 

Antes, havia lido e seguido o congresso do PCP. Toda aquela conversa com chavões que nada significam, uma linguagem que não mobiliza ninguém para além dos convertidos, o discurso sobre um governo "alternativo" sem o PS e BE, um choramingar sobre a queda dos regimes da Europa do Leste, que eram contra a natureza humana, e que levaram um lindo enterro, e pensei, isto é gente boa mas fora do seu tempo, presa a um passado que já não existe, a sonhar com o fracasso do que já foi à falência, que pena.

 

Para um Primeiro de Dezembro, que é um dia dos saudosistas e dos absurdos de outrora, foi uma viagem ao mundo das ilusões, genuínas, mas sem sentido.

 

E disse, Viva o Futuro!

Lembrar o Senegal

O taxista que me levou ao aeroporto, em Bruxelas, tem as suas raízes no centro do Senegal, numa cidade – Kaolack - de uma região árida, a meio caminho entre Dakar e Banjul, na Gâmbia.

 

Passei muitas vezes por Kaolack, mas não me lembro de alguma vez ter parado e saído do carro: quem quer visitar uma terra de pó e de cabras, um centro urbano perdido no meio de um descampado inóspito, uma cidade atacada por todos os lados pela pobreza e a desertificação?

 

Hoje, disse-me, a situação está ainda pior. Há mais areia e menos esperança. Como em muitos outros sítios do Sahel. As famílias vivem das remessas que os seus filhos lhes enviam do estrangeiro, que há senegaleses emigrados em todos os cantos do mundo.

 

No caso do meu taxista, 390 euros seguem mensalmente em direcção a Kaolack. Os seus irmãos e outros parentes mais chegados enviam também a sua parte. O destinatário é a irmã mais velha, que ficou e substitui, como chefe da família, a mãe de todos, entretanto falecida. A irmã funciona como o centro de uma família alargada, várias gerações que ficaram para trás. Recebe um total de 2400 euros de remessas mensais e com esse dinheiro cuida e faz viver e estudar mais ou menos sessenta membros da família. A sua casa de Kaolack é como uma aldeia dentro da cidade, onde mora tudo menos o futuro.  

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