Portugal é grande quando abre horizontes

07
Abr 13

A comunicação do primeiro-ministro ao país era esperada com grande interesse. Que iria ser anunciado, depois da decisão do Tribunal Constitucional, e das reuniões extraordinárias – do Conselho de Ministros e com o Presidente da República – que se lhe seguiram? Que medidas políticas, a começar pela composição do governo, e que ajustamentos orçamentais seriam propostos?

 

Ou seja, que iria mudar, depois das circunstâncias da governação terem sido postas em causa pelo acórdão do Tribunal Constitucional e por outros acontecimentos recentes?

 

A resposta ficou por dar. A expectativa não teve resposta suficiente.

 

Dizer que haverá maiores restrições nas despesas públicas, em particular na Saúde, Educação, Segurança Social e nas empresas públicas, não chega, é apenas vago e gerador de oposição.

 

Mas acima de tudo faltou uma resposta política aceitável. Apontar o dedo ao Tribunal Constitucional é um erro pesado, é a má resposta política. O Tribunal fez o que tinha que fazer e nada mais. Há que respeitar o julgamento a que chegou. Reconhece-se isso e passa-se em frente. E foi o passar em frente, o olhar para as alternativas que faltou neste fim de dia.

 

Vamos ter que continuar a aguardar. A crise continua. 

publicado por victorangelo às 21:32

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