Portugal é grande quando abre horizontes

11
Jul 13

O texto que hoje publico na Visão trata das espionagens...E conta uma história inédita, que se passou na altura das negociações, em Lancaster House, que levaram à independência do Zimbabwe.

 

O link para a minha escrita é o seguinte: 

 

 http://tinyurl.com/qxlty3x

 

Boa leitura.

publicado por victorangelo às 18:50

10
Jul 13

Estamos num momento que exige atitudes positivas e construtivas. Deixo, por isso, a crítica negativa para outros.

 

A declaração feita pelo Presidente da República terá os seus adeptos e os seus detractores. Mas tem, pelo menos, o mérito de pôr em evidência a gravidade da situação económica e social em que nos encontramos e de mostrar que não existem soluções simples nem tradicionais para a crise. Os partidos devem, de facto, procurar chegar a um compromisso alargado, tão amplo quanto possível. Um compromisso histórico para um momento histórico. Sem ressentimentos, com os olhos postos no futuro, não no passado. Ao responderem ao apelo, os dirigentes políticos terão a oportunidade de mostrar por que bitola vão querer ser medidos: a partidária, das vantagens de grupo e de clientelas, ou a do interesse nacional.

 

Um compromisso que deve igualmente mobilizar as organizações representativas dos interesses económicos e sociais, incluindo os principais movimentos sindicais. 

publicado por victorangelo às 22:02

09
Jul 13

Debaixo de outros céus, já se teriam feito três ou quatro sondagens diferentes, para tentar perceber se a opinião pública estaria a favor de eleições antecipadas ou se preferiria que o governo cumprisse o ciclo legislativo.

 

É verdade que as sondagens ficam caras e os jornais já não têm dinheiro nem para mandar cantar um cego. Seria, no entanto, interessante ver em que resultariam uns inquéritos desse género. 

publicado por victorangelo às 20:39

08
Jul 13

Viajei esta tarde ao longo da Via do Infante, desde a fronteira com Espanha, e na auto-estrada do Algarve para Lisboa. Ao longo do trajecto, pensei várias vezes na auto-estrada de Lisboa para Évora, sempre deserta. A que vinha do Algarve, hoje, tinha um vazio equivalente.

publicado por victorangelo às 22:21

07
Jul 13

Objectivamente, não dá para acreditar. Por outro lado, baixar os braços não é solução. Como também o não é partir a loiça. Que se saiba, no entanto, que não se tem fé na coisa nem nas gentes que a personalizam.

 

Lá fora, dá apenas para fingir que não há problema de maior. Assim se vive hoje na Europa, nomeadamente em relação aos que sendo um problema duradoiro não têm muito peso e podem ser mais ou menos ignorados. 

publicado por victorangelo às 21:17

06
Jul 13

Em matéria de teatro, acabar a peça no final do primeiro acto seria um desapontamento. Antes do intervalo, há sempre drama. Depois, cai a cortina. Volta, agora, a subir, para o acto seguinte. Ou seja, o espectáculo, para grande alívio nosso, vai continuar. É verdade que isto é um teatro de província e que, por isso, os actores são de segunda escolha. Mas mesmo assim, vale a pena ver como se vai desenrolar a segunda parte, que cenas trágicas vão ser encenadas, e que vai acontecer aos vilãos do enredo.

 

O encenador será fraco, mas será que temos meios para mais?

publicado por victorangelo às 21:26

05
Jul 13

Almocei em Estremoz, numa passagem rápida pela cidade. No restaurante cinco estrelas com preço de duas estrelas éramos dois na sala. Disseram-me que à noite haverá mais gente. Assim o espero. É que a economia não pode estar parada nem continuar a fingir que turbina.

 

Ao fim e ao cabo, é a economia que conta. Será difícil entender isso? 

publicado por victorangelo às 21:09

04
Jul 13

É má ideia estar em Lisboa nestes dias que correm. Com o clima pré-eleitoral a aquecer, acabamos por encontrar gente importante dos partidos. E, cada cavadela, minhoca. São todos muito fracos.

 

Para quem viu líderes políticos noutras paragens, o panorama caseiro é confrangedor.

 

Um deles resumia, hoje à noite, para que eu entendesse bem, que é tudo uma questão de egos e de intrigas.

publicado por victorangelo às 22:29

03
Jul 13

Soube-se hoje que o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal meteu o pé na argola, ao proibir o sobrevoo e a aterragem em Portugal do avião do presidente da Bolívia. O ministro, Paulo Portas, estava certamente distraído. Não teve presente os interesses de Portugal na América do Sul. Ao interditar estava a criar muito mais que um simples incidente diplomático. Abria a porta a uma onda de protestos e de indignação, em La Paz mas também noutras capitais da região. É que estas coisas tocam em questões de uma grande sensibilidade. São, de imediato, vistas como uma expressão da arrogância europeia e uma ofensa feita a um Chefe de Estado. Que ainda por cima é de origem indígena. O que dá a uma dimensão mais ao incidente: um laivo de racismo.

 

Ou então, se não estava distraído, estaria provavelmente mais interessado em agradar a Washington 

publicado por victorangelo às 21:53

02
Jul 13

Paulo Portas gosta do poder, não de Portugal. Ao tirar as castanhas do lume, o objectivo foi o de as não deixar queimar, para estar em condições de voltar ao poder depois da rentrée, em coligação, dessa vez, com o PS.

 

É tudo uma questão de táctica.

 

Quanto ao resto, os portugueses que paguem as favas. 

publicado por victorangelo às 23:24

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