Portugal é grande quando abre horizontes

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Abr 13

Continuo com a impressão que muita gente não entende ou talvez não queira entender que a situação em que Portugal se encontra – gravíssima – tem raízes profundas. Não vem de agora nem do passado recente, mas sim de um acumular, ao longo de décadas, de erros políticos e de fraquezas estruturais.

 

Por isso, quem pensa que a situação se resolve com mais do mesmo e sem modificações profundas na nossa maneira de organizar a vida pública, a economia e a sociedade, está bem enganado. Ou, simplesmente, não tem a coragem necessária para dizer a verdade.

 

Como também anda de olhos fechados quem pensa que isto se resolve em meia dúzia de anos, digamos, numa década. Convém, no entanto, começar a tratar das questões quanto antes…

 

É igualmente falacioso acreditar que a solidariedade europeia, se for restabelecida, será a solução dos problemas. É verdade que precisamos dos outros. Mas a história dos anos que se seguiram à adesão de Portugal à União Europeia mostra que a solidariedade, que nessa altura existiu, não é suficiente para resolver os nossos défices estruturais. É preciso um empenho nacional e uma direcção política esclarecida e patriótica.

 

Sem o nosso empenho a sério e sem uma classe política à altura, o atraso vai continuar a ganhar raízes mais vastas e mais profundas.  

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:33

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