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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A cooperação à deriva

A cooperação portuguesa deixou de ter importância política. É, na melhor das hipóteses, uma espécie de saco azul que o Ministério utiliza para fazer favores e uns malabarismos nas ex-colónias.


Agora, com a chegada de um novo Secretário de Estado que sabe tanto da poda como eu sei de mitologia esquimó, a coisa ficou ainda mais linda. A única vantagem, no entanto, é que este tem a confiança absoluta do ministro, que tratou o anterior titular como um chinelo.


Mas a confiança serve para quê, quando não há linha de orientação nem uma visão coerente da coisa?

 

 

Maiorias e incertezas

Compreendo perfeitamente que o Secretário-geral do Partido Socialista faça, no encerramento do Congresso de hoje, um apelo ao voto e a uma maioria absoluta. Assim deve pensar e agir o líder de um partido com ambições – e possibilidades – de governação. Deve ambicionar e lutar pela obtenção de uma maioria parlamentar que lhe permita exercer o poder com alguma estabilidade.

 

O que não compreendo são outras coisas.

 

Uma delas, tendo em conta as medidas impopulares que o governo actual tem estado a seguir, diz respeito aos resultados das sondagens. Quais serão os motivos que explicam os mais ou menos, e apenas 33%, de intenções de voto no PS? Parece pouco, nas circunstâncias em que vivemos. Estamos certamente longe da maioria absoluta.

 

Outra terá que ver com as alianças “à esquerda” do PS. Vários dirigentes destacados do partido fizeram um apelo nesse sentido. Será que estarão a pensar numa participação dos esgrouviados mentais do Bloco num governo futuro? Ou numa coligação com o PCP? Seria bom que se soubesse antemão.

 

Também não se compreende os ataques sistemáticos ao Presidente da República, quando o adversário a isolar e a vencer é o governo e os partidos que lhe servem de sustentação. Incluir o PR na lista dos alvos a atacar só serve para dispersar as atenções, dividir os esforços e alienar alguma parte do eleitorado, a que não aceita radicalismos cegos e a política do bota-abaixo sistemático.

 

E já agora, aquele miúdo que utilizou o verbo “endoidar”, representa quem, dentro do partido? Um futuro partido de governo não se pode deixar “endoidar” por rapazolas. Sobretudo, num 25 de Abril.

Segurança e democracia

Para lembrar que o meu texto desta semana na Visão já está disponível no site da revista:

 

http://visao.sapo.pt/de-boston-para-a-europa=f725718

 

Eis um extracto desta minha prosa:

 

"Há uma outra dimensão que convém tratar de maneira especial: a importância inquestionável dos sistemas de videovigilância para a identificação dos suspeitos. Generalizado nos EUA, incipiente na Europa, onde apenas o Reino Unido tem, actualmente, uma rede comparável de câmaras de captação de imagens em lugares públicos. Ora, face às ameaças actuais, à criminalidade organizada e ao terrorismo, a videovigilância é um instrumento imprescindível para a eficiência da segurança interna. A este respeito existe, entre nós, a ideia que as câmaras nas ruas são incompatíveis com as liberdades individuais e os direitos dos cidadãos. Esse dilema não faz sentido. A Grã-Bretanha não é menos democrática por ter, como tem, uma lente em cada esquina. O medo resultante da insegurança, esse sim, é que prejudica a qualidade da democracia." 


Espero que comentem, no site da Visão. 

 

Olhar para o presente e imaginar o futuro

25 de Abril é um dia de Liberdade e de celebração de Portugal enquanto nação moderna e democrática. É dia de lembrar o que somos e o queremos ser, como país e como cidadãos. É, igualmente, dia de festa.

 

Este blog diz não a quem transforma o dia numa arma de ataque sectário. A quem não consegue pôr a ênfase no que nos une. Aos que procuram dar lições aos outros em vez de reflectiram sobre si próprios e sobre a maneira de contribuírem para um Portugal melhor.

 

Mas é também um dia que convida à reflexão sobre o que mudou e o que precisa ainda de mudar.

 

É um dia para gente grande. 

Ideias que em Porugal não voam

Um outro José Vítor, de apelido Malheiros, jornalista no Público, escrevia hoje na sua coluna semanal:

 

“No domínio do trabalho político gracioso há nos Estados Unidos uma tradição secular: profissionais de reconhecido mérito e sem necessidades materiais oferecem, uma vez abandonada a sua actividade profissional, alguns meses ou anos de trabalho ao Estado – como embaixadores plenipotenciários, enviados especiais, presidindo a comissões, etc. – em troca de uma remuneração simbólica. Chamam-lhes os “dollar a year men”. Mas esta contribuição deve ser dada quando já não possam existir conflitos de interesse e não com a esperança de capitalizar a posteriori os conhecimentos e a influência obtidos nesses lugares. Pode ser uma ideia”

 

Pois é, caro José Vítor. O seu homónimo ofereceu os seus préstimos a Portugal, nessas condições, de um euro por ano, em 2010, e o governo ficou com um olhar vago, sem saber como tratar da oferta. E a coisa morreu com o tempo.

 

O mais curioso é que poderia ter sido reintegrado na função pública, com um salário de técnico superior e ser, em seguida, colocado numa prateleira de quadro de adidos, sem atribuições mas a ser pago todos os meses.

 

Pode ser, de facto, uma ideia, mas que em Portugal não tem asas para voar.  

Cumprimentar sem riscos

Quando o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) me despachou, por quatro anos, para a República Centro-africana, em 1985, uma das dificuldades que encontrei, durante vários meses, foi a de conseguir reconhecer as caras, lembrar os nomes e as funções oficiais das muitas personalidades locais que ia encontrando, nas diversas reuniões e cerimónias públicas. Os apelidos eram-me, nessa altura, profundamente estranhos e a arte de identificar as feições da África Central não fazia ainda parte das minhas habilidades.

 

Assim, cada vez que encontrava alguém bem vestido, de fato e gravata, mas sem me poder lembrar do seu apelido nem do cargo, dizia sempre, pelo seguro, “Monsieur le ministre”.  O fulano ficava encantado e a partir daí podia ter-se uma discussão amena.

 

Também é verdade que com remodelações governamentais a toda a hora, com gente que servira, como ministro, na Corte do Imperador Bokassa e outros nos sucessivos governos, sem contar com os titulares em exercício, que o governo era numeroso, não era difícil de acertar. Para mais, se o cavalheiro ainda não fora ministro, o facto de andar de fato e gravata deixava entender que em breve acabaria por ser nomeado.


Em Portugal, com as mudanças na composição do governo a acelerarem-se, vai ser possível, na minha próxima visita ao país, e para jogar sem grande risco, começar a dizer, cada vez que apertar uma mão desconhecida a que corresponda uma gravata de seda, “ Muito prazer, Senhor Secretário de Estado…”

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