Portugal é grande quando abre horizontes

31
Jan 13

Dizia-me esta tarde um observador atento e objectivo da realidade intelectual portuguesa, um dos poucos que olha para nós, os portugueses, sem lirismos nem saudosismos:


"... A intelectualidade indígena sempre teve demasiadas certezas sobre tudo e pouquíssimas dúvidas sobre o que quer que seja – além de estar sempre pronta a fazer grandes diagnósticos globais e a responsabilizar terceiros…"


Bem resumido, diria eu. 

publicado por victorangelo às 20:39

Na Visão de hoje, António Mega Ferreira, que é considerado um grande pensador contemporâneo, ilustra a barbaridade do simplismo intelectual português de hoje. À pergunta sobre a Europa, "onde certas elites falam nos "preguiçosos do Sul" face "aos competentes do Norte", questão sugerida pelo jornalista, o brilhante responde assim, com este tipo de absurdidades:

 

"A raiz histórica está mais atrás, no luteranismo. O ódio do Norte ao Sul vem da inveja. Eles não suportam o nosso sol, a boa comida, certa moderação nos costumes, na maneira de viver e de trabalhar. Os povos do Norte foram sempre organizados, como queria Lutero - um bandido do pior. "

 

E vai por aí fora.

 

Com um nível de reflexão deste género e desta "profundidade", um país como o nosso não precisa de inimigos exteriores. Basta-lhe as "elites" nacionais que por aí andam a definir a linha de pensar. 

 

É de ficar muito preocupado. 

publicado por victorangelo às 15:45

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