Portugal é grande quando abre horizontes

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Jul 13

A emissão de acções que um dos bancos da nossa praça tem a decorrer, ao preço de 1 cêntimo por acção, vem lembrar-nos várias coisas.

 

Uma delas é que um cêntimo pode ser um valor demasiado alto. Pode levar, para quem investir nessa compra, a perdas significativas.

 

Outra, tem que ver com a intervenção do Estado nesse banco. Tratando-se de um banco com um interesse nacional insignificante, o financiamento público é difícil de justificar. Vai certamente acarretar sérios prejuízos para o Estado, quer dizer, para os contribuintes.

 

A terceira observação é que existem bancos em demasia, quer em Portugal quer na União Europeia. Só na zona euro, contam-se mais de seis mil bancos, o que é manifestamente exagerado.

 

Muitos desses bancos estão numa situação periclitante. Dizia-me, na semana passada, alguém que conhece bem o sector que, no caso de Portugal, vários bancos estão com as portas abertas apenas para fingir que ainda estão no mercado. Na realidade, as suas oportunidades de negócios são mínimas e de fraca remuneração.

 

Uma quinta nota diria que quem acredita que se irá avançar para a união bancária, nos próximos tempos, também será capaz de acreditar no conto da Cinderela. A união bancária pressupõe, entre outras coisas, transparência sobre a saúde financeira dos bancos. Ora, aqui e noutros sítios, até na Alemanha de tantas virtudes, como diria o outro, o poder político não quer que se saiba com clareza o que se passa com o sector bancária. Uma das coisas que tira o sono aos políticos é o pesadelo de uma corrida às caixas, para retirar os depósitos.

 

E muito mais haveria para dizer…

 

publicado por victorangelo às 18:13

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