Portugal é grande quando abre horizontes

21
Jul 13

Objectivamente, a comunicação do Presidente da República era a única possível, neste momento. Estamos num regime constitucional que tem as suas regras e que deve ser respeitado.

 

Foi, igualmente, uma declaração bem estruturada.

 

Marca o início da segunda parte da acção do governo. Como no futebol, vamos ver se preparação da segunda parte teve em conta os erros de táctica que foram ocorrendo na primeira metade do desafio.

 

publicado por victorangelo às 22:18

20
Jul 13

Vossas Excelências propõem a criação de um “Banco de Fomento”? Do tipo Caixa Geral de Depósitos, para financiar projectos sem asas nem hipóteses de serem rentáveis? Projectos dos amigos do partido e das cliques que vos rodeiam, como foi o hábito nos últimos vinte anos, em relação aos vários partidos de governo?

 

Projectos nos quais o sector privado não quer arriscar o seu próprio capital? Projectos que não conseguem financiamento nos mercados, por serem ideias coxas?

 

Disseram “Banco de Fomento”? Numa altura em que o imperativo é reduzir o número de bancos? E tirar o Estado dos negócios, que devem ser a responsabilidade do sector privado, nos momentos de ganho e também nos de perdas?

 

E o capital para constituir esse “Banco” virá donde? Dos impostos? De obrigações públicas?

 

Não acham que é uma ideia de outros tempos, quando o Estado era considerado um actor metido em negócios? Não se tratará de uma visão virada para trás e não para o futuro?

 

Quem vos anda a meter estas coisas na tola? 

publicado por victorangelo às 17:25

19
Jul 13

A conclusão a que chego esta noite é muito simples: os dirigentes políticos que temos não estão à altura do desafio, num momento da História de Portugal tão grave como o presente. 

publicado por victorangelo às 22:20

18
Jul 13

Almocei na encosta do Castelo de S. Jorge, a dois passos do Martim Moniz em Lisboa, com uns antigos colegas do que fora o Liceu Nacional de Évora. A minha parte ficou em 10 euros. Depois, fui buscar o automóvel ao parque subterrâneo da Praça da Figueira. Custo do estacionamento, que durou apenas o tempo do almoço: 4,80 euros. Conclusão: andar de carro em Lisboa é, de facto, um preço de luxo. 

publicado por victorangelo às 22:21

17
Jul 13

Afirmar a soberania portuguesa sobre o arquipélago das Selvagens e o mar circundante é fundamental para os nossos interesses nacionais. A visita do Presidente da República a essa parte remota do território de Portugal deve ser vista sob essa perspectiva.

 

A deslocação tem também o mérito de nos lembrar que somos acima de tudo uma nação com vocação marítima. Mas, ao mesmo tempo, faz-nos ver que não temos dado atenção suficiente à nossa presença no Atlântico Norte. Ou seja, não temos sabido ligar a Madeira e os Açores, de modo mais estreito, aos nossos interesses estratégicos e ao resto do território nacional. Nem temos investido suficiente na marinha nacional, no patrulhamento naval, no exercício da nossa soberania sobre o espaço marítimo.

 

Porquê? 

publicado por victorangelo às 22:04

16
Jul 13

Voltando à questão dos bancos, penso que é melhor privatizar completamente a Caixa Geral de Depósitos – que poderá valer, se valer, 3 000 milhões de euros – do que utilizá-la para financiar projectos sem nexo, como campos de golf em Espanha ou empreendimentos turísticos em Rio Maior que não vendem sequer três lotes, apesar da Caixa ter emprestado a gente influente 50 ou 60 milhões. Projectos que só dão prejuízo, mas que enriquecem os seus promotores, e que acabarão por ser pagos por todos nós.

 

É igualmente melhor encaixar o dinheiro da sua privatização que ter os partidos no governo a servir-se da CGD como parque partidário de pastagem.  

 

Não será?

publicado por victorangelo às 23:06

15
Jul 13

A emissão de acções que um dos bancos da nossa praça tem a decorrer, ao preço de 1 cêntimo por acção, vem lembrar-nos várias coisas.

 

Uma delas é que um cêntimo pode ser um valor demasiado alto. Pode levar, para quem investir nessa compra, a perdas significativas.

 

Outra, tem que ver com a intervenção do Estado nesse banco. Tratando-se de um banco com um interesse nacional insignificante, o financiamento público é difícil de justificar. Vai certamente acarretar sérios prejuízos para o Estado, quer dizer, para os contribuintes.

 

A terceira observação é que existem bancos em demasia, quer em Portugal quer na União Europeia. Só na zona euro, contam-se mais de seis mil bancos, o que é manifestamente exagerado.

 

Muitos desses bancos estão numa situação periclitante. Dizia-me, na semana passada, alguém que conhece bem o sector que, no caso de Portugal, vários bancos estão com as portas abertas apenas para fingir que ainda estão no mercado. Na realidade, as suas oportunidades de negócios são mínimas e de fraca remuneração.

 

Uma quinta nota diria que quem acredita que se irá avançar para a união bancária, nos próximos tempos, também será capaz de acreditar no conto da Cinderela. A união bancária pressupõe, entre outras coisas, transparência sobre a saúde financeira dos bancos. Ora, aqui e noutros sítios, até na Alemanha de tantas virtudes, como diria o outro, o poder político não quer que se saiba com clareza o que se passa com o sector bancária. Uma das coisas que tira o sono aos políticos é o pesadelo de uma corrida às caixas, para retirar os depósitos.

 

E muito mais haveria para dizer…

 

publicado por victorangelo às 18:13

14
Jul 13

Quando se fala de “salvação nacional”, que queremos dizer? Trata-se de “salvar” o quê?

 

Uma boa discussão entre gente séria começaria por aí, creio eu. Por tentar definir o que está de facto em jogo e que tem uma importância “nacional”, ou seja, estratégica e com impacto no futuro da grande maioria.

 

É que isso de utilizar “salvação nacional” como se fosse mais uma expressão corrente, não faz sentido. Nenhum país gosta de dizer que está numa fase dessas, de “salvação nacional”. Mas quando a coisa é dita, acarreta muita responsabilidade e há que ser claro.

 

Vamos então definir o que precisa de ser salvo por uma maioria tão ampla quanto possível. 

publicado por victorangelo às 23:20

13
Jul 13

Este blog está inteiramente em desacordo com o comportamento violento de cidadãos nas galerias da Assembleia da República. Como está em total dessintonia com a reacção da Presidente da AR, tal como ocorreu na quinta-feira. Por razões diferentes, ambos os comportamentos são, numa maneira de ver objectiva e responsável, inaceitáveis, num Estado de direito e numa democracia representativa. 

publicado por victorangelo às 22:34

12
Jul 13

Custa muito percorrer centenas de quilómetros no Alentejo e ver o subaproveitamento – nalguns casos, a falta de aproveitamento – das terras. Tanto hectare que poderia estar cultivado, ou ser utilizado para a pecuária, para florestas comerciais, para fins produtivos. Que diferença que isso faria, em termos da nossa situação económica.


Pensei nisso e na hipótese de se criar um imposto especial –e pesado –sobre as terras que não estão a ser exploradas de modo produtivo. 


Enfim, ideias…

publicado por victorangelo às 22:04

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