Portugal é grande quando abre horizontes

11
Fev 13

Existe em Portugal um sentimento que a situação de segurança das pessoas e dos seus bens se deteriorou acentuadamente nos últimos dois anos, para falar em números redondos. Estarão a ocorrer mais incidentes e o grau de violência parece ser muito maior. Uma leitura atenta dos principais jornais nacionais parece confirmar, de modo empírico, claro, esta percepção.

 

E agora começam a aparecer editoriais e artigos de opinião a dar projecção ao assunto e a tocar a rebate.

 

Perante isto, dir-se-ia ser altura de discutir esta problemática a sério. Não nos podemos esquecer, nesta fase em que se fala tanto e tão ligeiramente, da reforma das funções do Estado, que uma das funções mais primordiais do Estado é precisamente a de garantir a segurança e a protecção dos cidadãos, da sua propriedade e evitar que o medo se instale. Se esta razão de ser falhar estaremos a abrir as portas à derrocada da democracia.

 

Será que a importância destas coisas é difícil de entender? 

publicado por victorangelo às 21:14

10
Fev 13

Tenho muitas dúvidas sobre a maneira como as estatísticas sobre a criminalidade e os incidentes de segurança são coligidas em Portugal. Receio que a dispersão das forças policiais, que nos caracteriza, se traduza numa situação em que os dados recolhidos por cada entidade se mantêm dispersos, acabando por não ser integrados numa base única e coerente.

 

Estarei enganado? 

publicado por victorangelo às 21:02

09
Fev 13

O orçamento europeu ontem aprovado, com enormes cortes, pela cimeira de chefes de Estado e de governo fora preparado pela Comissão Europeia em 2011, há cerca de dois anos. Ou seja, a Europa de 2014 a 2020 vai ser guiada por um documento concebido no início da década. Boa sorte, como diria o outro, que isto de planificar a longo prazo e com tal nível de pormenor é mais uma questão de bola de cristal do que de clarividência política.  

publicado por victorangelo às 17:43

08
Fev 13

Três reacções a quente sobre o novo orçamento europeu para o período 2014-2020, agora aprovado pelo Conselho Europeu – mas ainda por aprovar pelo Parlamento Europeu, o que não se anuncia como sendo favas contadas.

 

Primeira. Numa altura é que seria preciso “mais Europa”, o orçamento europeu diminui. Será mais com menos? Em vez de 1 045 mil milhões, o limite máximo de despesas efectivas, para o período em causa, não deverá ultrapassar os 908,4 mil milhões. Isto é, de facto, uma quebra importante, num período de sete anos de incertezas, que é a característica mais marcante do tempo que se anuncia.

 

Segunda. Como eu previra no meu texto da Visão da semana passada sobre Cameron, o primeiro-ministro britânico vai causar muita mossa ao projecto europeu. E vai servir de porta-estandarte de outros. Este Conselho foi a primeira confirmação da minha previsão. Cameron precisa de mostrar uma atitude firme perante Bruxelas, por razões internas, e isso é aproveitado por outros chefes de governo da União, que apanham a boleia britânica. Caso contrário, não teriam coragem para o fazer por sua própria iniciativa.

 

Terceira. É uma estupidez incompreensível aprovar orçamentos para períodos tão longos. Sete anos! Quem poderá dizer onde estará a Europa dentro de três ou quatro anos? Sete é uma eternidade, numa altura em que tudo muda muito rapidamente. 

publicado por victorangelo às 21:10

O meu texto sobre a Síria está agora disponível no site da Visão.

 

http://visao.sapo.pt/a-voragem-siria=f711258

 

Este é um extracto do texto:

 

Nestas condições, o único passo viável, embora muito difícil, passa pela pressão política sem ambiguidades dos parceiros externos sobre as partes beligerantes. É preciso forçá-las a aceitar um cessar-fogo. Depois, devem discutir, sem condições prévias, a trajectória e os contornos da transição política. Para que isto aconteça, os principais dirigentes mundiais, sobretudo os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, têm que se empenhar directa e pessoalmente na questão. Dariam, ao mesmo tempo, um excelente exemplo de liderança.


Quando a frustração é grande, a ambição tem que ser desmesurada. 

publicado por victorangelo às 20:45

07
Fev 13

O meu texto na revista Visão que hoje foi posta à venda é sobre o que se passa na Síria. 

 

Pode ser visto, para já, neste link:

 

bit.ly/11OqV4K

 

Boa leitura.

publicado por victorangelo às 20:54

Escrevo, desde o início do ano, um texto diário no meu blog em língua inglesa.

 

O sítio desse blog é o seguinte:

 

http://victorangeloviews.blogspot.com

 

 

publicado por victorangelo às 20:48

06
Fev 13

Foram hoje conhecidos os resultados da mais recente sondagem sobre a vida política espanhola, realizada pelo prestigiado Centro de Investigaciones Sociológicas de Madrid. No que respeita a Mariano Rajoy, 82% dos inquiridos afirma ter muito pouca ou nenhuma confiança nele. Ora, o inquérito foi feito antes de ser conhecido o escândalo financeiro que o implica, justificadamente ou não, isso ainda não se sabe. Qual seria o valor hoje?

 

Alfredo Pérez Rubalcaba, líder do PSOE e da Oposição, aparece com um resultado ainda pior: 88% de gente sem ou com muito pouco confiança na sua pessoa.

 

São valores que não nos podem deixar indiferentes. Mostram uma situação que não é exclusiva de Espanha. Por aqui, não se anda muito longe deste tipo de falta de credibilidade. A classe política tradicional é chão que já deu uvas.

 

Onde nos leva tudo isto: à renovação das elites ou ao aparecimento de demagogos? Francamente, gostaria de acreditar que a resposta estaria na primeira destas duas hipóteses. Ficaria mais tranquilo. 

publicado por victorangelo às 21:38

Isto foi o que um dos participantes reteve do que eu disse na Conferência sobre o Conceito Estratégico de Defesa e Segurança Nacional:

 

http://segurancaecienciasforenses.wordpress.com/2012/12/18/o-conceito-estrategico-de-seguranca-e-defesa-nacional-e-as-forcas-de-seguranca/

publicado por victorangelo às 13:17

05
Fev 13

Nas suas memórias, Tony Blair escreve que as remodelações governamentais são sempre muito complexas e muito dadas a erros. Diz mesmo que a remodelação de 2006, a última que fez antes de sair do governo, no ano seguinte, lhe trouxe mais inimigos e problemas que amigos e apoios. Em certa medida, as memórias dão a entender que quando Blair se sentia atacado por todos os lados, o que era o caso na altura, graças nomeadamente às ambições de Gordon Brown e do seu grupo, a probabilidade de errar na escolha dos membros do governo era maior.

 

Eu acrescentaria, para além de estar de acordo com a confissão de Blair, que não proceder a remodelações ministeriais é igualmente um erro muito grave. Quando um primeiro-ministro vê, todos os dias, que um ministro é um pedregulho atado ao pescoço do governo, a puxá-lo constantemente para o fundo, e não o substitui, esse primeiro-ministro está a cometer um erro de grandes consequências. Mostra falta de faro político e pouca liderança. 

publicado por victorangelo às 21:43

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