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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Ter coragem e saber comunicar

A política é uma questão de escolhas entre várias opções. Por isso, dizer que não há alternativa é um erro. É claro que existem, sempre, alternativas. Podem é ter custos sociais e económicos mais elevados. Ou pôr em causa certos valores constituintes da nação.

 

O líder deve ter a coragem e a sabedoria de discutir publicamente as alternativas existentes. Ganhará se souber convencer os cidadãos que a opção que advoga é, de facto, a melhor.

 

Isto quer dizer que o líder não tem medo do debate público. E que só se manterá à frente dos destinos colectivos se souber convencer a maioria que a sua proposição é a que faz mais sentido.

 

Coragem e comunicação eficaz são dois ingredientes fundamentais da liderança. 

Sorria que está a ser filmado

O que passou nos últimos dias em Boston, nos EUA, veio mostrar, uma vez mais, a importância dos circuitos de videovigilância em locais públicos. As câmaras são um instrumento fundamental no sistema de segurança nacional. Fazem hoje parte da paisagem urbana em países desenvolvidos. No continente europeu, o Reino Unido é, provavelmente, o país com maior densidade de câmaras de videovigilância.

 

Por outro lado, o debate que alguns procuram alimentar, opondo videovigilância a direitos fundamentais dos cidadãos, é um falso debate. Quem pode dizer que os direitos e as liberdades dos cidadãos ingleses, por exemplo, estão a ser ameaçados pelas numerosas máquinas de captação de imagens que vemos em cada canto dos lugares públicos mais frequentados?  

Os outros e nós

Dados revelados ontem pelo instituto francês de sondagens de opinião Ifop mostram que a credibilidade política do Presidente François Hollande continua a diminuir. Um dos pontos fracos, segundo a opinião pública, terá que ver com a falta de autoridade de Hollande. Apenas 14% dos inquiridos consideram que o presidente tem a autoridade necessária para se impor como líder do governo.

 

Esta é certamente uma questão primordial para quem tem a autoridade formal mas não consegue traduzi-la em poder político. O resultado é a falta de confiança generalizada na capacidade do presidente numa altura de crise. Gera-se, assim, a impressão que a mão que segura o leme não tem a firmeza necessária. Isso significa, para o comum dos cidadãos, que a crise de hoje será o naufrágio de amanhã.

 

Se se colocasse tudo isto contra um pano de fundo pintado com as cores actuais de Portugal, que paralelismos viriam à mente? 

Continuar a conversa, voltar ao assunto

O encontro de hoje entre a direcção do governo português e o secretário-geral do Partido Socialista durou mais de noventa minutos. Pode não ter havido qualquer concordância de pontos de vista. Mas que houve muita conversa, isso ninguém pode negar. Em noventa minutos discute-se muita coisa. E, mais cedo ou mais tarde, terá que ser a falar que nos entenderemos. O país precisa de mais encontros deste tipo. O diálogo não conduz de imediato a acordos. Mas é o caminho do futuro. 

A troika da vida

A minha neta celebrou hoje os seus três anos.

 

Na visita que me fez, ao fim da tarde, mostrou interesse, pela primeira vez, pela porta das escadas que levam ao sótão. Insistiu em abrir a porta. Quando viu a meia-luz das escadas, ficou paralisada. Ela, que estava pronta a explorar uma parte da casa até então desconhecida, acabou por descobrir o medo, um conceito novo. E disse-me que não iria sozinha, pois lá em cima estava o “lobo”. Como nos contos de fadas, que pouco a pouco vão fazendo parte do seu quotidiano.

 

Assim se criam os medos e as lendas que nos fazem hesitar pela vida fora.

 

Queria que eu fosse com ela, escadas acima. Disse-lhe que não, que quem quer conhecer novos mundos tem que saber vencer todos “os lobos da vida”. Todos. 

Portugal no Mundo

“Roteiros do Futuro”: são uma iniciativa do Presidente da República, que se traduz em conferências sobre temas estratégicos portugueses.

 

A conferência de 2012 foi sobre a demografia portuguesa.

 

A de este ano, que acaba de ter lugar, procurou debater o papel de Portugal no mundo, o nosso posicionamento enquanto Estado e Nação num sistema de relações internacionais que está a mudar rapidamente.

 

Irei ler com atenção as comunicações feitas durante esse encontro de um dia. Receio, no entanto, que muito do que se disse tenha mais de lírico do que de verdadeira estratégia. É que nós, os Portugueses, temos o hábito de andar com a cabeça no ar.  Chama-se a isso tomar a nuvem por Juno!

 

Paraísos fiscais

O meu texto desta semana na Visão está agora disponível no site oficial da revista:

 

http://visao.sapo.pt/o-setimo-ceu-dos-poderosos=f723241

 

Reproduzo aqui umas linhas do meu texto:

 

"Por tudo isto, procurou-se uma definição que apenas incluísse terras longínquas e sem peso na política mundial. Assim ficaram na lista negra umas ilhas minúsculas das Caraíbas, outras perdidas no meio do Pacífico e pouco mais. Mas a lista levanta uma questão de fundo. Se existe uma intenção real de acabar com os paraísos fiscais, quem impede que isso aconteça? Não é de crer que a oposição provenha apenas desses estados microscópicos, nalguns casos meros territórios, com uma soberania relativa. Vários estão mesmo, em circunstâncias extremas, dependentes de Westminster. A resistência a qualquer mudança significativa tem outras origens."

O futuro depende de nós

Continuo com a impressão que muita gente não entende ou talvez não queira entender que a situação em que Portugal se encontra – gravíssima – tem raízes profundas. Não vem de agora nem do passado recente, mas sim de um acumular, ao longo de décadas, de erros políticos e de fraquezas estruturais.

 

Por isso, quem pensa que a situação se resolve com mais do mesmo e sem modificações profundas na nossa maneira de organizar a vida pública, a economia e a sociedade, está bem enganado. Ou, simplesmente, não tem a coragem necessária para dizer a verdade.

 

Como também anda de olhos fechados quem pensa que isto se resolve em meia dúzia de anos, digamos, numa década. Convém, no entanto, começar a tratar das questões quanto antes…

 

É igualmente falacioso acreditar que a solidariedade europeia, se for restabelecida, será a solução dos problemas. É verdade que precisamos dos outros. Mas a história dos anos que se seguiram à adesão de Portugal à União Europeia mostra que a solidariedade, que nessa altura existiu, não é suficiente para resolver os nossos défices estruturais. É preciso um empenho nacional e uma direcção política esclarecida e patriótica.

 

Sem o nosso empenho a sério e sem uma classe política à altura, o atraso vai continuar a ganhar raízes mais vastas e mais profundas.  

 

 

 

Um doente perigoso

Uma palavra positiva, neste fim de dia, para a comunicação social portuguesa.

 

Porquê?

 

Por se terem apercebido da loucura que era a da referência ao regicídio, feita por um doente da política portuguesa. Esse paralelismo com o assassinato de D. Carlos, e a sugestão que algo parecido pudesse acontecer agora, era quase que um apelo à violência assassina, inaceitável em democracia.

 

A comunicação social parece ter entendido isso. Por isso, fez desaparecer dos títulos e das notícias de relevo essa declaração inaceitável. Declaração que, noutras democracias do mundo teria, igualmente, levantado uma onda de indignação. 

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